A arquiteta Lorena Aguiar, 36, teria que esperar três horas no hospital por um atendimento médico para o fruto Lucas, 2, não fosse uma solução de IA (perceptibilidade sintético), que permite que pacientes com sintomas leves retirem uma senha remota e aguardem em uma fileira virtual em morada até o horário da consulta.
“Entrei na fileira virtual às 20h e a previsão de atendimento era às 23h. Logo aproveitei para permanecer mais tempo em morada. Meu fruto conseguiu dormir e eu consegui fazer minha reunião. Só fui para o hospital depois. Foi uma comodidade muito grande”, disse Lorena.
A solução foi implementada em janeiro deste ano em cinco unidades de saúde da rede Mater Dei, em Belo Horizonte e Salvador. A utensílio reduziu em até 60% o tempo de espera dos pacientes no pronto-socorro, segundo a rede.
Lara Salvador, diretora de inovação e experiência do paciente da Mater Dei, conta que a equipe mapeou a jornada do paciente e identificou as principais dificuldades enfrentadas desde que saem de morada. A morosidade no atendimento era uma das maiores queixas.
“Decidimos priorizar esse ponto, que é o que mais influencia a experiência e traz mais conforto ao paciente. Isso também impacta positivamente o dia a dia das pessoas que estão trabalhando ali”.
A equipe analisou práticas de outros setores e focou no mercado de restaurantes, que já utiliza sistemas para organizar reservas e filas virtuais. O duelo era utilizar essa lógica ao envolvente de saúde. Em parceria com a A3Data, consultoria especializada em dados e perceptibilidade sintético, o desenvolvimento da solução teve início.
“O protótipo considera diversos fatores, porquê localização, sazonalidade, dia da semana, fluxo quotidiano e tipo de especialidade”, explicou Rodrigo Pereira, CEO da A3Data.
Nos últimos cinco anos, surgiram 70 startups de IA na saúde na América Latina, com o Brasil respondendo por 64,8% dessas iniciativas, segundo o Relatório HealthTech Recap 2024.
O progressão e a maturação dos modelos de deep learning, o aprimoramento das técnicas de processamento de linguagem procedente e a ampla disseminação de estruturas de computação em nuvem e de cima desempenho foram fatores que impulsionaram esse surgimento.
O aumento da digitalização dos processos médicos, no entanto, eleva a exposição dos dados pessoais e sensíveis dos pacientes, exigindo cuidados redobrados. É o que afirma Gustavo Zaniboni, fundador da empresa de consultoria em perceptibilidade sintético Redcore.
“Quando os meus dados saem do meu celular através do aplicativo para chegar no sistema do hospital, eles ficam mais expostos. Informações relacionadas à minha saúde são dados pessoas sensíveis, segundo a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], logo é preciso aumentar a regra dos cuidados”, afirmou.
A fileira virtual, por exemplo, utiliza a tecnologia AWS (Amazon Web Services) para armazenar informações dos pacientes. O sistema é uma plataforma de serviços de computação em nuvem oferecida pela Amazon, big tech norte-americana.
Uma vez que os dados estão sob a guarda de empresas estrangeiras, isso levanta discussões sobre soberania e segurança dos dados, alerta Zaniboni. Isso porque existe uma lei dos Estados Unidos, a Cloud Act, que permite que autoridades americanas solicitem dados armazenados por empresas de tecnologia, mesmo que estejam fora do país.
No Brasil, há um esforço por segmento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de prometer que as informações dos brasileiros fiquem sob jurisdição vernáculo. A gestão já destinou R$ 1,2 bilhão a contratos com gigantes da tecnologia americanos e chineses para edificar a chamada nuvem soberana, prevista no PBIA (Projecto Brasiliano de Lucidez Sintético).
Do lado dos médicos, a IA também tem trazido facilidades. Antes, quando a ginecologista Raquel Silviano estava de férias ou de folga e um paciente precisava de uma receita com urgência, ela tinha que racontar com a ajuda de um colega, já que fotos da récipe ou PDFs sem assinatura do dedo não eram aceitos.
Hoje, ela consegue furar um aplicativo no próprio celular, o Nuvie, e, por meio de comando de voz, enunciar prontuários, prescrições, solicitações de exames e atestados com assinatura do dedo válida, e depois compartilhar o documento por WhatsApp.
“Isso facilitou demais, aumentou e melhorou muito a rapidez com que conseguimos realizar os processos médicos”, afirmou Raquel.
Gustavo Landsberg, médico de família e um dos idealizadores do Nuvie, explica que um dos principais objetivos da utensílio é diminuir as tarefas administrativas e burocráticas dos médicos, permitindo que eles dediquem mais atenção a um atendimento humanizado.
“Os médicos dedicam um tempo excessivo no preenchimento de registros clínicos e documentos, porquê prescrições, pedidos de exames e atestados”, afirmou.
Porquê solução, o aplicativo utiliza IA para transcrever e interpretar conversas entre médicos e pacientes, identificando e organizando involuntariamente sintomas, diagnósticos, prescrições e outros dados relevantes.
Para prometer precisão, os modelos de IA foram treinados com centenas de horas de áudios de médicos de diferentes regiões do Brasil, levando em conta sotaques e o vocabulário técnico da espaço de saúde.
Segundo Landsberg, o Nuvie já está em uso por mais de 3.300 médicos e foi responsável pela geração de dezenas de milhares de documentos para mais de 140 milénio pacientes.
“O app pode ser acessado via web, por app traste ou porquê plugin do navegador, facilitando a integração com diferentes sistemas e rotinas de trabalho”, disse Landsberg.
Outra solução de IA na espaço da saúde, o 224Scan, desenvolvido pela empresa de tecnologia em saúde Ninsaúde, de Criciúma (SC), é capaz de realizar pré-laudos de exames de raio-x em somente 60 segundos. Para um radiologista, a tarefa poderia levar horas ou até dias, dependendo da demanda, uma vez que um único paciente traumatizado pode gerar mais de 4.000 imagens para estudo.
Segundo Helton Marítimo, sócio-fundador da Ninsaúde, a utensílio procura ampliar o entrada da população a resultados médicos mais rápidos, reduzindo filas de espera por laudos.
“Com diagnósticos precoces, há melhores chances de tratamento e sobrevida de pacientes”, disse.
O CFM (Recomendação Federalista de Medicina) reconhece os avanços trazidos pela automatização de processos na saúde, mas alerta para a premência de cautela ao utilizar essas tecnologias.
Segundo o órgão, embora a automatização represente um progresso importante para a eficiência do atendimento, é fundamental que haja supervisão médica uniforme para evitar que fatores de confundimento —características clínicas ou de seriedade específicas de cada paciente— sejam negligenciados
“É preciso ter zelo com os vieses e respostas inadequadas, porque uma receita feita por ilusão pode ser inevitável para o paciente”, informou por meio de nota.
Da mesma forma, o CRMMG (Recomendação Regional de Medicina de Minas Gerais), afirma que a responsabilidade pelo teor escrito ou transcrito é exclusiva do médico.
“A plataforma somente fornece a solução, mas quem a utiliza e valida é o profissional. Portanto, o médico é o responsável final por suas ações”, afirmou Robertson Correia, médico mentor do CRMMG.
“Acreditamos que essas tecnologias pode melhorar significativamente a qualidade do atendimento, desde que não substituam a função importante do médico no zelo e séquito do paciente.”
