'hamnet: a vida antes de hamlet' impressiona com drama emocionante

'Hamnet', vencedor do Globo de Ouro, impressiona com drama emocionante e envolvente; g1 já viu

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“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, porquê o próprio subtítulo em português já diz, imagina quais seriam os motivos que levaram à geração de uma das maiores obras da dramaturgia mundial. Mas o longa, que encerrou o Festival do Rio 2025 em outubro e que estreia oficialmente nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (15), quer discutir mais do que isso.
(Esta resenha foi publicada originalmente em 18 de outubro de 2025, posteriormente exibição no festival.)
Na verdade, o vencedor do Orbe de Ouro 2026 de melhor filme de drama quer levar o testemunha a entender porquê a arte tem o poder e a sensibilidade de transformar tragédias em nossas vidas e sentimentos porquê dor e perda em um pouco emocionante e arrebatador.
Logo na primeira cena, o público é apresentado a Agnes (Jessie Buckley, de “A Filha Perdida” e “Entre Mulheres”), deitada em posição fetal numa floresta, cercada por raízes de uma árvore. A imagem se assemelha à ventre de uma mulher que está gerando uma párvulo em seu corpo.
‘Hamnet: A Vida Depois de Hamlet’ impressiona com drama envolvente
Só essa sequência já mostra o esmero estético e a segurança que a diretora Chloé Zhao (de “Nomadland” e “Eternos”) tem para erigir imagens belas e, ao mesmo tempo, tocantes, para não deixar ninguém desviar o olhar da tela. Aliás, Zhao quer deixar evidente que o filme será todo levado pelo olhar de Agnes.
A partir daí, a trama ambientada no século XVI mostra porquê a protagonista, que vive no interno da Inglaterra, um dia conhece um jovem chamado William Shakespeare (Paul Mescal, de “Aftersun” e “Gladiador II”), um aspirante a dramaturgo. Os dois logo se apaixonam, se casam (mesmo com uma certa resistência de suas famílias) e têm três filhos: as meninas Susanna (Bodhi Rae Breathnach), Judith (Olivia Lynes) e seu irmão gêmeo Hamnet (Jacobi Jupe).
Porém, uma tragédia se abate sobre Hamnet, o que desestrutura toda a sua família, em próprio, Agnes. Inconformada com a perda do rebento, ela culpa o marido por não estar ao lado dele durante ocorrido, já que ele estava em Londres a trabalho. Enquanto Agnes fica mais reclusa e retraída, Shakespeare manifesta a sua dor a partir de um espetáculo teatral, que faz com que os dois encontrem uma maneira de compartilhar seus sentimentos.
Paul Mescal interpreta William Shakespeare em ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’
Divulgação
Para além do ‘Ser ou Não Ser’
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” é uma das experiências mais intensas e emocionantes que o cinema americano recente foi capaz de fabricar. O filme lida com temas pesados porquê o luto e a revolta de perder tão cedo uma pessoa querida de forma honesta e palpável, sem parecer sintético e piegas, um pouco que poderia facilmente sobrevir em tramas porquê essa.
Mas Chloé Zhao consegue evadir habilmente dessas armadilhas e trata tudo relativo à história com reverência e sensibilidade, deixando o filme com um apelo irresistível. Quando o testemunha percebe, já está totalmente imerso na trama e em seus personagens.
O grande valor disso, além da ótima direção de Zhao está no roteiro, escrito pela diretora e por Maggie O’Ferrell, que também escreveu o livro “Hamnet” (lançado no Brasil pela Editora Intrínseca), no qual o filme é fundamentado. O texto primoroso constrói muito muito os personagens, dando a eles profundidade e humanidade.
Agnes (Jessie Buckley) sente a dor de perder um rebento em ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’
Divulgação
Assim, não fica difícil para o público fabricar empatia com Agnes, Shakespeare e sua família. Por isso, a dor que o parelha sente ao perder o rebento também pode ser sentida por quem observar ao longa e se emocionar de verdade com o que acontece na telona. E quando a arte é usada para simbolizar o efeito causado por essa perda, o resultado é não menos do que arrebatador.
Outro elemento que merece destaque em “Hamnet” é a belíssima retrato assinada por Lukasz Zal, de “Zona de Interesse”. Além do uso de cores intensas, Zal impressiona na sequência final, de tão bela, que qualquer fotograma ou imagem congelada poderia ser emoldurada para ser colocada numa parede. A direção de artes e figurinos também chamam a atenção.
Força da natureza
Além da ótima direção e do roteiro muito muito escrito, o que fica na cabeça do testemunha é o tá nível das atuações de elenco. Em próprio a incrível performance de Jessie Buckley, que entrega cá um de seus melhores trabalhos porquê atriz.
Graças a uma grande sensibilidade e indiscutível talento, Buckley transmite com verdade toda a trajetória de Agnes, desde a felicidade do primeiro paixão, o sentimento de maternidade despertado posteriormente ter seus filhos (e a luta contra um traumatismo de puerícia por isso), até culminar com a angústia e dor de mourejar com uma perda inesperada e dilacerante.
Jessie Buckley (ao núcleo) interpreta Agnes em ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’, de Chloé Zhao
Divulgação
Com uma atuação tão autêntica, fica difícil o público não se impressionar e fabricar empatia com a protagonista e os conflitos que ela passa a tolerar à medida que a trama avança. Certamente o nome de Jessie Buckley será bastante lembrado na temporada de premiações e ela não só merece esse reconhecimento porquê os prêmios que pode levar por seu trabalho.
Paul Mescal, assim porquê Buckley, tinha o repto de tornar persuasivo um personagem multíplice. E não era qualquer personagem, mas simplesmente um dos maiores nomes da dramaturgia do planeta. Felizmente, o ator se sai muito e consegue humanizar Shakespeare, removendo dele todos os elementos icônicos que poderiam jogá-lo num beco sem saída. Mas Mescal não deixa isso sobrevir e, assim porquê sua parceira de cena, comove em vários momentos do filme.
Um deles é quando, durante um experiência de sua peça, ele repreende um ator por não conseguir manifestar suas falas de maneira satisfatória. A reação de Shakespeare, que vai se intensificando à medida que o erro se repete, mostra que o incômodo não é só devido ao experiência, mas também por um pouco que o faz tolerar, mas que não pôde transbordar até portanto, por ser uma pessoa mais contida do que sua esposa. Outro momento está no desfecho do longa, onde comove e emociona na ração certa.
Shakespeare (Paul Mescal, de costas) lida com uma grande perda através da arte em ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’
Divulgação
O resto do elenco também corresponde com performances eficientes. Em próprio o jovem Jacobi Jupe, que interpreta o personagem-título com bastante carisma e, mesmo em curta participação, também colabora para que o drama do filme seja ainda mais envolvente.
Com produção de Steven Spielberg e Sam Mendes (que quase dirigiu o longa), “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” é um filme que consegue a proeza de ter todos os seus elementos em seu devido lugar, sem maiores erros e deslizes. O resultado é uma obra que toca o coração de todos por racontar tão muito sua história que ela se mostra atemporal e magnífico. Assim porquê as principais obras de Shakespeare.
Cartela resenha sátira g1
Arte/g1

Fonte G1

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