Transtorno de impaciência generalizada e episódios de crises de pânico, caracterizados por manifestações porquê pranto e pensamentos intrusivos, além de um prejuízo funcional no contexto esportivo, levaram Isabela (nome hipotético) a despovoar o sonho de ser jogadora de futebol.
A jovem de 16 anos, que integrava a base feminina do São Paulo até maio deste ano, relatou ter pretérito dois anos de humilhações e pressões psicológicas. De harmonia com laudo assinado por uma psicóloga contratada por seus pais, isso a levou a desenvolver um quadro traumático.
Segundo o relato da família, Isabela passou a conviver diariamente com gritos, deboches e broncas públicas vindas de Vinícius de Oliveira Santos, treinador responsável pela categoria sub-15 na quadra. A cada erro nos treinos, diz a família, ele reforçava comentários para desmoralizá-la na frente das colegas, incentivando risadas e apelidos ofensivos, porquê “monga” e “tonta”.
Com o tempo, a pequena passou a apresentar sinais de impaciência intensa, chorando depois as atividades e temendo o momento de entrar em campo.
O comportamento do técnico, indigitado porquê repetitivo e sistemático pela jovem e por sua mãe, que a acompanhava nas atividades, incluía cobranças descritas porquê desproporcionais e falta de protecção diante de situações que fugiam do controle da desportista, porquê atrasos previamente acordados com a coordenação do clube.
Em uma das ocasiões, mesmo depois um trambolhão que resultou em machucado, ela foi obrigada a continuar os exercícios, com dores. Para a família, a atitude de Vinícius ultrapassou limites da exigência esportiva e se configurou porquê assédio moral.
“Eu joguei com ele por dois anos, e nesse período, em todos os treinos, ele sempre gritava comigo. Nunca me elogiava, nunca dizia no que eu poderia melhorar. Ele só gritava comigo. Depois dos jogos, ele sempre dava um jeito de me culpar por derrotas”, disse Isabela à Folha.
Acompanhada por seus pais na entrevista, a jovem disse que outras meninas do elenco tricolor também se sentiam desconfortáveis com o comportamento do treinador.
“Uma coisa que ele fazia muito comigo eram piadinhas para me humilhar na frente das meninas, para elas darem risada. Se elas não rissem, ficava mal para elas”, afirmou. “As meninas tinham muito pavor dele. Tanto é que, quando as meninas começavam a perceber que ele estava pegando mais no pé delas, elas sempre me pediam recomendação, perguntando o que que eu fazia, porquê eu lidava”, acrescentou a jovem, que resolveu se alongar do esporte. “Ele me fez perder o paixão que eu tinha pelo futebol.”
Os pais de Isabela fizeram uma denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo. De harmonia com o legisperito Adriano Cesar Braz Caldeira, que representa a família, eles aguardam o protecção da ação.
Antes de recorrer à Justiça, a família buscou canais no próprio clube. Porquê resposta, o pai de Isabela recebeu um email no último dia 13, no qual o São Paulo afirmava ter feito uma apuração interna.
Posteriormente a investigação, segundo a resposta enviada, “foram adotadas as tratativas cabíveis, incluindo medidas de aprimoramento contínuo, reforço de ações preventivas e capacitação de colaboradores, visando a manutenção de um envolvente de trabalho saudável, seguro e ético”.
Na mensagem, assinada pelo Comitê Executivo de Integridade, não há nenhuma menção ao técnico e zero específico sobre possíveis punições.
No dia 15 de maio, as partes romperam o contrato de formação desportiva, em generalidade harmonia. De harmonia com uma das cláusulas do distrato, o São Paulo se comprometeu a confirmar que nenhum funcionário do clube, mormente do departamento de futebol feminino, comunique-se com a desportista até que ela atinja a maioridade.
Procurado pela reportagem, o São Paulo confirmou que foi notificado pela família sobre o caso e informou que fez uma apuração interna, mas não deu detalhes do caso. “Vale ainda ressaltar que se trata de uma menor de idade, em que se fazem necessários sigilo e cuidados legais”, disse o clube em nota.
A Folha também solicitou ao clube uma entrevista com o técnico Vinícius de Oliveira Santos, mas teve porquê resposta que somente a assessoria do São Paulo falaria em nome dele.
Veja a íntegra da nota do São Paulo sobre o caso
O São Paulo Futebol Clube informa que, mal foi notificado pela segmento, encaminhou o caso para apuração do departamento de compliance —espaço que conta com rígidas regras de confidencialidade.
O São Paulo conta com um ducto institucional universal, não só para base mas para todos os funcionários, que faz segmento do programa de compliance. A utensílio é de mercado, que assegura anonimato.
Outrossim, a base feminina possui uma rede de assistência para cuidar de maneira integral e dedicada ao bem-estar das atletas.
Vale ainda ressaltar que se trata de uma menor de idade, em que se fazem necessários sigilo e cuidados legais. O São Paulo permanece à disposição da desportista e seus representantes para quaisquer dúvidas.
