Mariah carey reluz em especial gravado na amazônia 17/09/2025

Mariah Carey reluz em especial gravado na Amazônia – 17/09/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Mariah Carey brilhou e reluziu em cima de um palco flutuante —uma plataforma em formato de vitória-régia— em cima do rio Guamá, em Belém. A cantora americana gravou um programa de TV promovido pelos festivais Rock in Rio e The Town na noite desta quarta (17).

Ela apresentou 11 músicas acompanhada de sua orquestra, entre luzes que mudavam de cor e tendo a Amazônia uma vez que moldura. No palco já de noite, ela soltou o vozeirão em meio à iluminação que coloriu tanto sua plataforma flutuante quanto as árvores em seu volta, as águas escuras e a trevas da noite na capital paraense.

O show transmitido pelo Multishow e exibido à noite na programação da TV ocasião, na Orbe. Aconteceu minutos depois de uma apresentação com quatro divas paraenses —Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara.

Uma vez que disse mais cedo Roberta Medina, empresária e cabeça por trás dos festivais que promoveram o peculiar de TV, o evento aconteceu para jogar holofotes sobre a preservação da Amazônia. Segundo ela, foi uma tentativa da organização dos festivais de trazer valia global a essa tarifa às vésperas da COP30, a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que acontecerá em Belém.

O evento recebeu por volta de 300 convidados —incluindo atores da Orbe, celebridades e influenciadores— sentados em cadeiras dispostas numa jangada. Havia uma espécie de antessala em que as pessoas eram servidas com quitutes assinados pela Vivenda do Saulo, um dos mais conceituados restaurantes de Belém e chopes gratuitos. No embarcação a caminho da bolsa, receberam repelentes e leques —o segundo acabou sendo mais necessário que o primeiro.

Mariah surgiu cantando “My All” e “Sugar Sweet” para o delírio de um grupo de fãs barulhentos, que aparentavam estar vivendo os melhores momentos de suas vidas, na primeira fileira de cadeiras da jangada. Ela não demorar a dar o papo sobre o concepção do show —a floresta de pé.

Disse que a apresentação servia para “trazer consciência à preservação da floresta”, portanto “vamos fazer um tanto com sabor tropical”, puxando um medley de “Honey” e “Heartbreaker”. Mostrou que seu vocal segue arrebatador em seguida, com “Emotions”, melodia dos anos 1990 que ainda hoje soa poderosa na tradução dela.

A americana não se alongou nas interações com os convidados na jangada, e nem fez grandes discursos em resguardo da floresta. Também se mexeu muito pouco, uma vez que foi no The Town, nesta semana, e no Rock in Rio, no ano pretérito. É uma vez que se economizasse a robustez para a voz, que soou límpida, precisa e muito afinada.

Foi curioso ver Mariah cantando seu repertório de músicas repletas de jogo de sedução e sensualidade para tutorar uma culpa tão rosto a uma região do Brasil. Foi assim na novidade “Type Dangerous” e no hit dos anos 2000 “Touch My Body” —esta, uma melodia sobre sexo em meio à consumição de ser gravada e ter o vídeo vazado no YouTube.

O final teve uma trouxa emotiva maior, com “Don’t Forget About Us”, We Belong Together” e o hit “My Hero”, sendo que essa última é uma das tantas canções românticas de Mariah que ganhou versão brasileira ao longo dos anos. Ela distribuiu “eu te senhoril”, em português mesmo, à plateia na jangada, a quem dedicou a melodia derradeira.

É difícil saber se o show —transmitido para o mundo todo no Globoplay— vai ter o efeito propalado por Roberta Medina, de fabricar uma imagem que propague a consciência sobre a preservação da Amazônia ao volta do planeta. De qualquer forma, pelo menos para quem estava no rio Guamá nesta quarta, e pelo menos por motivos estéticos, foi um cenário impactante.

Dona Onete foi a mais celebrada no show que reuniu quatro gerações de divas paraenses —Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara, além da veterana— antes da apresentação de Mariah Carey. O show foi atrapalhado pela chuva, mas contou com uma plateia bastante animada na jangada. As pessoas ficaram de pé e chegaram a distanciar as cadeiras dos espaços para pular e dançar.

Começou por volta de 16h30, com as quatro cantando clássicos do carimbó. Em seguida, Joelma assumiu o palco para uma sequência de sucessos do Calypso nos anos 2000 —entre eles “Temporal”, “Passe de Mágica” e “Tchau pra Você”. Ela distribuiu os agudos que são sua marca registrada e entregou uma performance teatral em “Esqueça Meu Coração”, música de traição que é a rosto do brega paraense.

A chuva começou a tombar em “Voando pro Pará”, maior hit mais recente de Joelma, que soou ainda mais adequada sendo tocada em Belém. Foi a última do repertório da ex-vocalista da orquestra Calypso, que deu lugar a uma elétrica Gaby Amarantos.

A cantora aproveitou a plateia já acesa para emendar “Ex Mai Love”, o sucesso do tecnobrega “Me Libera” e “Foguinho”, de seu novo álbum, “Rock Doido”. A essa fundura, a chuva caía possante, e Amarantos gritou que, em Belém, “chuva é bênção”.

Enquanto o público botava as capas de chuva, e a chuva caía mais possante, Amarantos teve de parar a apresentação. O show ficou alguns minutos paralisado, até a chuva parar, e foi retomado em seguida.

Amarantos cantou novamente algumas músicas que havia apresentado sob chuva —desta vez, com os convidados na jangada mais tranquilos. Ela emendou “Mulher da Amazônia”, com participação de Zaynara, e a mais jovem das paraenses assumiu o palco em seguida.

A apresentação da caçula da turma contou com “Aquele Alguém”, incrementada por Joelma —das outras três presentes no palco flutuante, é da ex-Calypso que ela pega maior inspiração estética. Zaynara emendou “Sou do Setentrião”, outra melodia que exalta o orgulho sítio, “Sou da Bôta” e seu maior hit da curta curso, “Quem Manda em Mim”.

Mas quem roubou mesmo a cena foi Dona Onete. Aos 86 anos, a ícone do carimbó e da música paraense fez a performance mais pesada e vigorosa entre as quatro divas —mesmo em cima de uma cadeira de rodas.

Ela cantou três músicas relacionadas à cultura sítio, incluindo “No Meio do Pitiú” e o fecho com “Banzeiro”, com a plateia na jangada pulando e abrindo rodas no meio das cadeiras. Mas talvez o momento mais representativo tenha sido “Jamburana”, com Onete cantando sobre a tremedeira do jambu e as outras três parceiras de palco batendo o cabelo simultaneamente em reverência à veterana.

O jornalista viajou a invitação de Rock in Rio e The Town

Folha

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