Malba dobra acervo ao comprar coleção com arte latina

Malba dobra acervo ao comprar coleção com arte latina – 15/12/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Joias da arte moderna e contemporânea voltarão para a região em que foram concebidas. O Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, o Malba, comprou os 1.233 trabalhos que fazem secção da Daros Latinamerica, instituição com sede em Zurique, na Suíça, que guarda trabalhos de nomes basilares da arte vernáculo, uma vez que Lygia Clark, Hélio Oiticica, Mira Schendel e Antonio Dias. Com a compra, o ror do museu portenho irá praticamente flectir, passando de tapume de 1.400 para 2.633 obras.

“Essa compra é um grande posicionamento em obséquio da arte latino-americana”, diz Eduardo Costantini, empresário prateado que fundou o Malba, em 2001. “É importante que essa coleção volte para a nossa região e se torne pública por cá novamente.”

Os novos trabalhos dividirão espaço com o “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, uma das principais obras do museu. Em 1995, o empresário comprou o quadro da brasileira num leilão em Novidade York por US$ 1,3 milhão.

Hoje, a tela, que é um marco para o modernismo no Brasil, é estimada em US$ 50 milhões, tapume de R$ 270 milhões, quase 40 vezes mais do que o seu valor inicial.

Outra obra célebre do ror da instituição é “Autorretrato com Macaco e Papagaio”, da mexicana Frida Kahlo, que Costantini adquiriu por US$ 3,2 milhões, em 1996. O executivo, porém, desconversou ao ser questionado sobre o valor da novidade coleção. “Não estamos autorizados a propalar o preço do ror.”

O libido de comprar esses trabalhos nasceu em 2015, quando a Lar Daros fechou as portas no Rio de Janeiro. A filial brasileira funcionava num velho casarão em Botafogo, na zona sul da cidade, onde realizou 20 exposições antes de fechar as atividades, em dezembro daquele ano.

“Desde que a Daros interrompeu o seu funcionamento no Rio, comecei a pensar sobre o que aconteceria com a coleção. Sempre entendi a sua prestígio artística”, diz Costantini. Além das obras de 19 artistas brasileiros, o ror também traz trabalhos do venezuelano Carlos Cruz-Díez, do prateado Julio Le Parc e da cubana Ana Mendieta.

“Essa compra não é exclusivamente a compra de uma peça, mas de um grande ror. Para a gente, isso é um tanto incrível, mas que também gera desafios”, diz o empresário. “Precisamos de mais curadores para cuidar de toda a coleção. Aliás, é preciso ter seguro e mais espaço para exibir a produção, já que estamos quase dobrando a quantidade de trabalhos.”

Por esse motivo, o Malba passará por reformas. A novidade galeria da instituição terá milénio metros quadrados e ficará na secção subterrânea da Plaza República del Perú, localizada ao lado da sede do museu. “O novo prédio é uma vez que uma caixa subterrânea com um teto transparente do tamanho de uma quadra de tênis”, diz Costantini.

Com a reforma, a expectativa é que a extensão do museu dobre de tamanho, chegando a respeito de 8.300 metros quadrados. Toda essa operação deve custar US$ 20 milhões, aproximadamente R$ 108 milhões. A construção começará depois setembro do ano que vem, quando o Malba comemora 25 anos, e deve ser concluída em 2029.

É uma expansão que fortalecerá a imagem do Malba uma vez que o principal guardião de tesouros da arte latino-americana no mundo. Com o novo ror, o museu aumenta a sua abrangência geográfica, incluindo artistas de países que não estavam representados anteriormente na coleção, uma vez que Costa Rica, Honduras, Jamaica, Panamá e República Dominicana.

A instituição terá agora trabalhos de 75 novos nomes, uma vez que o da colombiana Doris Salcedo e o do venezuelano Jesús Rafael Soto. Leste último, aliás, ganhará em 2026 uma retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo, o Masp, uma vez que secção de uma programação centrada na arte latino-americana.

Segundo Costantini, a expansão faz com que o Malba amplie a sua capacidade de visibilizar artistas da região. “Quando compramos um trabalho, sabemos que outros museus importantes começam a prestar atenção nesses artistas, tanto que muitas vezes compram as obras deles.”

Foi isso o que aconteceu em 2019, quando o prestigiado MoMA, o Museu de Arte Moderna de Novidade York, comprou a tela “A Lua”, de Tarsila do Amaral, nome que o Malba ajudou a propalar pelo mundo. A transação não teve valores confirmados, mas especialistas dizem que a zero pode ter chegado a US$ 20 milhões, tapume de R$ 108 milhões. “Hoje em dia, essas obras são mais representadas em instituições centrais do que foram no pretérito”, diz.

Diretor artístico do Malba, Rodrigo Moura afirma que o museu tem um papel importante de educar o público a saudação da arte latino-americana. “O que a compra desse novo ror faz é ampliar isso com obras muito significativas.”

São preciosidades uma vez que “Relevo Espacial” —uma das famosas esculturas geométricas de Hélio Oiticica—ou uma vez que “Objeto Gráfico”, trabalho no qual Mira Schendel concebeu aquilo que críticos de arte definem uma vez que uma orgia das palavras.

Outra joia do ror é a instalação “Missão/Missões (Uma vez que Edificar Catedrais)”, em que Cildo Meireles entrelaçou a morbidez e o esplendor em um mesmo envolvente.

Numa estrutura quadrada, centenas de ossos pendem do teto, enquanto milhares de moedas repousam sobre o solo. No núcleo, o que se destaca é uma torre feita com hóstias empilhadas umas sobre as outras. Em um trabalho tão incisivo quanto sintético, Meireles teceu uma sátira mordaz ao papel da igreja na violência colonial.

“É uma obra importante para a reflexão sobre a América Latina enquanto um lugar de encontro colonial”, diz Moura. “Nós temos uma história. Ela pode ter momentos mais ou menos bonitos, mas essa história existe. A obra de Cildo mostra justamente isso.”

Esse trabalho é relevante também porque sinaliza uma renovação no Malba, muito divulgado por seu ror de arte moderna. Depois o conciliação com a Daros, o museu se firma também uma vez que uma potência da arte contemporânea.

“A novidade coleção é muito potente em vídeo, retrato e instalação, mídias associadas justamente a esse período contemporâneo”, diz Moura. “Ter tudo isso no Malba é fundamental para energizar tanto o museu quanto o público.”

Folha

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