Luísa sonza na 4ª linha do cartaz do coachella: como

Luísa Sonza na 4ª linha do cartaz do Coachella: como posição do line-up é definida e por que é importante

Celebridades Cultura

Luísa Sonza na 4ª risco do edital do Coachella: uma vez que posição do line-up é definida
A posição de um artista no edital de um grande festival não é um pormenor histrião. Tampouco é um ponto que só deveria fazer segmento de grupos de WhatsApp em que designers comentam tipografia, ilustrações e cores. Para quem gosta de música pop, esse ponto é coisa séria.
Artistas se importam, empresários brigam por uma posição transcendente nos pôsters para seus agenciados e até os festivais brasileiros têm estratégias próprias para mourejar com o tema.
Por isso, vale comemorar: Luísa Sonza está na quarta risco do edital do Coachella 2026. É a primeira vez que a cantora vai trovar sucessos uma vez que “Chico”, “Sagrado Temporal” e “Penhasco” neste importante festival californiano, que já teve recentemente Ludmilla e Anitta nas partes altas do pôster.
Luísa Sonza se apresenta no The Town 2025
Fábio Tito/g1
Ok, mas uma vez que a ordem é definida?
O topo do edital é para os headliners, os artistas principais que atraem a maior segmento do público
Posições intermediárias são para artistas de médio porte, que já passaram do auge ou ainda não chegaram lá
As linhas mais baixas são para artistas locais, emergentes ou de menor popularidade
O chefão do Coachella, Paul Tollett, já contou à revista New Yorker que a escolha da ordem dos nomes no edital é uma vez que investir em ações: você contrata um artista meses antes. Quando chega a hora do festival, o cenário pode ter mudado.
Amy Winehouse no festival Glastonbury, na Inglaterra, em junho de 2007
Carl de Souza/AFP/Registo
Ele citou Amy Winehouse em 2007 uma vez que exemplo. Ela foi anunciada em uma posição discreta no edital, mas chegou ao Coachella uma vez que talvez a maior cantora em atividade.
Estar no elevado de um edital de festival pode impactar cachês e carreiras. O empresário do DJ Martin Garrix chegou a maltratar boca na sede da Goldenvoice, produtora do Coachella, para que seu cliente aparecesse mais muito posicionado que o DJ Snake, rival direto nas paradas do streaming. No término, a gritaria deu resultado: os dois ficaram na mesma risco.
Se o Garrix ficasse aquém do Snake, uma vez que estava na primeira versão do edital, pode ser que os fãs de música eletrônica entendessem que o possuidor do hit “Animals” fosse menor do que o possuidor do hit “Turn Down for What”.
E no Brasil?
Festivais daqui sabem que posição em edital mexe com ego e deixa os fãs empolgados. E, às vezes, brabos. No Lollapalooza, o padrão segue o padrão internacional, com artistas ranqueados seguindo sua popularidade. Quem tem mais chance de invocar público fica mais no elevado do edital.
No Rock in Rio e no The Town, a história é outra. Geralmente, os cartazes evitam essa jerarquia explícita. A Rock World, empresa que tem Roberto e Roberta Medina uma vez que principais executivos, prefere não empilhar artistas em ordem de preço.
O motivo seria reduzir ciúmes e evitar queixas. A experiência mostra que funciona e mantém o foco na lista universal de shows por dia: diferentemente de outros eventos, esses dois têm atrações separadas pelo estilo. É muito vasqueiro ver um pôster do Rock in Rio com todas as atrações misturadas, nos moldes de Lolla e Coachella.
Sonza na quarta risco importa?
O CSS posa com Paris Hilton no Coachella 2007
Registo Pessoal
Acho que já deu para entender: sim, é importante para Luísa Sonza ela estar na terceira risco do edital do Coachella 2026.
Para a curso internacional dela, esse destaque é simbólico e estratégico. É uma vitrine sempre importante para o pop brasiliano em um dos eventos mais disputados do mundo.
Relembre aquém outros artistas brasileiros e suas posições no edital do Coachella:
Seu Jorge, 2006: sexta risco
Cansei de Ser Sexy, 2007: sexta risco; e 2011, sexta risco
Bonde do Rolê, 2007: sexta risco; e 2011, sexta risco
Gui Boratto, 2009: sexta risco
Firmamento, 2010: sexta risco
Emicida, 2011: sexta risco
DJ Marky, 2011: sétima risco
The Twelves, 2011: oitava risco
Anitta, 2022: segunda risco; e 2025, segunda risco, mas cancelou
Pabllo Vittar, 2022: quarta risco
DJ Anna, 2022: sexta risco
Ludmilla: 2024, segunda risco
Alok, 2025: quarta risco
Vintage Culture, 2025: quarta risco
Luísa Sonza, 2026: quarta risco
Mochakk, 2026: terceira risco
O edital do Coachella é mais do que design. É um retrato de um mercado músico em metódico movimento. E agora, também é uma prova de que Luísa Sonza é um nome digno de estar na segmento mais subida do edital, uma vez que aconteceu com Anitta, Pabllo e Ludmilla em anos anteriores.
Não é uma questão de rivalizar as cantoras, mas de comemorar a vitória de uma delas, que é um pouco a vitória de todas. E de quem gosta de música pop feita no Brasil.

Fonte G1

Tagged

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *