Itaipu aposta em energias renováveis e quer dobrar capacidade

Itaipu aposta em energias renováveis e quer dobrar capacidade

Brasil

Com 9% da produção de robustez elétrica consumida no Brasil, a hidrelétrica Itaipu Binacional aposta em outras formas de robustez renovável e quer mais que duplicar a capacidade instalada da usina, atualmente de 14 milénio megawatts (MW). A estrutura que opera comercialmente há 40 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná, é fruto de um tratado entre Brasil e Paraguai.

A empresa pretende concluir ainda em 2025 a instalação de um projeto-piloto para gerar robustez solar a partir de 1,5 milénio placas fotovoltaicas no leito do reservatório do Rio Paraná, que abastece as turbinas da hidrelétrica.


Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Enio José Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, na sede da Usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Foto: Tâdiretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.nia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Enio José Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, na sede da Usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Foto: Tâdiretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.nia Rêgo/Agência Brasil

Enio José Verri, diretor-geral brasílio da Itaipu Binacional, na sede da Usina hidrelétrica Itaipu Binacional – Tânia Rêgo/Filial Brasil

A construção está 60% pronta e 85% dos equipamentos já foram comprados. De conciliação com o diretor-geral brasílio de Itaipu, Enio Verri, o projeto deve ser entregue em setembro.

As 1,5 milénio placas solares ocuparão 1 hectare – espaço aproximada de um campo de futebol. Isso é menos de 1% dos 1.350 quilômetros quadrados (km²) do reservatório.

O investimento é de US$ 854,5 milénio (tapume de R$ 4,7 milhões). As obras são realizadas pelo consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), vencedor de licitação.

Com as placas solares em funcionamento, Itaipu espera gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de robustez. Essa robustez é equivalente ao consumo de 650 casas e será utilizada para consumo próprio da usina.

O superintendente da Assessoria de Energias Renováveis da Itaipu, Rogério Meneghetti, estima que, se no horizonte Itaipu conseguir entupir 10% do reservatório com placas solares, será verosímil gerar 14 milénio MW, o que significa vergar a capacidade atual da empresa, que deixaria de ser somente uma hidrelétrica.

“A teoria é que no horizonte isso possa ser um novo negócio para a instituição”, diz. “A gente sabe que tem um potencial gigante no nosso reservatório. Mas não são todas as áreas que podem ser utilizadas”, explica, acrescentando que haverá estudos de impactos ambientais e na navegação.

“Onde é espaço de navegação, espaço de reprodução de peixes, tudo isso a gente está monitorando, avaliando, para pensar em futuras ampliações”, adianta.


Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Canteiro de obras da Usina Fotovoltaica Flutuante da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Canteiro de obras da Usina Fotovoltaica Flutuante da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Canteiro de obras da Usina Fotovoltaica Flutuante da Itaipu Binacional – Tânia Rêgo/Filial Brasil

Hidrogênio virente

Outras formas de geração de energias renováveis são pesquisadas, desenvolvidas e testadas no Itaipu Parquetec, um núcleo de inovações em soluções sustentáveis localizado no lado brasílio de Itaipu. No Parquetec fica o Meio Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, que desenvolve o hidrogênio virente.


Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Centro de Tecnologias de Hidrogênio, no laboratório de hidrogênio verde do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Centro de Tecnologias de Hidrogênio, no laboratório de hidrogênio verde do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Meio de Tecnologias de Hidrogênio, no laboratório de hidrogênio virente do Itaipu Parquetec – Tânia Rêgo/Filial Brasil

O hidrogênio é um gás que pode ser utilizado uma vez que combustível sem exprimir gás carbônico (CO₂), originador do efeito estufa e, por consequência, o aquecimento global. No entanto, apesar de ser o elemento mais geral na natureza, dificilmente é encontrado isoladamente. Geralmente está associado a outros elementos, uma vez que no caso da chuva (H₂O) – suprimento abundoso em Itaipu.

Um dos meios mais desenvolvidos para extração do hidrogênio é a eletrólise, quando se extrai a molécula presente na chuva. Para fazer a separação dos elementos químicos, é preciso usar robustez. Quando essa robustez é de origem limpa, uma vez que a hidrelétrica, é verosímil qualificar o hidrogênio resultante uma vez que virente.


Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Dan Yushin Miyaji,
 pesquisador do Centro de Tecnologias de Hidrogênio, no laboratório de hidrogênio verde, do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Dan Yushin Miyaji,
 pesquisador do Centro de Tecnologias de Hidrogênio, no laboratório de hidrogênio verde, do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dan Yushin Miyaji fala sobre o projeto de um navio movido a hidrogênio – Tânia Rêgo/Filial Brasil

De conciliação com o pesquisador Dan Yushin Miyaji, a versatilidade do hidrogênio virente é o que pode fazer dele uma solução para a transição energética, uma vez que o elemento pode ser usado tanto uma vez que robustez ou virar insumo para outros produtos, uma vez que metanol, combustíveis sintéticos e amônia, utilizada na produção de fertilizantes.

“Movimentando uma economia em torno desse hidrogênio, talvez resolvamos a questão da transição”, acredita.

A instalação-piloto no Parquetec tem capacidade de produção de 1 quilo por hora, suficiente para movimentar um carruagem por 150 quilômetros.

Dan Miyaji adiantou que durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro, em Belém, Itaipu apresentará uma das inovações do Parquetec: um navio movido a hidrogênio.

“Em Belém existem ilhas, e as comunidades fazem coleta dos resíduos sólidos com navio a diesel”, contextualiza. “Por que não colocar um navio a hidrogênio para prova? A gente acredita que é mal desperta interesse de futuras oportunidades”, diz.

Biogás

A Itaipu aposta também na geração de biogás a partir de resíduos. Ainda nas instalações da empresa ficam uma usina de biogás e biometano e uma unidade de produção de hidrocarbonetos renováveis. Essas vegetação são operadas pelo Meio Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma empresa fundada por Itaipu voltada a soluções na espaço de combustível limpo.

Por um processo de biodigestão realizado em grandes tanques, vitualhas impróprios e outros resíduos orgânicos são transformados em combustível limpo, capaz de abastecer carros que circulam dentro de Itaipu.

Porquê o biogás e o hidrogênio virente do Parquetec, a vegetal desenvolve bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na {sigla} em inglês). Esse óleo sintético é outra inovação que será demonstrada na COP30.

Resíduo de porcos

As iniciativas de descarbonização produzem robustez também a partir de resíduos da suinocultura. Sobre 2h30 de carruagem ao nordeste de Itaipu fica a cidade de Toledo, grande produtora de suínos. Um projeto do CIBiogás recebeu R$ 19 milhões da empresa para desenvolver o processo de biodigestão de dejetos de porcos e carcaças dos animais.

Além de oferecer solução para produtores locais, a biousina produz robustez para consumo próprio e geração distribuída de robustez elétrica (quando um consumidor oferece robustez própria e limpa para distribuidoras em troca de créditos).

Diariamente são recebidos e biodigeridos em enormes tanques dejetos de 40 milénio suínos. A biousina tem capacidade para gerar robustez equivalente para abastecer 1,5 milénio casas.

Pacto entre países

Para o diretor-geral brasílio de Itaipu Binacional, Enio Verri, os projetos de inovação fazem com que a empresa tenda a caminhar para ser uma grande produtora de robustez, além da hidrelétrica.

“Olhando para o horizonte, esperamos que tudo isso some-se à nossa produção e, na média, a gente consiga prometer a robustez limpa que é fundamental dentro de uma transição [energética] e, ao mesmo tempo, mantenha o preço plebeu”, disse a jornalistas que visitaram a hidrelétrica, que fica exatamente na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Por ser um empreendimento binacional, Verri explica que qualquer mudança na atividade termo da hidrelétrica, uma vez que produção mercantil de robustez opção, precisa ser acordada formalmente entre os dois países sócios.

Ele aponta que o cenário atual exige iniciativas para aumentar a produção de robustez, seja por geração hidrelétrica ou por outros meios renováveis.

“Há uma expectativa da diretoria, estou me referindo às diretorias brasileira e paraguaia, de que a gente possa agora, no tratado do Incluso C [dispõe sobre tarifas] e principalmente em uma revisão do tratado, ampliar esse escopo. Hoje o Tratado de Itaipu [o escopo] é único, é robustez hidroelétrica”, disse, lembrando que o conciliação foi firmado há mais de 50 anos, quando a robustez elétrica era “revolucionária”.

“Podemos, a partir da robustez hidrelétrica, prosseguir muito mais, chegando no SAF. Estou fazendo uma escadinha porque para chegar no SAF teria que ter a hidrelétrica, uma vez que tem que ter o hidrogênio virente, que é a partir da hidrelétrica, e a soma do biogás. Isso faz segmento da visão de horizonte”, vislumbra.

*A reportagem da Filial Brasil viajou a invitação da Itaipu Binacional

Fonte EBC

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *