K Pop vivenciou auge e brigas jurídicas ao longo de

K-Pop vivenciou auge e brigas jurídicas ao longo de 2025 – 27/12/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Levante ano, à intervalo, o fenômeno cultural que mais revelou sobre o lugar do K-pop no zeitgeist global foi o filme de animação da Netflix “Guerreiras do K-pop”. Entre os produtos culturais mais consumidos de 2025, esta parábola sobre o muito e o mal —enquadrada porquê um cabo de guerra entre grupos de K-pop concorrentes— tornou-se o filme mais visto na história da Netflix, e suas músicas lideraram as paradas cá e no exterior. Parecia cimentar claramente a legalização universal do K-pop porquê som, estilo e meio.

Entretanto, com um olhar um pouco mais sengo, as fissuras sob nascente triunfo de cumeeira nível tornam-se evidentes. O verdadeiro indicador do poder do K-pop e a forma de seu desenvolvimento horizonte estava se desenrolando entre advogados na luta entre NewJeans, o grupo mais inovador dos últimos anos, e sua gravadora, Ador, uma subsidiária do conglomerado de entretenimento Hybe. O motivo: alegações de hostilidade no envolvente de trabalho e sabotagem criativa.

As componentes do NewJeans tentaram romper seu contrato, mas em outubro um tribunal sul-coreano manteve sua validade. Em novembro, a gravadora anunciou o retorno de duas cantoras do grupo; as outras três anunciaram sua intenção de retornar logo depois, embora nenhum proclamação sobre o grupo completo tenha sido feito desde logo. O contrato do NewJeans está previsto para perecer em 2029.

O K-pop tem mais de três décadas porquê forma, e nos últimos 10 anos se afirmou mundialmente, remodelando a música pop em graduação macro ao inovar mais que seus concorrentes.

A indústria do K-pop é altamente restritiva e regulada criativamente. Outrossim, é gerenciada principalmente de cima para ordinário e liderada por um punhado de conglomerados de entretenimento que tentaram racionalizar e escalar a geração de estrelas pop. Mas o gênero músico também se tornou um playground para experimentalistas e excêntricos do pop, e para alguns grupos, NewJeans entre eles, a inovação músico tornou-se crucial para seu sucesso.

Originalidade desse tipo, no entanto, é quase impossível de fabricar em graduação. E assim, 2025 foi um ano que sublinhou a tensão entre o K-pop porquê indústria e o K-pop porquê forma de arte, testando sua graduação e espaço porquê força cultural.

“Guerreiras do K-pop” destila claramente o que foi necessário para chegar a nascente ponto (E prova que o K-pop é grande o suficiente para ser gentilmente parodiado). No filme, um grupo feminino, HUNTR/X, tem a tarefa de proteger o mundo —seus fãs, na verdade— da invasão do mal personificado através de demônios semelhantes a zumbis, que são sofisticados o suficiente para se apresentarem porquê um grupo pop também sedutor, o Saja Boys.

As músicas são ágeis e animadas. Já o relacionamento frenético entre artistas e os fãs que os adoram é retratado porquê levemente truão, porquê se sublinhasse porquê o fanatismo pode ser uma força de lealdade inquestionável e muito duvidoso.

Lido amplamente, o enredo pode simbolizar a tensão entre o pop fabricado e a liberdade artística ou servir porquê um história de aviso sobre porquê a mídia de tamanho embota os receptores de seus consumidores mais vorazes, deixando-os suscetíveis à manipulação.

O filme também é, simplesmente, um sucesso inegável. Várias de suas músicas tornaram-se presenças constantes no topo ou perto do topo da Hot 100 —”Golden” do HUNTR/X liderou a paragem por oito semanas, e também está indicada ao Grammy 2026 para música do ano, entre outras categorias.

Levante sinal de visibilidade global é um desenvolvimento lógico de porquê a última dez se desenrolou. Deve muito à subida e domínio do BTS, o grupo masculino que se tornou o verdadeiro sucesso global do gênero na dez de 2010, e cujos membros recentemente completaram o serviço militar obrigatório.

No BTS, o K-pop encontrou embaixadores irrepreensíveis —musicalmente ágeis, simpáticos e dedicados obstinadamente ao ofício. A maior história do K-pop do próximo ano será o retorno do grupo às gravações e turnês, o que injetará receita e vontade na indústria, mas não será muito mais do que um curativo sobre uma ferida não cicatrizada: A graduação do poder do grupo tem sido essencialmente impossível de replicar e o sistema que o criou tem se fragmentado, às vezes para melhor.

O exemplo mais literal disso é a subida do Katseye, um grupo feminino cuja formação pela Hybe e Geffen Records foi relatada em “Pop Star Academy: Katseye”, um reality show transmitido na Netflix. É global por design, com membros de vários países, e se apresenta principalmente em inglês.

Secção do charme do Katseye é a maneira porquê ele se choca contra as formalidades do K-pop. O melhor hit do grupo, “Gnarly”, é um triturador industrial caótico, e “Gabriela” é melodramático de forma atrevida.

As integrantes do grupo —pelo menos algumas delas— estão confortáveis com palavrões. Elas estrelaram um proclamação provocante da Gap. Em sua recente turnê ao vivo, o Katseye misturou o conjunto de habilidades metronômicas impresso em seus membros por seu treinamento com um siso de desleixo e caos ligeiro que normalmente não teria lugar em uma apresentação de K-pop.

Isso anuncia uma era em que o K-pop é uma influência, um ponto de partida, mas talvez não um rumo.

É um movimento ecoado por algumas das maiores estrelas da última vaga do gênero —por exemplo, Rosé, do Blackpink, cuja colaboração com Bruno Mars, “Apt.”, saiu no final de 2024, mas continuou a dominar as paradas pop até nascente ano.

Essa foi uma das numerosas colaborações colocando estrelas do K-pop em parceria com artistas de outros gêneros, um indicador de legalização mais ampla e também maior tolerância ao risco músico: Jisoo e Zayn; J-Hope com Don Toliver e Pharrell Williams; J-Hope com GloRilla, Seventeen e PinkPantheress; Jennie e Doechii.

Há também uma novidade competição de reality na Apple TV baseada nessas alianças mutuamente benéficas: “KPopped”, na qual estrelas pop de língua inglesa porquê Spice Girls, Boyz II Men e Kylie Minogue se unem a grupos de K-pop estabelecidos para recriar suas músicas características no estilo K-pop.

Esses tipos de colaborações consideram a valia músico do K-pop porquê um oferecido, mas também são o tipo de explosões criativas que tendem a intercorrer quando um gênero atingiu uma era de saturação e precisa de novo oxigênio para prosperar.

De todos os novos atos de K-pop dos anos 2020, o candidato interno com mais verosimilhança de expandir o alcance e o som do gênero tem sido o NewJeans. De 2022 a 2024, propôs um realinhamento do K-pop ao longo de linhas mais soltas e musicais, com canções que eram suaves, sofisticadas e doces, sem nunca esparzir para o açucarado. Mas durante o último ano, o quinteto tem navegado por processos legais contenciosos sobre a validade de seu contrato e a destituição de Min Hee-jin, sua diretora criativa e CEO de sua gravadora, Ador.

O grupo tentou se rebatizar porquê NJX e realizou um concerto sob esse nome em Hong Kong em março, mas foi essencialmente silenciado e musicalmente marginalizado enquanto suas reivindicações eram avaliadas no tribunal.

O espectro do fiasco do NewJeans paira sobre a indústria tanto do ponto de vista mercantil quanto artístico. Mas uma reinicialização do NewJeans sob essas condições provavelmente não será tão radical ou satisfatória quanto sua explosão anterior de originalidade, seja por culpa da separação forçada de Min, que guiou o grupo desde o início, ou pela quase impossibilidade de liberdade criativa sob circunstâncias comerciais tensas.

O resultado final do confronto indicará se o K-pop porquê indústria está interessado em estética ou simplesmente em graduação, inovação de ordinário para cima ou dominação de cima para ordinário.

Enquanto isso, o mainstream do K-pop está recluso em um beco sem saída criativo —grupos porquê Stray Kids, Twice, Enhypen e Seventeen estão prosperando comercialmente, mas as estruturas musicais que estão implantando são redundantes e cada vez mais monótonas.

Um caso promissor é o “Cerulean Verge”, um EP solo de Wendy do grupo feminino Red Velvet, pleno de pop dos anos 80 reluzente e ligeiramente atrevido).

Mais importante, no entanto, há ampla inovação acontecendo na música sul-coreana fora do sistema de conglomerados. Grande segmento do melhor parece estar em um diálogo não dito com o K-pop que por muitos anos absorveu avidamente influências do exterior, e depois as montou em um novo pacote improvável e avassalador.

Esse maximalismo tinha muito em geral com a produção hyperpop que começou a elevar à dominância no final dos anos 2010, e que encontrou novidade vida em uma safra de jovens artistas coreanos —Effie, the Deep, Kimj e mais— que estão fazendo segmento do pop mais provocativo de hoje.

É o som de uma geração de desbravadores criados sob um sistema sufocante do qual desejam tanto viver fora quanto comentar indiretamente, nem que seja para revirar os olhos. Tem fragmentos da grandiosidade do K-pop profundamente enraizados, mas o que é construído sobre isso é inovador, provocador e completamente moderno.

Enquanto a indústria do K-pop se defende da fadiga e da impaciência internamente, talvez já tenha oferecido origem inadvertidamente ao som que irá derrubá-la.

Folha

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