Na última vez em que o Massive Attack veio ao Brasil, em 2010, a temperatura anual do planeta foi murado de 0,62 intensidade maior do que a média do século 20. Em 2025, as estimativas dão 1,42 intensidade supra dos registros anteriores à Revolução Industrial. O número preocupa porque é quase o 1,5 intensidade de aumento oferecido porquê limite pelo Congraçamento de Paris —que ambientalista tentam fazer valer e ampliar na COP30, em Belém.
Com essa zero em mente, o Massive Attack criou a “ACT1.5”: guia de boas práticas para a realização de espetáculos sustentáveis que orienta a orquestra na volta ao país nesta quinta (13) em show único em São Paulo. “O trabalho de maior graduação é mais fácil de fazer no Brasil, que dispõe de muita pujança renovável e transporte público”, diz Robert “3D” Del Naja, fundador e remanescente do grupo ao lado de Grantley “Daddy G” Marshall.
O ACT1.5 foi escrito junto do meio de pesquisa britânico Tyndall e marcou a volta do grupo a sua cidade natal, Bristol, em 2024. Segundo cientistas, o show teve a menor produção de carbono já registrada na história para esse tipo de evento. “Estamos determinados a seguir em termos de produções limpas e manter ambições quanto ao clima, ao passo em que aumentam os imperativos criativos de qualquer produção artística”, afirma Naja.
O retorno ao Brasil também é fruto de uma colaboração a várias mãos. O Massive Attack se aliou aos irmãos Iggor e Max Cavalera e aos artistas Laima Leyton e Pedro Inoue, que conectaram os músicos às lideranças da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e da campanha “A Resposta Somos Nós” —movimento que procura viabilizar propostas dos povos originários na presença de os desafios climáticos.
“No contexto do quão vital é essa COP e considerando que é a região amazônica que está recebendo a cúpula, o que nos dá ao menos alguma esperança, a gente naturalmente pensou em direitos indígenas, suas exigências e insistências”, diz Naja. “O papel e a sabedoria filosófica dessas comunidades serão críticos e práticos se o mundo quiser interromper ou mitigar significativamente o sinistro climatológico.”
Os irmãos Cavalera e o Massive Attack não tocam juntos no espetáculo, mas o show terá imagens e vídeos feitos principalmente para a passagem da orquestra britânica no Brasil —muitas delas em tom combativo frente à mudança climática e à escalada da direita no mundo. “Tratamos esses temas no show em colaboração com o cineasta Adam Curtis e a United Visual Artists”, afirma Naja. “Temas locais e internacionais são inseridos na apresentação, visuais e tópicos novos.”
No início da dez de 1990, quando Naja e Marshall formaram o grupo junto dos rappers Tricky e do DJ Mushroom, o Reino Uno vivia dias conturbados com o término do thatcherismo e do Segundo Verão do Paixão —vértice das raves de acid house. O Massive Attack era fruto daquela ressaca. O grupo desenhava uma distopia lúgubre na pista com sons infrassônicos, texturas atmosféricas e uma sátira aos agentes da crise, o trip hop. “Esse termo foi utilizado por alguém para definir nosso primeiro disco, e é um tanto discutível porquê gênero”, afirma Naja.
O álbum em questão, “Blue Lines” (1991) se tornou pedra angular daquele tipo de som e ecoou em outras inovações da música das ilhas, do grime e nomes porquê Aphex Twin, The Streets e Burial a novidades porquê o Fontaines DC —orquestra que tem chamado a atenção de Naja, diz ele, junto dos últimos lançamentos de Saul Williams, Danny Brown e Gurriers. “Nós faremos lançamentos no ano que vem”, diz o artista. “A gente lutou para transpor do Spotify e estamos empolgados com a teoria de ter uma relação mais criativa com os fãs.”
Nos últimos anos, a questão climática passou a orientar o combate do Massive Attack —”Ataque Pesado”—, mas alguns temas seguem na agenda: desde 2003 a orquestra se recusa a tocar em Israel. “O funcionamento ortodoxo da indústria tem mudado lentamente, ainda muito: vemos isso no contexto da mudança climática, mas também no contexto do genocídio em Gaza”, afirma Naja, que ainda se incomoda com a permanência de alguns nomes e termos nas manchetes de jornais.
“Com os Estados Unidos, apoiados pelo Reino Uno, armando e financiando genocídios no ‘Oriente Médio’, e o Tony Blair, de alguma forma, no meio disso, é porquê se as últimas três décadas nem tivessem pretérito”, diz o rapper, para quem uma outra mudança climática é o caminho. “É um tanto verosímil, principalmente quando compartilhamos recursos com outros artistas, quando trabalhamos de forma coletiva e quando temos coragem para estabelecer limites.”
