Menino Maluquinho: Livro Mais Famoso De Ziraldo Traça 'infância Ideal'

Menino Maluquinho: livro mais famoso de Ziraldo traça 'infância ideal' e teve versões em série, filmes e ópera

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Obra mais famosa de Ziraldo foi lançada no dia de seu natalício, virou um fenômeno editorial e teve mais de 129 edições em dez países. Ziraldo
Foto: divulgação
“Nunca repeti o sucesso de O Menino Maluquinho”, afirmava Ziraldo quando falava sobre seu personagem mais famoso. O livro com a história de um garoto traquinas que se metia em aventuras de uma puerícia feliz não foi o primeiro livro do multiartista, mas foi o mais marcante da curso de Ziraldo e um fenômeno editorial.
A história foi publicada justamente no dia de seu 48° natalício: 24 de outubro de 1980. Uma justa homenagem ao responsável que buscou em suas próprias vivências de párvulo uma forma de mostrar as várias facetas de um menino “que sabia de tudo, só não sabia permanecer quieto”.
Ziraldo contava em entrevistas que teve a teoria da história do menino “que tinha o olho maior que a ventre, incêndio no rabo e vento nos pés” enquanto fazia a barba, conversando consigo mesmo.
Desde sua primeira publicação, teve 129 edições, foi publicado em mais de 10 países, vendeu mais de 4 milhões de exemplares e foi apropriado na TV, no cinema, homenageado na Sapucaí e virou até ópera.
Cobertura de O Menino Maluquinho
Divulgação/Melhoramentos
A história original
No livro no qual o personagem é apresentado, o responsável traça o perfil de um garoto de idade indefinida, que era “o menorzinho” da turma com a qual andava.
O personagem enfrentava aquilo que a maioria das crianças e pré-adolescente encara ao longo do seu desenvolvimento: escola, problemas com notas, separação dos pais, brincadeiras porquê pipa e futebol, e namoradas.
Página da obra “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo. Curiosamente, o personagem só aparece com a tradicional panela na cabeça na envoltório do livro.
Reprodução
“O menino maluquinho tinha dez namoradas!”, conta o narrador.
Mas ao longo das páginas que mostram porquê o garoto levava a vida, o responsável também lembra que o personagem tinha seus momentos de tristeza, quando ficava sozinho no quarto brincando sozinho, desenhando e imaginando foguetes, “mapas e terras perdidas”.
“E era montado num foguete desses que ele saía do quarto a voar outra vez pela mesa da sala pelas grades da varanda pelas cercas do quintal. E todo mundo ficava feliz de novo ao ver de volta a alegria da rua!”, conta.
Mas, porquê Ziraldo conta no livro, o menino não conseguiu segurar o tempo e cresceu. “Virou o face mais lítico do mundo!”.
E é neste desfecho do livro em que o responsável acaba “negando” o próprio sobrenome que tinha oferecido ao personagem. “E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido era um menino feliz!”, finaliza o redactor.
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Das telas aos palcos
A primeira adaptação da história do Maluquinho foi feita em uma revista em quadrinhos, que circulou entre 1989 e 2007, pelas editoras Abril e Mundo.
Em 1995, chegou às telas de cinema em ‘Menino Maluquinho, O Filme’, de Suíço Ratton. Sua prolongação, ‘Menino Maluquinho 2 – A Proeza’, chegou às telonas dois anos depois, dirigido por Fernando Meirelles.
À esquerda, Suíço Ratton na idade das filmagens de Menino Maluquinho, ao lado de Samuel Costa; à direita, em foto atual.
Estevam Avellar (esquerda) e Bianca Aun (direita)
Ainda em 1997, o menino com a panela na cabeça chegou à Sapucaí: a Unidos do Porto da Pedra homenageou o personagem com o desfile ‘No Reino da Folia, cada louco com a sua mania’.
Cena do filme “Menino Maluquinho”, lançado em julho de 1995.
Divulgação
Em 2006, a série de TV “Um Menino Muito Maluquinho”, com direção de Cao Hamburger e Anna Muylaert foi lançada com 26 episódios. A série foi a ar em canais de TV ensejo e fechada. Outras duas séries, estas de desenhos animados baseados na obra mais famosa de Ziraldo, foram lançadas em 2014 e 2022 em plataformas de streaming.
Além de inúmeras adaptações para os palcos, em 2015, para comemorar os 35 anos do personagem, o Menino Maluquinho foi tema de uma ópera, composta por Ernani Aguiar, que ao Teatro Municipal do Rio.
Há quatro anos, para comemorar o 40° natalício do livro, foi lançada uma edição comemorativa, com textos e fotos inéditas do responsável.
Ziraldo foi entrevistado na última edição do ‘Programa do Jô’

Fonte G1

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