Harry Styles arrisca em Kiss All The Time, mas fica

Harry Styles arrisca em Kiss All The Time, mas fica aquém – 04/03/2026 – Ilustrada

Celebridades Cultura

É difícil deixar para trás um pretérito de nomeada jovem na música pop. Justin Bieber investiu numa nomeada de bad boy. Sabrina Carpenter apostou na sensualidade. Já o Harry Styles, que há dez anos viu a rescisão do One Direction, a boy band que o levou à nomeada, passou a ser uma figura privada, séria e, por vezes, austera. A sensação é que ele sabia dos perigos da nomeada explosiva e passageira.

Em seu novo álbum, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally.”, que será lançado nesta sexta (6), Styles afrouxa um pouco as próprias cordas e se permite fazer um som mais risonho e dançante —por mais que ainda fique aquém de suas claras influências.

O álbum nasce depois a pausa mais longa que Styles já deu na curso desde o lançamento de seu primeiro disco solo —e, segundo o próprio artista disse ao jornal The Times, desde o estouro do One Direction. Depois anos em turnê com os quatro colegas, a sequência de álbuns solo foi rápida —2017, 2019 e 2022— e num período pequeno demais para permitir uma mudança brusca.

As faixas de seus álbuns iniciais frequentemente pegavam emprestada a sonoridade do One Direction; mais primeiro, Styles se tornou um perito em emular pop e rock vintage —uma vez que em “As It Was”, hit de seu terceiro álbum que chamou a atenção pela similaridade com “Take On Me”, do A-Ha.

O primeiro sabor de uma novidade direção, depois quatro anos de pausa, foi o single “Aperture”, lançado pelo britânico em janeiro deste ano. A rouparia eletrônica era dissemelhante do que Styles tinha feito até logo, e o artista não demorou a indicar sua influência. Em entrevista à rádio BBC, Styles disse que a balada de evolução lenta foi inspirada pela filarmónica formativa da cena indie nova-iorquina LCD Soundsystem.

Styles também falou sobre uma vez que se transformou nas pistas de dança. Famoso desde os 16 anos, admitiu que voltou a saber um pouco do anonimato nas baladas de Berlim, onde viveu nos últimos meses. “Uma vez que artista, você é um observador; mas, quando se torna uma pessoa conhecida, você passa a ser o observado”, disse à revista Runner’s World.

Talvez por isso, parece que o britânico passou a se preocupar um pouco menos com os olhares alheios em “Kiss All The Time”. Um pouco distante da seriedade e do autocontrole esperados de um artista de seu tamanho, ele se soltou em segmento da tracklist do novo trabalho.

Um ótimo exemplo é a divertida “Dance No More”. Por mais derivativa que soe —parece que ele mirou no Prince e acertou nos primórdios do Red Hot Chili Peppers, com uma traço de plebeu proeminente e corais de crianças—, a fita mostra um Harry Styles mais solto e sensual, uma vez que se ele estivesse naquele momento mesmo numa pista. O grito final de “respect your mother!” —respeite sua mãe!— é um toque a mais de descontração.

Já com “Are You Listening Yet?”, com passagens faladas e bateria sincopada, parece que Styles estava tentando grafar sua própria “House of Jealous Lovers”, hit indie do grupo americano The Rapture. Aliás, o indie rock dançante dos anos 2000 e 2010 é um ponto consistente de referência em “Kiss All The Time”. Apesar da recente temporada em Berlim, o artista puxa menos do techno 4×4 e mais do nu rave e “blog house” marcantes das pistas de Londres.

Suas versões, porém, não chegam aos pés dos momentos mais dançantes de grupos uma vez que Bloc Party e Black Kids. A percussão eletrônica torna as instrumentações do disco mais interessantes, mas os vocais abafados e a lentidão de muitas dessas faixas acabam afetando o ímpeto do britânico. Em seu labuta de fazer músicas épicas, com refrões grandiosos, ele também por vezes envereda na direção do indie-pop sem perdão de discos recentes do Coldplay.

Apesar da inclinação mais dançante, a tracklist também apresenta muito do que Harry já conhece. As baladas de piano e violão, clássicas no repertório do artista, seguem presentes. “Coming up Roses”, que tem o curso de uma valsa, poderia se encaixar em qualquer um de seus discos anteriores, assim uma vez que a monótona “Paint by Numbers”. É o tipo de coisa que Styles faz de forma mediana: nem surpreendentemente mal, nem memoravelmente muito.

Na entrevista à Runner’s World, Harry Styles se diz honrado pela entrega de seus fãs, mas que às vezes carrega a incerteza existencial sobre sua própria tributo para o mundo. “Kiss All The Time. Disco, Occasionally.”, em grande segmento, é um impulso na direção de um tanto mais marcante.

É lítico ver um artista do tamanho dele se arriscando e se divertindo e fazendo um tanto novo, mas ainda precisa se livrar de algumas amarras da nomeada jovem e do estrelato pop para que sua música tenha o impacto que ele procura entregar.

Ouvir esse álbum é uma vez que ver uma pessoa dançando timidamente nas beiradas de uma pista, uma vez que quem pede permissão. Pode se soltar, Harry.

Folha

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