Greta thunberg é anticristo desta geração, diz peter thiel

Greta Thunberg é anticristo desta geração, diz Peter Thiel – 01/07/2025 – Tec

Tecnologia

O guru da tecnologia, intelectual de direita e fundador do PayPal, Peter Thiel, vê um dilema na sociedade atual: para evitar riscos uma vez que as mudanças climáticas e a lucidez sintético descontrolada, o mundo caminha para uma governança global autoritária. O exposição ambientalista de Greta Thunberg seria um exemplo disso para ele.

“O que fazemos sobre as armas nucleares? Precisamos que a ONU [Organização das Nações Unidas] tenha dentes de verdade para controlá-las. O que fazemos sobre IA [inteligência artificial]? Precisamos de uma governança computacional global, que controle todos os computadores, logs e teclas do teclado, para prometer que as pessoas não programem IAs perigosas”, disse Thiel em entrevista ao podcast Interesting Times, do New York Times.

Thiel é um reconhecido numulário de risco: foi um dos primeiros investidores do logo Facebook e fundou a Palantir, hoje o principal fornecedor de tecnologia para o Departamento de Resguardo dos Estados Unidos. Também foi o primeiro expoente do Vale do Silício a estribar Donald Trump, ainda nas primárias para as eleições de 2016.

De pacto com o fundador do PayPal, essas mesmas questões, sob o prisma do cristianismo, seriam o equivalente à escolha entre o anticristo e o apocalipse. “Uma vez que o anticristo domina o mundo? Ele proclama discursos hipnóticos e demoníacos e as pessoas caem nessa.”

Hoje, avalia Thiel, quem cumpre esse papel é Greta Thunberg, ao pedir a redução dos lucros em obséquio da segurança das pessoas em um cenário de clima extremo.

“A maneira uma vez que o anticristo tomaria o mundo seria falando sobre o apocalipse sem parar; ou você fala sobre risco existencial sem parar, e isso é o que precisa ser regulado”, afirmou o bilionário.

“É o oposto da imagem da ciência baconiana dos séculos XVII e XVIII, onde o anticristo é uma vez que qualquer gênio tecnológico malvado, que inventa uma máquina para dominar o mundo”, disse. “As pessoas estão com terror demais para isso”, acrescentou.

Nesse contexto, defendeu Thiel, as instituições se degradaram e se tornaram avessas ao risco. Esse seria, na visão do bilionário, um dos motivos por trás de uma estagnação generalizada da economia e da tecnologia. “As pessoas ficaram sem ideias.”

O fundador do PayPal disse que a humanidade precisa de testar novas hipóteses, mesmo que sejam mais arriscadas, para seguir. “Se olharmos para biotecnologia, para demência ou Alzheimer, fizemos zero progresso no tratamento nos últimos 40 ou 50 anos.”

No século XVIII, recorda o guru da tecnologia, as pessoas acreditavam que a humanidade encontraria a trato de todas as doenças. “Elas pensavam que teríamos extensão radical da vida, e a imortalidade fazia secção do projeto do início da modernidade.”

“Lembro de 1999 ou 2000, quando estávamos tocando o PayPal, um dos meus cofundadores, Luke Nosek, que estava interessado em criônica [tese de que se deveria congelar as pessoas para trazê-las de volta à vida no futuro], e tivemos um dia em que levamos a empresa toda para uma sarau de frigoríficação.”

“Retrospectivamente, esse também é um sintoma do declínio, porque, em 1999, essa não era uma visão dominante, mas ainda havia uma visão marginal dos baby boomers [pessoas nascidas entre os anos 1940 e 1950] onde eles ainda acreditavam que poderiam viver para sempre”, acrescentou.

Isso mudou, de pacto com Thiel, nos anos 1970, quando os hippies teriam ganhado a disputa cultural. “Pousamos na lua em julho de 1969, Woodstock começou três semanas depois e, com o mercê da retrospectiva, foi quando o progresso parou e os hippies venceram.”

“Até manifesto ponto, as pessoas também tiveram algumas preocupações muito legítimas sobre um horizonte, em que, se continuássemos a ter progresso veloz, haveria aceleração em direção ao apocalipse ambiental ou apocalipse nuclear”, ponderou.

Para Thiel, porém, desacelerar o progresso significa romper o pacto social que mantém os Estados Unidos há 200 anos. “Eu definiria a classe média uma vez que as pessoas que esperam que seus filhos se saiam melhor do que elas mesmas —quando essa expectativa desmorona, não temos mais uma sociedade de classe média.”

“Talvez haja alguma maneira de ter uma sociedade feudal na qual as coisas estão sempre estáticas e presas, ou talvez haja alguma maneira de mudar para alguma sociedade radicalmente dissemelhante”, afirmou.

Segundo o bilionário, a guinada à direita do Vale do Silício é uma reação a esse estado de coisas, não necessariamente um base a Trump.

“O padrão era ser liberal. Se o liberalismo não está funcionando, o que você faz? Você faz mais. Você aumenta a ração e gasta centenas de milhões de dólares, e todos ficam completamente woke e te odeiam”, exemplificou. Figuras uma vez que Mark Zuckerberg e Jeff Bezos teriam percebido que isso deixou de funcionar.

O próprio Thiel, no entanto, decidiu não participar diretamente da campanha trumpista de 2024 por pretexto do envolvente tóxico que relatou ter vivido no primeiro procuração do republicano.

Ainda assim, ele chegou a considerar deixar o país caso Trump perdesse e compartilhou a incerteza com Elon Musk. O fundador da empresa aeroespacial SpaceX respondeu: “Não há para onde ir.”

Foi quando Thiel disse ter percebido que Musk desistiu do projeto ideológico de colonizar Marte. “2024 é o ano em que Elon parou de confiar em Marte. Não uma vez que um projeto tecnológico científico palhaço, mas uma vez que um projeto político para erigir uma selecção.”

A mudança de teoria de Musk, disse Thiel, começou em uma conversa entre o fundador da SpaceX e o cientista-chefe do Google para IA, Demis Hassabis.

No encontro, Musk defendeu que a ocupação de Marte era o projeto mais importante da humanidade. O reconhecido gênio da lucidez sintético respondeu que, se Marte fosse colonizado, o seu algoritmo de superinteligência também iria para o mundo vermelho.

“Em 2024, Elon passou a confiar que se você fosse para Marte, o governo socialista dos EUA e a IA woke te seguiriam até Marte”, afirmou Thiel ao New York Times.

Folha

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