As Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortinado acontecerão de 6 a 22 de fevereiro e o Brasil terá a maior delegação de sua história nos Jogos de Inverno, com 14 atletas, além de um suplente no bobsled.
Entre eles, alguns já são conhecidos do público brasiliano, porquê Lucas Pinho Braathen, uma das principais apostas de medalha no esqui alpino, e Edson Bindilatti, recordista olímpico e destaque da equipe de bobsled.
Esqui Alpino
Lucas Pinho Braathen
Aos 25 anos, conquistou um título inédito para o Brasil na Despensa do Mundo de esqui alpino, em Levi, na Finlândia, em novembro do ano pretérito. O resultado impulsionou o interesse do público no país.
Dados do Google Trends mostram um pico de buscas naquele período e indicam que ele é o brasiliano mais pesquisado entre os atletas da delegação, com procura em subida desde logo.
Fruto de pai norueguês e mãe brasileira, rompeu com a federação da Noruega e passou a competir pelo Brasil. Ele é assinalado porquê o desportista brasiliano com mais chances de buscar a primeira medalha olímpica de inverno do país.
Christian Oliveira Soevik
Seguiu o movimento de Braathen e também trocou a bandeira norueguesa pela brasileira. Aos 24 anos, o esquiador, nascido no Rio de Janeiro e criado na Noruega, fará sua estreia em Jogos Olímpicos. No Mundial Júnior de 2022, obteve dois resultados entre os dez melhores: sexto no combinado e décimo no slalom gigante.
Givovanni Ongaro
Caçula da equipe, com 22 anos, disputará sua primeira Olimpíada. Nascido na Itália e fruto de mãe brasileira, passou a competir pelo Brasil em 2024.
Alice Padilha
Aos 18 anos, é a quarta mulher a simbolizar o Brasil no esqui alpino e a primeira desde Maya Harrison, em Sochi-2014. Nascida no Rio de Janeiro, vive atualmente em Killington, no estado de Vermont, nos EUA.
Esqui Cross-Country
Manex Silva
O desportista de 23 anos disputará sua segunda Olimpíada, depois Pequim-2022. Nascido em Rio Branco, mudou-se ainda muchacho para a Espanha com os pais e é possuidor dos melhores resultados masculinos do Brasil no esqui cross-country.
Eduarda Ribera
Aos 21 anos, fará sua segunda participação olímpica. Também competiu em Pequim-2022, aos 17, quando terminou em 88º no sprint e em 90º no cross-country clássico. Ao lado de Jaqueline Mourão, ficou ainda em 23º no sprint por equipes.
Bruna Moura
Em janeiro de 2022, Bruna sofreu um grave acidente de coche na Itália, a caminho do aeroporto para embarcar para sua primeira Olimpíada, em Pequim. Teve oito fraturas e lesões que a deixaram dois meses sem caminhar e exigiram murado de um ano e meio de fisioterapia.
Depois a recuperação, migrou do ciclismo para o rollerski e, depois, para o esqui cross-country. Agora, aos 31 anos, realiza o sonho olímpico.
Bobsled
Edson Bindilatti
Procedente de Camamu (BA), Bindilatti, 46, fará sua sexta participação olímpica no bobsled, defendendo o Brasil. Com isso, torna-se o recordista solitário do país em Jogos Olímpicos de Inverno, superando Jaqueline Mourão, que competiu em cinco edições.
Depois anunciar aposentadoria em 2022, voltou em 2024 para ajudar na classificação olímpica. Com um trenó moderno da Letônia (R$ 350 milénio), a equipe brasileira ficou em 13º no Mundial de 2025 e garantiu a vaga. Agora, mira um grande resultado na Itália.
Davidson de Souza
Além de Bindilatti, o trenó brasiliano na Itália terá Davidson de Souza, 33, sabido porquê “Boka”. Ele esteve em Sochi-2014 porquê suplente. Depois daqueles Jogos, mudou-se para o Canadá, onde obteve cidadania e defendeu a seleção canadense entre 2022 e 2023.
Em dezembro de 2024, sofreu um grave acidente com colisão frontal de trenós, que resultou em fratura de fêmur e múltiplas fraturas. Depois a recuperação, voltou às competições para substanciar o Brasil na temporada 2025/2026.
Rafael Souza
O carioca Rafael Souza, 29, também integra a equipe. No bobsled desde 2015, ele se prepara para sua terceira Olimpíada, depois de competir em PyeongChang-2018 e Pequim-2022.
Luís Bacca
Ele vem do atletismo, modalidade em que competiu por 12 anos no salto triplo e foi vencedor brasiliano sub-23 em 2020. Entrou no bobsled em 2021 e é o integrante mais recente do elenco.
Gustavo Ferreira
O mais jovem do time com 23 anos, ele iniciou a curso no atletismo, nas provas de 100 m e 200 m. Depois da transmigração para o bobsled, competiu nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Lausanne-2020, no monobob, e terminou em 13º lugar.
Skeleton
Nicole Silveira
A gaúcha de 30 anos que mora no Canadá fez história ao invadir o bronze na lanço da Despensa do Mundo de skeleton em PyeongChang, na Coreia do Sul, em novembro de 2024. Foi o primeiro pódio do Brasil em Copas do Mundo de esportes de inverno.
Em outras duas oportunidades, ela também terminou entre as três primeiras em etapas do rotação. Agora, chega porquê uma das principais apostas brasileiras para os Jogos de Inverno deste ano.
Snowboard
Pat Burgener
Ele trocou a federação suíça pela brasileira no ano pretérito. Fruto de mãe líbano-brasileira, obteve a cidadania brasileira no início de 2025. Na temporada 2024/2025, aos 31 anos, terminou em 10º lugar no ranking da Despensa do Mundo de snowboard halfpipe.
Augustinho Teixeira
Procedente de Ushuaia, a cidade mais ao sul da Argentina, Augustinho é fruto de pai prateado e mãe brasileira. Aos 21 anos, fará sua estreia olímpica em Milão-Cortinado. Ele é irmão mais velho de João Teixeira, que também pratica snowboard.
