Artista Que Morava Na Rua Inaugura Mostra Em Museu No

Musical celebra liberdade e transgressão de Ney Matogrosso – 25/09/2025 – Mise-en-scène

Celebridades Cultura

O sucesso do músico “Ney Matogrosso – Varão com H” articula-se em três pilares principais: uma versão fenomenal, uma dramaturgia contextualizada e uma estratégia multiplataforma inteligente.

No meio está a atuação de Renan Mattos, que evitou a imitação para conquistar a origem do artista. Sua preparação, incluindo pesquisa em biografias e vídeos, resultou em uma apropriação da performance de Ney, reconhecida por prêmios uma vez que o Bibi Ferreira. Mattos consegue uma conexão intensa com o público, seja pela reprodução dos trejeitos característicos, seja interagindo com a plateia, criando momentos de autenticidade e catarse.

A dramaturgia, assinada por Marília Toledo e Emílio Boechat, é fruto de extensa pesquisa e do aval do próprio Ney Matogrosso. O texto usa a vida do artista uma vez que metáfora para explorar temas universais uma vez que liberdade e identidade. A peça contextualiza sua trajetória contra a vexação da ditadura militar, destacando sua forma única de resistência: uma atitude cênica transgressora que desafiou os padrões da era através de seu corpo e performance. Fernanda Chamma, que divide a direção com Toledo, traduz a movimentação espontânea de Ney em uma linguagem cênica que constrói suas múltiplas personas, usando coreografias que aprofundam a narrativa.

A reestreia do músico em 2025, no Teatro Porto, ganha um significado privativo por ocorrer num período próximo ao lançamento do filme “Varão com H”, de Esmir Rebento. A obtenção dos direitos para a produção cinematográfica, que precedeu a do músico, demonstra uma estratégia de produção inteligente, que gerou um ecossistema de narrativa. O sucesso do filme, que alcançou mais de 600 milénio espectadores e já estreou em serviços de streaming, criou um renovado interesse na biografia de Ney Matogrosso. O músico, que já tinha seu próprio público e histórico de premiações, foi capaz de capitalizar sobre a publicidade do longa-metragem, atraindo uma novidade audiência e consolidando seu lugar uma vez que um dos maiores sucessos recentes do teatro brasílico.

Em síntese, “Varão com H” é mais que um tributo; é uma reflexão sobre liberdade que une uma versão sublime, uma narrativa muito pesquisada e um padrão de produção cultural inovador, solidificando-se uma vez que um marco no teatro músico biográfico.

Três perguntas para…

… Renan Mattos

Uma vez que você chegou à origem do Ney Matogrosso para a versão, evitando a imitação?

Foi um processo de pesquisa profunda. Eu me comida muito das imagens e das biografias dele, criando paralelos entre os eventos da vida dele e uma vez que ele os transformava em arte. Por exemplo, investiguei sua relação com Marco de Maria para entender sua valorização da liberdade supra de tudo.

Desde o início, a direção me deu uma quesito libertadora: eu não precisava imitar. Isso me permitiu buscar uma aproximação da minha origem com a dele. Aos poucos, fui absorvendo outras camadas do Ney através de encontros pessoais com ele e de muitas entrevistas. Ele é um artista multíplice, com uma seriedade e leveza simultâneos, muito difíceis de reproduzir. A chave foi encontrar pontos de conexão comportamental. A Marília Toledo, por exemplo, notou desde a audição uma postura espontânea minha que ela identificou uma vez que muito próxima do Ney. São essas filigranas que fui captando. A resposta do público tem sido a melhor confirmação desse caminho.

Com o sucesso do filme “Ney”, estrelado por Jesuíta Barbosa, você teve receio de comparações ao retornar com o músico?

Não fiquei preocupado. Uma vez que ator de músico, sempre fui substituto de protagonistas, portanto estou afeito com comparações. Tive uma experiência muito positiva desde a estreia do músico, e a recepção foi unânime, o que até me assustou.

Confesso que fiquei impactado com a crueldade das comparações nas redes sociais depois de uma apresentação no “Altas Horas”. Vi comentários de ambos os lados, mas não me comida disso. Acredito que só agrega termos mais de uma versão sobre um mesmo artista que é tão grandioso. Fiquei feliz de voltar com a peça nesse momento de visibilidade do filme. O espetáculo oferece uma experiência completamente dissemelhante: é um longa-metragem vivo a cada noite, onde tenho a liberdade de percorrer a trajetória do Ney dos 17 aos 50 anos. O mais gratificante é a transferência de paixão e o saudação que o público, mormente os fãs, dedica ao trabalho.

Você considera que o papel no “Varão com H” é uma viradela na sua curso, abrindo novas perspectivas?

Sem incerteza. Estou no mercado de musicais há muitos anos, mas muitas vezes em personagens menores. Nascente é o primeiro com uma profundidade dramatúrgica tão grande, o que trouxe um maduração profissional enorme.

Por outro lado, também cria uma questão: será que vou ser associado somente a esse tipo de papel? É um registro vocal que não é o meu procedente – sou tenor e fiz um trabalho específico de adaptação de timbre. Meu zelo é não tombar no lugar de cover. Não quero imitar; quero homenagear. Por isso, tenho cautela com participações em programas, preferindo me apresentar uma vez que o ator Renan Mattos prestando uma homenagem.

A grande bênção é que, diferentemente de um filme, eu vivo um longa-metragem por dia. E a maior genialidade está na equipe criativa, que me dá uma liberdade impressionante em cena. Conseguir fazer arte com bem-estar e, ao mesmo tempo, ter o saudação e a bênção do Ney, que acompanhou o processo da dramaturgia, é um tanto único e muito hospitaleiro na minha trajetória de 30 anos de teatro.

Teatro Porto – parque Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, região médio. Até 7/12. Sex. e sáb., 25h. Dom., 17h. Duração: 180 minutos (com pausa). A partir de R$ 100 (meia-entrada balcão e frisa) em sympla.com.br


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Folha

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