“Vamos ter um telão e uma programação para que os brasileiros venham tomar cerveja e coquetel com pisco ou consumir ‘tequeños’ [dedinhos’ de queijo] e hambúrguer”, planeja a administradora de eventos Analy Ortiz, ao listar as especialidades do Liverpool Restobar, em Miraflores, Lima.
“Se o seu coração bate possante pelo Flamengo, zero se compara a vivenciar a partida em um telão”, diz um vídeo nas redes sociais do bar. O estabelecimento aposta nos muro de 500 metros que o separam da Embaixada do Brasil na cidade para se tornar uma referência para os torcedores que quiserem fazer um “esquenta” nos dias antes da partida ou que não tenham ingressos para a final.
Assim uma vez que outros comerciantes locais, eles querem aproveitar a final da Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras, que acontecerá no próximo sábado (29), no Estádio Monumental em Lima, às 16h kocais (18h, no horário de Brasília). “Deixe-se levar pela Mancha e reconecte-se com o que realmente importa: a partida da semana”, diz, em um recado no Instagram para os palmeirenses, o pub irlandês McCarthy’s, também na região.
Os peruanos contam com uma invasão de brasileiros em sua capital. A Apotur (associação que representa operadores de turismo no país) projeta que entre 40 milénio e 50 milénio torcedores internacionais cheguem a Lima para a final da Despensa Libertadores da América.
Os operadores de turismo recordam que, em 2024, o Peru recebeu mais de 141 milénio turistas brasileiros e que, em 2019, Lima sediou a final da Libertadores, disputada pelo Flamengo e o prateado River Plate, um evento que atraiu mais de 80 milénio espectadores ao Estádio Monumental. Desse totalidade, 30 milénio eram argentinos e 25 milénio, brasileiros.
A entidade calcula o provável impacto econômico: turistas esportivos, em média, gastam entre US$ 750 (R$ 4.035) e US$ 1.200 (R$ 6.460) por viagem, com colocação, gastronomia, transporte, negócio e outras atividades. A visitante dos torcedores brasileiros agora poderia gerar de US$ 40 milhões (R$ 215 milhões) a US$ 60 milhões (R$ 323 milhões) em consumo direto.
Segundo a presidente da associação, Claudia Medina, esse é um fluxo que espelha outros grandes eventos esportivos na América Latina e representa uma oportunidade para que mais brasileiros conheçam o país, sendo que 15% dos torcedores poderiam ampliar a estadia.
“Queremos mostrar outros destinos que podem interessar aos brasileiros, que incluem o multíplice arqueológico de Caral (ao setentrião de Lima), a Suplente de Paracas (Ica) e o Vale do Colca, em Arequipa. Os turistas e torcedores brasileiros são exigentes e, se receberem a atenção necessária, é muito provável que o fluxo de visitantes aumente”, diz ela.
De concórdia com a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), foram disponibilizados ingressos pelo libertadores.eleventickets.com, para torcedores de cada um dos finalistas. Os times são responsáveis por definir a política de vendas, os requisitos de compra e a ordem de prioridade para seus fãs, muito uma vez que pela distribuição das vendas de ingressos.
“Cada clube tem uma alocação igual de ingressos, de 12.500 ingressos para cada time finalista, que gerenciará isso de forma autônoma. A categoria três, com dispêndio de US$ 95 (R$ 511), é o setor eleito para os torcedores dos clubes finalistas”, diz nota da confederação.
A embaixada do Brasil em Lima foi informada de que estão programados, até o momento, muro de 40 voos fretados para a capital peruana, além dos serviços comerciais regulares. Por terreno, há aproximadamente uma dezena de ônibus fretados para torcidas organizadas de ambos os clubes, sem considerar aqueles que se deslocarão de maneira autônoma.
“A embaixada vem se reunindo com autoridades peruanas e dirigentes esportivos nas últimas semanas para planejar a assistência consular aos brasileiros no Peru. Em razão do evento, a equipe de plantão foi reforçada, e o horário de atendimento foi estendido”, diz nota do setor de prensa.
Para entrar no país, o cidadão brasílio deve apresentar passaporte com validade de ao menos seis meses, contados a partir da data de chegada ou documento de identidade (RG ou CIN) impresso, válido e em boas condições.
“Documentos digitais não são aceitos. Também não são aceitas carteiras de motorista, nem carteiras de identidade profissional ou diploma de promanação. A ingressão com o RG só será permitida para quem chega do Brasil ou de outros países do Mercosul e Estados associados”, diz trecho da silabário publicada pela embaixada, que contém mais orientações de viagem ao Peru.
