México expõe apropriação cultural em sandálias da adidas 07/08/2025

México expõe apropriação cultural em sandálias da Adidas – 07/08/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

A marca de roupas esportivas Adidas foi acusada de apropriação cultural por autoridades do estado de Oaxaca, no México. De contrato com o governo sítio, um padrão de calçado lançado nesta semana é a imitação de um estilo tradicional de sandálias da região, espargido uma vez que “huarache”.

O padrão Oaxaca Slip-On, do qual nome se refere ao mesmo estado, foi elaborado por Willy Chavarria, designer de tendência americano de origem mexicana, em colaboração com a Adidas. Mas, segundo as autoridades locais, a empresa e o designer não procuraram obter autorização e tampouco reconheceram os autores originais.

“A empresa Adidas em conjunto com o designer Willy Chavarria se apropriaram de um traçado único das sandálias tradicionais da população de Villa Hidalgo Yalalag”, disse nesta quarta-feira (8) o deputado mexicano Isaías Carranza, se referindo a um vilarejo de Oaxaca marcado pela possante presença e cultura indígena.

Sites especializados no mercado de tênis e outros sapatos esportivos haviam reportado na véspera sobre o lançamento das sandálias num evento da Adidas em Porto Rico. O padrão foi descrito uma vez que inspirado nas sandálias “huarache” e um tributo às raízes mexicanas de Chavarria.

“O huarache sempre foi um símbolo de legado e identidade”, disse o designer, segundo o site Sneaker Freaker. “Eu queria honrar levante legado e levá-lo para frente.”

Liderando a reação contra a Adidas, o governador de Oaxaca, Salomón Jara, apontou que o calçado é um “padrão de huarache reinterpretado” numa coletiva de prensa, enquanto mostrava imagens das sandálias lançadas pela marca alemã.

Ele ameaçou também iniciar uma ação permitido contra Chavarria, com participação de representantes de Yalalag. “Isso não é unicamente um design, é cultura, história e identidade de um povo originário e não vamos permitir que seja tratado uma vez que mercadoria”, disse o governador em um vídeo publicado na rede X.

Por sua vez, a Secretaria de Cultura e Artes de Oaxaca destacou em expedido que a adoção sem consentimento de elementos culturais dos povos originários para fins comerciais constitui “violação de seus direitos coletivos”.

O órgão pediu ainda a “suspensão imediata da comercialização” do novo padrão, a franqueza de um processo de diálogo e reparação de agravos da comunidade de Yalalag e o reconhecimento público da origem do design.

Uma das opções para o governo de Oaxaca seria apresentar uma queixa formal ao Instituto Mexicano da Propriedade Industrial (IMPI), a sucursal federalista de proteção à propriedade intelectual do México.

A Adidas ainda não emitiu uma enunciação pública sobre a controvérsia. O tênis ainda não foi posto à venda ao público e a Adidas também não anunciou uma data para o lançamento mercantil.

Tema sensível no México

Nos últimos anos, o México denunciou a apropriação cultural e o uso não autorizado da arte de seus povos indígenas por grandes marcas e designers ao volta do mundo.

Em 2023, foi a vez da empresa chinesa Shein, acusada de apropriação cultural de elementos da cultura e da identidade do povo Nahua, do estado de Puebla. À estação, o governo mexicano se queixou de danos econômicos e morais para levante segmento da população.

“Trata-se de um princípio de consideração moral que, sítio e globalmente, nos obriga a invocar a atenção e colocar em discussão pública um tema que não pode ser prorrogado: proteger os direitos dos povos originários que historicamente foram invisibilizados”, afirmou a Secretaria de Cultura do Governo do México na ocasião.

Outros acusados de plágio e apropriação cultural de povos mexicanos nos últimos seis anos incluem a designer francesa Isabel Marant e as marcas de luxo Zimmermann e Carolina Herrera.

Discussão global

Acusações semelhantes também afetaram a imagem da Prada em julho. A grife italiana estreou na passarela da Semana de Tendência Masculina de Milão rasteiras descritas uma vez que “sandálias de pele”.

Mas, para críticos de tendência, artesãos e políticos indianos, tratava-se de uma imitação das tradicionais Kolhapuri —sandálias artesanais que levam o nome da cidade de Kolapur, em Maharashtra, no oeste da Índia, e remontam ao século 12.

Há mais de 25 anos, países em desenvolvimento e povos indígenas vêm pressionando por leis de propriedade intelectual que protejam melhor, da exploração por terceiros, a flora, a fauna, saberes tradicionais e legado cultural locais.

Mais recentemente, porém, tem desenvolvido o clamor, inclusive no contextura da Organização das Nações Unidas (ONU), para que se responsabilizem as companhias que cometem esse tipo de insulto na indústria da tendência.

Folha

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