A Semana Pátrio de Ciência e Tecnologia, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, inclui uma atração que promete impressionar principalmente as crianças. Uma réplica inflável de uma baleia jubarte adulta, com 14 metros de comprimento, foi instalada no gramado de ingresso do arboreto, principal espaço de visitação pública da unidade de conservação. Com atividades gratuitas e educativas, a programação começou nesta segunda-feira (20) e vai até o próximo domingo (26).
Os visitantes poderão ter uma experiência imersiva e entrar na baleia para saber a sua anatomia e a prestígio da conservação do bicho, que visitante a costa do Brasil durante o inverno. Na réplica, que pertence ao Projeto Baleia Jubarte, o público vai observar, em graduação real, o corpo do bicho e seus principais órgãos.
“O Projeto Baleia Jubarte é uma organização não governamental que desenvolve também ações de pesquisa e de instrução ambiental. Eles têm essa baleia em tamanho real, e a gente pode entrar nela e ver a estrutura dela por dentro. É sucesso totalidade”, completou o coordenador, Paolo de Castro Massoni, em entrevista à Escritório Brasil, destacando que é uma atração para as crianças.
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Pesquisador e coordenador do Núcleo de Extensão do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Massoni contou que o Projeto Baleia Jubarte também disponibilizou para a programação uma réplica, em filamento em tamanho real, da rabo de um espécime, com tapume de quatro metros de largura. A peça está no gramado e faz segmento da exposição. “Está muito formosa. Ficou uma montagem muito permitido”, adiantou.
De contrato com o pesquisador, a baleia jubarte quase chegou à extinção, em consequência da caça indiscriminada que durou séculos e foi intensificada por tecnologias modernas no Século 19, porquê o navio a vapor e o canhão-arpão.
“A matança reduziu as jubartes do Atlântico Sul a poucas centenas de animais, até ser proibida totalmente em 1968. Em 2014, a jubarte saiu da lista solene de espécies ameaçadas, e está rumo à recuperação totalidade da sua população”, relatou Massoni.
‘Planeta Chuva’
Indicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o tema da Semana Pátrio de Ciência e Tecnologia neste ano é Planeta Chuva: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território. A programação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro conta com mais de 30 atividades, e os visitantes poderão ainda participar de trilhas guiadas, veras virtual, exposições e palestras. As atividades são educativas, baseadas na cultura oceânica e gratuitas. Para acessar o arboreto, não é preciso comprar o ingresso do parque.
Paolo de Castro Massoni explica que a exposição é uma atividade de extensão do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico. “Assim porquê as universidades, a gente tem atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. As de extensão são as atividades que a gente faz para a comunidade, a sociedade porquê um todo. A Semana Pátrio de Ciência e Tecnologia é uma dessas atividades, e uma agenda do Ministério da Ciência, Tecnologia. Levante ano, o tema é cultura oceânica. Por isso, a baleia e outras atividades que tratam sobre o mar, o oceano”, informou.
Massoni disse que o tema medial foi um repto para os especialistas do Instituto, porque, ainda que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro conte com um laboratório sobre algas, boa segmento das pesquisas desenvolvidas são relacionadas a ecossistemas terrestres.
“Convidamos instituições e grupos de pesquisa de universidades que tratam do tema oceano, e estamos realizando a semana neste sentido”, contou.
Visitas guiadas
Algumas atividades, porquê as visitas guiadas, não abordam especificamente o tema do oceano, mas a questão ambiental porquê um todo, destacando a prestígio dos ecossistemas terrestres e do bioma mata atlântica, que tem interação com o mar, explica o coordenador.
“É um bioma que está na costa e tem restingas e manguezais. [As trilhas] Não são diretamente sobre o oceano, mas, no sentido ambiental, têm uma interação. São temas que a gente aborda cá também”, afirmou, acrescentando que, entre essas atividades, o ICMBio levou para a programação informações sobre a Suplente Extrativista de Arraial do Cabo.
Uma das visitas guiadas é ao cactário, onde estão espécies de cactáceas nativas das restingas, “mostrando a multiplicidade dessas vegetais adaptadas a solos arenosos, subida salinidade e intensa radiação solar, além dos desafios para sua conservação diante das mudanças climáticas, urbanização litorânea e perda de habitat”.
Outra atração é a Trilha das Abelhas sem Ferrão ─ Polinizadoras de Manguezais e Restingas. Nesta atividade, o público vai fazer um trajeto pelo arboreto e saber os ninhos naturais de abelhas sem ferrão, passando pelo meliponário, para observar outras espécies e provar os seus méis. Para o coordenador, pode ser uma forma de o público perder o susto de abelhas.
“São abelhas e colmeias que já ficam cá no Jardim Botânico, no arboreto. É uma das trilhas temáticas que a gente está mostrando, com tapume de dez espécies de abelhas nativas”, afirmou.
O pesquisador explicou que o arboreto é uma coleção viva, o que diferencia o Jardim Botânico de um parque pátrio convencional. “Por isso que tem restrições, não pode fazer picnic em qualquer lugar, não pode jogar esfera. Ele é uma coleção biológica viva, portanto, todas as árvores são catalogadas e controladas. Tem toda uma pesquisa que controla elas”, pontuou.



