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Maioria não usa IA generativa no Brasil, como ChatGPT – 19/08/2025 – Mercado

Tecnologia

Embora recursos de lucidez sintético estejam presentes de forma massiva na vida do brasílico, a maioria não usa ferramentas de IA generativa que se tornaram conhecidas nos últimos anos, porquê o ChatGPT e outros serviços. É o que indica uma pesquisa do Datafolha e do Observatório Instalação Itaú, que aferiu o consumo e o uso dessa tecnologia no Brasil e foi divulgada na manhã desta terça-feira (19).

Quando questionados sobre o uso de ferramentas de IA, 89% dos entrevistados dizem acessar alguma rede que utiliza lucidez sintético. O número também é grande no caso de serviços com sistemas de recomendação (78%), porquê Netflix e YouTube, ou sistemas de navegação (63%), porquê o Waze ou o Google Maps.

Ao todo, 93% dos entrevistados utilizam lucidez sintético de alguma forma.

Mas, quando o questionamento envolve sistemas de IA generativa —aquela que cria teor—, os números caem drasticamente: 57% dizem nunca usar ferramentas de geração de texto, porquê o ChatGPT, enquanto 69% nunca utilizam as de geração de imagem, porquê o Midjourney.

Os dados indicam que os brasileiros têm contato com a lucidez sintético mais de forma passiva, nas ferramentas que já trazem a tecnologia embutida —caso dos algoritmos de recomendação de teor—, e que os serviços que requerem uso ativo ainda têm espaço para crescer.

“Os avanços da IA generativa são muito mais recentes, é um tipo de utensílio que requer um uso mais propositado”, diz Alan Valadares, coordenador do Observatório Instalação Itaú. “Tentamos fazer a pesquisa de uma forma mais ampla para entender porquê a IA está presente na vida das pessoas, ainda que em usos com menos intenção.”

O Datafolha entrevistou 2.798 pessoas a partir de 16 anos de idade, de todas as regiões do país, entre os dias 7 e 15 de julho. A margem de erro para o totalidade da modelo é de 2 pontos percentuais, considerando um nível de crédito de 95%.

Segundo o levantamento, três quartos dos entrevistados percebem que a IA está presente no seu dia a dia, e 32% dizem que a tecnologia está muito presente.

A grande maioria dos brasileiros (82%) já ouviu falar em lucidez sintético, um resultado próximo ao de outra pesquisa do instituto, divulgada em julho. Mas 46% dizem não saber o que o termo quer proferir, enquanto 54% dizem sabê-lo e 18% nunca ouviram falar.

Talvez por isso, ao serem indagados sobre a definição de IA, boa segmento dos entrevistados (36%) recorre às finalidades dessa tecnologia, dizendo que ela serve para obter informações ou fazer vídeos, por exemplo. Outros (16%) respondem falando de modos de entrada, e só 14% fizeram referência a qualquer paisagem operacional da tecnologia, porquê o vestuário de processar uma ação autônoma, empregar bancos de dados ou simular a lucidez humana.

Os dados da pesquisa parecem substanciar a teoria de que os mecanismos de lucidez sintético caminham para substituir as ferramentas de procura porquê o Google, afetando o protótipo de negócio de produtores de teor que vinha reinando na internet nas últimas décadas.

Cinquenta e oito por cento dos entrevistados dizem recorrer à IA para fazer buscas sobre determinados assuntos, enquanto 56% a utilizam para reunir documentos, encontrar informações rapidamente ou responder a perguntas complexas. Outros 51% buscam recomendações de filmes, séries, jogos ou músicas.

O levantamento também aferiu a percepção das pessoas sobre o impacto da IA no mundo do trabalho e as expectativas de porvir. A modelo se divide no questionamento se a tecnologia é uma ameaço a seu tarefa ou profissão: 49% acham que sim, 51% acham que não. Mas 41% dizem ter ficado sabendo de casos em que a IA substituiu trabalhadores.

O Datafolha ainda mediu a percepção que as pessoas têm dos possíveis riscos dessa tecnologia. Entre os medos, os que marcaram maior pontuação foram da coleta e uso de dados pessoais sem controle (42% dos entrevistados); do uso para fins maliciosos, manipulação ou vigilância (36%); e do desemprego em volume pela substituição de trabalhadores (34%). O receio com a geração de notícias falsas em larga graduação surge em quarto lugar, com 31%.

Os dados indicam que o potencial da IA assusta boa segmento dos brasileiros e que eles poderiam, ao menos em tese, concordar uma agenda regulatória: 77% dos entrevistados acreditam muito que a IA pode ser perigosa se usada sem regras ou leis.

Apesar desse receio, há também uma percepção de ganhos: 41% acham que a IA serve de base para a ciência e a inovação, por exemplo, e acreditam que a tecnologia vai melhorar a qualidade da instrução. Outros 39% esperam que a lucidez sintético traga avanços em diagnósticos médicos e tratamentos personalizados.

Segmento considerável do levantamento diz saudação à instrução. A maioria (69%) acha que a IA ajuda muito nos estudos, enquanto 75% relata ter aprendido alguma coisa novo com essas ferramentas. Mesmo assim, os entrevistados parecem fazer um uso crítico delas: 56% dizem checar sempre as informações fornecidas, enquanto 34% o fazem às vezes e exclusivamente 10% não checam nunca.

“Acho que a pesquisa reforça a teoria de que precisamos seguir com uma agenda de mais informação sobre o tema”, diz Alan Valadares.

Seis em cada dez provavelmente concordariam com essa asserção: é esse o número de entrevistados que diz que deseja aprender mais sobre IA.

Folha

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