Michelle Pfeiffer diz que mercado trata melhor as mulheres

Michelle Pfeiffer diz que mercado trata melhor as mulheres – 17/03/2026 – Ilustrada

Celebridades Cultura

A matriarca de uma família enlutada é o novo papel de Michelle Pfeiffer, que lançou a série “Madison”, do pai de “Yellowstone”, num novo momento da curso da atriz, agora rendida à TV e distante do cinema, onde no século pretérito viveu o auge, três vezes indicada ao Oscar.

À era na vivenda dos 30 anos, Pfeiffer encantou Hollywood com seu jeito de fazer drama misturado à sensualidade, porquê em “Ligações Perigosas”, de 1988, e na Mulher-Gato, de “Batman: O Retorno” (1992), até hoje a versão mais memorável da gatuna.

Mas a americana enfrentou uma derrocada e teve poucos trabalhos de destaque nos anos 2000. Mais velha, passou a receber convites para interpretar madrastas malvadas ou outros tipos que considerava degradantes, vem dizendo em entrevistas.

“Quando comecei, a curso de uma mulher meio que acabava aos 40. Mudou muito. Agora, com tanto teor sendo feito na televisão, há mais oportunidades, principalmente para as atrizes da minha geração”, diz Pfeiffer em conversa com jornalistas. “Os melhores trabalhos hoje, aliás, vêm de mulheres da minha geração ou das mais velhas.”

Por isso, antes de topar “Madison”, Pfeiffer, hoje aos 67 anos, achou melhor se insuflar com Helen Mirren, de 80, uma das atrizes britânicas mais consagradas. Tão ativa quanto no início de curso, Mirren está há três temporadas no núcleo de “1923”, outra série de Taylor Sheridan, o pai de “Madison”, e certamente teria um tanto bom ou ruim a expor sobre nascente varão, Pfeiffer pensou.

Dito e feito. Mirren respondeu que nunca havia se jocoso tanto em uma produção.

Invitação aceito, Pfeiffer recebeu o papel de Stacy Clyburn, ricaça de Novidade York que convence a família a deixar o luxo da cidade grande para se mudar para um rancho em Montana, onde, na quietude da natureza, eles talvez conseguissem desvendar um jeito de remediar a dor pela perda de um parente. É um papel sobrecarregado de drama, do tipo que Pfeiffer gosta de fazer.

Mas há uma questão. Embora acuse a indústria de machismo, a atriz agora se entrega à obra de um noticiarista incessantemente criticado pela forma limitada com que trata mulheres em seus roteiros.

Taylor Sheridan se tornou poderoso na TV americana com “Yellowstone”, dramalhão sobre a vida no campo que se tornou uma das mais vistas do país. A obra rendeu outras ambientadas no mesmo universo, criando um poderio do faroeste na televisão, só que levantado quase todo em cima de protagonistas masculinos.

Pfeiffer diz ter intrigado, sim, do projeto, oferecido que Sheridan não tinha nem o roteiro quando a convidou. É que ele está afeito a redigir só depois de saber que ator vai viver cada personagem, o responsável justificou.

Pfeiffer portanto saiu para jantar, conheceu melhor Sheridan, a mulher dele, ouviu os detalhes e só depois da bênção de Mirren se sentiu confortável de verdade. “Madison”, aliás, é dirigida por uma mulher, Christina Alexandra Voros, que também trabalhou em alguns episódios de “Yellowstone”.

“Madison”, que já tem duas temporadas gravadas, pode ser considerada a primeira série longa de TV feita por Pfeiffer em décadas, ainda que em 2022 ela tenha atuado na minissérie “The First Lady”.

“O que costumava me assustar na televisão agora me atrai. Aprendi a gostar da teoria de reencontrar equipe e elenco ano em seguida ano para escoltar a evolução de cada um”, diz. “Por outro lado, também é triste se apegar às pessoas com quem se trabalha porque…”. É quando Pfeiffer se interrompe e vira para o ator Kurt Russell, que também dava entrevista, para debater quantas vezes os dois conseguiram se encontrar nos últimos tempos.

Os jornalistas, portanto, ficaram encarando a tela enquanto, unidos presencialmente, Pfeiffer e Russell recordavam seus grandes momentos. Os dois se conheceram no set de “Conspiração Tequila”, há quase 40 anos, e em “Madison” interpretam marido e mulher.

Uma das filhas do parelha é Paige, vivida por Elle Chapman, que diz ver Pfeiffer porquê exemplo de resistência em Hollywood. Na trama, a veterana é cunhada de Paul, papel de Patrick J. Adams, da série “Suits”, que tem função importante nos conflitos da família. Para ele, Pfeiffer é magnética.

“Quando nós, atores, conhecemos pessoas de performances memoráveis, ficamos olhando para elas e pensando ‘porquê você está fazendo isso? Onde você está forçando?’. Mas Michelle é originário. Ela até se prepara antes, mas é muito presente no set.”

Stacy, a figura materna encarnada por Pfeiffer, está, de certa forma, conectada ao papel que a atriz desempenhou na vida real quando escolheu se distanciar do cinema. Diante de tantos convites que a desagradavam, ela decidiu que era hora de se dar tempo para cuidar dos filhos que teve com o produtor David E. Kelley. Ser mãe fez dela menos narcisista e obcecada pelo trabalho, disse Pfeiffer ao jornal The New York Times.

Kelley aproveitou que a mulher agora pegou sabor por TV e a escalou para mais uma série, criada e produzida por ele próprio, “Margo Está em Apuros”, a ser lançada no mês que vem no Apple TV. Nela, Pfeiffer vive o papel cômico de uma mulher meio perua casada com um religioso. Está longe do drama de “Madison” e lembra, de certa forma, a comédia de “Hairspray: Em Procura da Reputação”, músico que Pfeiffer lançou em 2007, era em que, segundo ela própria, trabalhar com o marido estava longe das suas prioridades. Mas as coisas mudaram.

Folha

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