Em um jogo de carteado ainda majoritariamente masculino, as mulheres têm gradualmente conquistado seu espaço também nas mesas de pôquer.
No caminho, mas, precisaram superar o preconceito e o menosprezo que dizem sentir dos adversários e provar seu valor no jogo.
No torneio da BSOP (Brazilian Series of Poker) realizado no termo de janeiro no resort Costa do Sauípe, no litoral baiano, 81 mulheres participaram do Ladies, disputa dentro do evento exclusiva para a participação feminina.
Elas representaram tapume de 1,4% do totalidade de aproximadamente 6 milénio inscritos presentes no torneio na Bahia.
A bancária Priscila Martins, 42, sagrou-se campeã do torneio feminino, levando para moradia uma premiação de aproximadamente R$ 15 milénio. Para poder participar, a taxa de letreiro era de R$ 1.000.
Uma vez que base de conferência, o principal torneio do evento, cândido para todos os participantes, teve 854 inscritos e tinha uma taxa de letreiro de R$ 5.000, com uma premiação de R$ 550 milénio para o vencedor.
Tendo conseguido seu segundo título, a jogadora amadora de Guarulhos começou no esporte há tapume de oito anos, quando passou a participar de um grupo com colegas de trabalho que se reunia periodicamente em seguida o expediente para disputar algumas partidas recreativas de pôquer. Da turma com tapume de dez pessoas, ela era a única mulher.
Figura frequente nos torneios ao longo dos últimos anos, inclusive em disputas mistas, Priscila disse que hoje sente que já é mais reconhecida e respeitada por seus pares, sejam homens ou mulheres. Mas ressaltou que o início no jogo tende a ser mais difícil para as jogadoras.
“Quando você está iniciando e as pessoas não te conhecem, pelo veste de ser mulher, precisamos nos provar duas vezes. Eu já senti isso”, afirmou a campeã, que estava acompanhada da mãe durante a disputa no resort de luxo.
“No meu início, a primeira coisa que tinha de fazer era mostrar para os adversários que não sou fraca, que estamos jogando de igual para igual. Acho que talvez outras mulheres também já tenham sentido isso, mas conforme você vai jogando e se tornando conhecida no meio, isso vai diminuindo”, acrescentou.
Ela disse que, embora se trate de um hobby que pretende seguir levando em paralelo ao seu trabalho no banco, também investe segmento das premiações em cursos online e em aulas com jogadoras profissionais para aprimorar as habilidades na mesa de carteado.
Segundo a jogadora, ser paciente para manter-se ligada durante partidas que podem insistir algumas horas, e a reparo atenta dos adversários para identificar eventuais fraquezas, são características importantes para ser bem-sucedida no pôquer. Ela estimou que há também tapume de 30% de sorte envolvida, a depender das cartas que saem a cada mão.
“O pôquer é um jogo da mente, é um jogo de pessoas. É um nível superalto, logo vi que precisava estudar. E a teoria é trazer mais e mais mulheres, e mostrar para os homens que temos o mesmo nível técnico que eles”, afirmou Priscila.
Campeã brasileira em 2025 e bicampeã do “Ladies”, a empresária Lúcia Risson, de 61 anos, era uma das participantes mais experientes do torneio feminino. Nessa edição, ela terminou na quinta colocação, com recta a uma premiação de R$ 5.000.
Definindo-se porquê uma “workaholic”, Lúcia afirmou que começou a jogar pôquer há tapume de dez anos para ter um momento de lazer e conseguir deixar por alguns instantes o foco que estava voltado unicamente ao trabalho.
“No momento em que estamos jogando, a gente não pensa em trabalho. Tem a resenha, a amizade, o jogo em si, que é extremamente estratégico, de reparo, de leitura corporal, de matemática, de sentimento, e isso tudo me fascinou”, disse.
Ela acrescentou que acredita que acaba levando até certa vantagem no jogo de carteado por ser mulher, segundo a empresária, por ter uma leitura mais atenta do que os homens durante as partidas.
“Eu acho que a mulher, por ser multitarefa, consegue cuidar do rebento, cozinhar, fazer várias ações ao mesmo tempo…Logo, acho que gente acaba tendo uma maior sensibilidade na leitura do jogo. E a leitura corporal no pôquer é muito importante.”
Ela afirmou também já ter pretérito por episódios de preconceito no meio por ser mulher, tendo ouvido comentários sobre “lavar a louça” e “cuidar do marido”, e ponderou que, embora o Ladies possa ser interpretado por algumas pessoas porquê um evento segregacionista, considera importante esse tipo de competição para atrair mais jogadoras.
“Quando você traz a mulher para esse espaço, ela se permite, ela tem a percepção que o envolvente é dela. Fica mais fácil, ela não tem terror de fazer uma jogada errada, de ouvir um observação discriminatório.”
