A longa saga sobre quem deveria ser possuidor do aplicativo de vídeos curtos mais popular do mundo está quase no término.
No dia 25 de setembro, Donald Trump assinou uma medida permitindo que o aplicativo continue operando nos Estados Unidos, com base no concordância de que sua controladora chinesa, a ByteDance, venderá a maior segmento de sua participação nas operações americanas do TikTok.
A ByteDance ficará com menos de 20% do app, enquanto a maior segmento do restante será comprada por investidores americanos. O concordância, que tem 120 dias para ser concluído, marca o primórdio do término de uma saga de anos, marcada por ameaças de deportação e telefonemas tensos entre presidentes. Gráficos mostram quem e o que está presente na plataforma tão discutida.
O interesse do presidente na plataforma se deve principalmente ao alcance e à influência. Mais de 116 milhões de americanos usam o TikTok todos os meses. Ele é particularmente popular entre os jovens americanos.
Os mais ávidos são os de 18 a 25 anos que, em junho, passaram quase uma hora por dia rolando ou postando vídeos. Para adolescentes, é o aplicativo preposto: eles passam mais tempo no TikTok do que no YouTube e no Instagram juntos.
Trump atribuiu ao teor do TikTok segmento de seu desempenho supra do esperado entre jovens eleitores na eleição do ano pretérito. O presidente pode estar esperando que a plataforma continue a favorecê-lo —entre os novos donos estão várias empresas controladas por seus aliados.
Esse alcance torna o TikTok uma potência mercantil. Analistas estimam que sua receita americana —em grande segmento proveniente de publicidade e ecommerce— chegará a US$ 20 bilhões neste ano. No ano que vem, suas vendas de publicidade nos EUA crescerão quase 25%, projeta a eMarketer, uma empresa de pesquisa.
Mesmo sob a prenúncio de um deportação, ele continuou sendo um dos apps mais baixados dos EUA neste ano, segundo a Sensor Tower, outra empresa de pesquisa. Mas começam a surgir rachaduras. O tempo que os americanos passam na plataforma está caindo, à medida que rivais uma vez que Instagram e YouTube imitam suas funções, e muitos usuários (ou seus pais) tentam limitar o tempo gasto nos celulares.
Exatamente o que os usuários veem no TikTok é mais difícil de calcular. Uma vez que outras redes sociais, a plataforma é reservada em relação a seus dados e não oferece uma visão centralizada do que é publicado.
Felizmente, em um cláusula em curso publicado em maio deste ano, o pesquisador Benjamin Steel e coautores desenvolveram uma forma engenhosa de conquistar todos os vídeos publicados na plataforma durante pequenos intervalos de tempo.
Os autores compartilharam com a Economist uma modelo de postagens publicadas em um dia aleatório do ano pretérito (10 de abril de 2024). Isso permite vislumbrar exatamente quanto, e o quê, é publicado.
Os resultados confirmam a reputação do app uma vez que mediano de frivolidade e imagem pessoal. O TikTok atribui rótulos de categoria aos vídeos. Em seguida a exclusão dos vídeos sem rótulos (que representavam murado de 30% do totalidade da modelo), 23% estavam relacionados a entretenimento e cultura pop, incluindo lip-sync (dublagens); 13% a formosura e voga.
Muro de 42% caíram na vaga categoria “filmagem aleatória” do TikTok. Uma invenção marcante foi a prevalência de crianças no teor. Os próprios rótulos do TikTok sugeriram que 4% das postagens mostravam bebês, tornando essa a quarta maior categoria individual
Steel e seus colegas treinaram um protótipo de tirocínio de máquina para detectar crianças em vídeos e descobriram que quase um quinto de todas as postagens em sua modelo apresentava menores.
As categorias do TikTok devem ser interpretadas com cautela —não há rótulo para política ou conflito, por exemplo, e a empresa não explica uma vez que as postagens são classificadas. As hashtags fornecem uma checagem cruzada: além das genéricas, uma vez que #fyp (que significa For You Page, a página inicial do TikTok) e #viral, a mais popular no conjunto de dados de 1,9 milhão de vídeos foi “#duet”, usada mais de 16 milénio vezes. A tag “#politics” apareceu em somente 58 vídeos.
O que os usuários realmente veem é determinado pelo algoritmo de recomendação do TikTok. Essa é a “fórmula secreta” que torna o app tão popular e segmento do motivo pelo qual Trump queria o aplicativo sob controle americano.
Se o TikTok continuará tão interessante sob sua novidade direção pode depender da legado desses dados. Caso contrário, o algoritmo terá de reaprender os gostos dos usuários do zero. Para os milhões que passaram anos treinando seus feeds, isso pode ser suficiente para fazê-los escorregar para longe.
Texto do The Economist, traduzido por Gustavo Soares, publicado sob licença. O cláusula original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com
