Ia não é varinha mágica, diz especialista 17/10/2025

IA não é varinha mágica, diz especialista – 17/10/2025 – Mercado

Tecnologia

Uma palestra da americana Sol Rashidi destoa das falas típicas de muitos figurões do mercado de lucidez sintético. Uma vez que eles, a consultora de projetos em IA concorda que é uma tecnologia formidável que veio para permanecer —mas também expressa uma classe de ceticismo. Enfim, lembra a autora de “Your AI Survival Guide” (Seu Guia de Sobrevivência à IA), a maior segmento dos projetos nessa espaço fracassa logo no início. Não existe milagre.

Rashidi tem se devotado a ajudar empresas na implementação de projetos de IA. No currículo, traz o indumento de ter sido uma das executivas envolvidas no lançamento do Watson, da IBM, e uma das primeiras “chief AI officers” do mercado americano; não à toa, com frequência surge em listas de mulheres mais influentes dessa espaço.

De passagem pelo Brasil para uma palestra no evento Repcom.AI, realizado pela FSB em São Paulo, ela contou uma vez que sempre pergunta, a quem a contrata, qual problema cada empresa quer resolver. A IA pode até ser a coqueluche do momento, mas não é sempre a solução; às vezes existe uma tecnologia antiga que dá conta do problema.

Rashidi criou critérios para resolver qual o papel da IA em cada projeto. Se a iniciativa é de basta risco e subida complicação, por exemplo, é melhor permanecer exclusivamente nas mãos dos seres humanos. O que for de grave risco e baixa complicação pode ser representante aos robôs. No meio do caminho, a depender dos mesmos fatores, há os casos de iniciativas lideradas por humanos com base de IA —e também o contrário. Mas tudo o que envolve risco basta precisa do protagonismo de gente de mesocarpo e osso.

“Há executivos que tentam extrair os benefícios da IA sem entender as implicações de longo prazo. Ouvem consultores e tecnologistas que querem vender [produtos] e implementam os projetos com base nos conselhos deles. Mas essas são pessoas com viés, porque fazem moeda com a implementação”, diz ela em entrevista à Folha. “Sou uma grande fã de projetos liderados por humanos e facilitados pela IA, mas algumas empresas fazem o contrário.”

Na palestra que deu em São Paulo, Rashidi contou um exemplo de um hospital americano a quem prestou serviços recentemente. O projeto parecia rotundo. Com a IA, a empresa conseguiu diminuir drasticamente o prazo para o diagnóstico de cancro em exames de imagem —mas viu os processos judiciais terem uma subida. O que faltava? Mais protagonismo humano na utensílio, médicos que seguissem avante da leitura dos exames.

Seu principal receio, diz a palestrante, não é que a IA vá tornar os humanos obsoletos: são os empresários que se preocupam com a viabilidade mercantil dos projetos de IA mais do que com o impacto na força de trabalho e na cultura de cada companhia.

A consultora lembra, por exemplo, o estudo recente do MIT mostrando que 95% dos projetos de IA morrem na praia. Quando veio a público, o oferecido chegou a provocar a queda das ações de empresas de tecnologia —mas também foi claro de críticas por uma suposta limitação da metodologia.

“Quem criticou foi quem está com a reputação em jogo”, dispara Rashidi. “A implementação da IA atualmente é uma bagunça. Com todo reverência, você não vira profissional em IA em dois anos.”

“Acredito nesses números porque testemunhei isso em primeira mão. Há outras estatísticas: de 77% a 88% dos projetos de IA são paralisados, cancelados ou falham na prova de noção. IA não é uma varinha mágica, não basta infligir essa tecnologia para ter uma transformação.”

Rashidi aponta uma vez que um problema, por exemplo, quem compra licenças de ferramentas de lucidez sintético, treina os funcionários e fica por aí. “Isso não é implementar IA. Isso só é comprar uma utensílio e fazer um treinamento”, diz.

Por isso, explica, ficou geral que projetos do tipo fiquem presos no que labareda de “purgatório da prova de noção”, sem ir adiante. As iniciativas que dão perceptível, por sua vez, enfatizam sistemas de governança da IA e a segurança de dados.

“Não basta dar três horas de treinamento. É preciso mostrar: é mal vamos implementar a IA, uma vez que vamos redesenhar os fluxos de trabalho no dia a dia, uma vez que varão e máquina vão trabalhar lado a lado, quando você tomará as decisões e quando o robô vai lhe concordar nisso.”

Rashidi também é sátira de um perceptível fetiche com demissões que acompanham os projetos de IA em empresas. No trimestre pretérito, por exemplo, a Accenture cortou 11 milénio funcionários —e a companhia disse que quem não aprendesse a usar IA corria o risco de espessar a lista dos mandados embora.

Ela afirma que não faz esse tipo de incisão em seus projetos. Enfim, há a expectativa de que os negócios continuem a crescer, e, segundo ela, é preciso ter os funcionários para sustentar tal prolongamento. Se a IA estiver fazendo segmento do que era trabalho deles, é a hora de pensar em novos produtos e serviços e realocar as pessoas.

“O nome do jogo é: uma vez que você faz mais, não menos, com o que você tem agora?”

Folha

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