Musk aposta futuro de empresas no sucesso da IA

Musk aposta futuro de empresas no sucesso da IA – 06/02/2026 – Tec

Tecnologia

Os que acreditam em Elon Musk se convencem tanto por sua visão de ir aonde ninguém foi antes quanto por sua capacidade de bancar esse projeto. O proclamação de Musk da fusão da SpaceX, que fabrica foguetes e vende internet via satélite, com a xAI, sua startup de IA (lucidez sintético), não foi modesto em anseio.

O varão mais rico do mundo declarou que a novidade empresa iria “estender a luz da consciência até as estrelas”. Cá na Terreno, porém, fica cada vez mais difícil entender uma vez que os números de Musk fecham.

A transação avalia a novidade entidade em US$ 1,25 trilhão; investidores da SpaceX terão recta a 80%, ficando o restante com os donos da xAI (Musk detém participação de controle em ambas). A justificativa solene para a união é que as empresas trabalharão juntas para lançar uma frota de centros de dados no espaço, o que daria à xAI uma grande vantagem na corrida pelo desenvolvimento de modelos de ponta, ao mesmo tempo em que forneceria à SpaceX uma novidade risca de negócios.

Mais imediatamente, a combinação das duas pode aumentar ainda mais o interesse por uma preâmbulo de capital esperada para o meio deste ano.

Ao unir SpaceX e xAI, no entanto, Musk está sobrecarregando uma campeã espacial altamente lucrativa com uma retardatária da IA que dá prejuízo. Paralelamente, ele está remodelando a Tesla, sua montadora de carros elétricos, uma vez que uma “empresa de IA física”, focada em táxis autônomos e robôs humanoides. Se a mais recente vaga de IA se mostrar tão transformadora quanto alguns esperam, essas apostas ousadas podem dar perceptível. Caso contrário, o poderio empresarial de Musk pode permanecer seriamente ameaçado.

Comecemos pela megafusão. A SpaceX é uma joia. Em 2025, lançou quase 4.000 satélites ao espaço, o que representou murado de 85% do totalidade global no ano. A empresa consegue colocar objetos em trajectória a um dispêndio muito menor do que qualquer concorrente. O Starlink, serviço de orquestra larga via satélite que é sua principal natividade de receita, tem murado de 9 milhões de assinantes no mundo, segundo o Deutsche Bank —mais que o triplo de dois anos detrás.

A companhia também mantém contratos governamentais lucrativos. No totalidade, teria gerado até US$ 16 bilhões em receita em 2025 e murado de US$ 8 bilhões em lucro operacional (antes de descrédito e amortização).

O quadro é muito dissemelhante na xAI. A empresa obteve no ano pretérito um tanto em torno de US$ 500 milhões em receita com seus modelos Grok; a rival OpenAI, dona do ChatGPT, faturou murado de US$ 13 bilhões. O X, a plataforma de mídia social comprada pela xAI no ano pretérito, teria aumentado talvez mais US$ 3 bilhões em vendas. Ainda assim, o negócio uma vez que um todo estaria queimando caixa a um ritmo de murado de US$ 1 bilhão por mês, enquanto investe somas gigantescas em centros de dados.

A empresa também traz outros problemas. O X está sob investigação na União Europeia e no Reino Uno por possíveis violações de regras de dados e pelo lançamento, no Natal, de um gerador de imagens amplamente utilizado para produzir deepfakes sexuais, inclusive, segundo relatos, de crianças. Neste mês, os escritórios em Paris foram cândido de buscas por autoridades francesas.

Musk nega que a empresa tenha cometido irregularidades. Se os tribunais entenderem o contrário, a UE poderá multá-la em até 6% de sua receita global, enquanto o Reino Uno poderá impor multas de até 10%.

Há ainda as dívidas. No ano pretérito, a xAI tomou US$ 5 bilhões emprestados para financiar sua farra de centros de dados. Com a Valor Equity Partners, apoiadora de longa data dos empreendimentos de Musk, também criou um veículo fora do balanço, financiado por murado de US$ 3,5 bilhões em dívida, para comprar ainda mais chips de IA.

A fusão com o X no ano pretérito deixou a startup com mais US$ 12 bilhões, ou um tanto próximo disso, em empréstimos remanescentes da compra da rede social por Musk. A SpaceX, por sua vez, está comprometida a deter US$ 2 bilhões em juros devidos pela EchoStar, uma vez que segmento de um entendimento do ano pretérito para comprar espectro traste da combalida empresa de satélites.

Essas obrigações combinadas pressionarão o negócio num momento em que a xAI segue operando no vermelho e a SpaceX investe pesadamente em seu novo sistema de lançamento Starship, que está procrastinado.

EM BUSCA DA POEIRA ESTELAR

Uma injeção de capital por meio de uma preâmbulo de capital ajudaria a pacificar o peso. A empresa combinada teria planos de levantar US$ 50 bilhões a uma avaliação de pelo menos US$ 1,5 trilhão. É um valor proeminente mesmo para os padrões de Musk.

A Tesla vale US$ 1,5 trilhão, mas gerou US$ 95 bilhões em vendas no ano pretérito —murado de cinco vezes mais do que SpaceX e xAI juntas. Alguns investidores institucionais mais conservadores torcerão o nariz para o preço. Outros se afastarão pela associação com o Grok. Mas eles não serão o público-alvo de Musk. Seu exposição provavelmente apresentará centros de dados no espaço uma vez que prelúdio de fábricas na Lua e cidades em Marte. Investidores de varejo vão amar.

A disposição de Musk de fundir a SpaceX com a xAI mostra o quanto ele se comprometeu a dominar a indústria de IA. É um tanto pessoal: ele nutre aversão por Sam Altman, dirigente da OpenAI, que Musk cofundou e hoje processa por ter menosprezado sua estrutura original sem fins lucrativos. Altman também mira uma grande preâmbulo de capital neste ano.

Em teoria, usar a SpaceX para edificar centros de dados orbitais poderia ajudar Musk a lucrar vantagem sobre o rival. Altman teria tentado comprar, se associar ou gerar uma empresa espacial para rivalizar com a SpaceX e há muito tempo especula sobre os benefícios de centros de dados no espaço. O Google, das quais protótipo Gemini concorre com o ChatGPT e o Grok, planeja enviar à trajectória, em 2027, um satélite de teste contendo seu chip próprio de IA.

Musk quer transpor na frente. Em janeiro, a SpaceX apresentou um pedido à Percentagem Federalista de Comunicações para colocar em trajectória uma constelação de 1 milhão de centros de dados baseados em satélites. Musk argumentou que, em dois ou três anos, o lugar mais barato para oferecer capacidade computacional será o espaço, aproveitando virilidade solar não atenuada pela atmosfera. Satélites Starlink poderiam logo transmitir os dados de volta à Terreno.

Ainda assim, muita coisa precisa ser comprovada. A principal questão, diz Peter Beck, fundador da Rocket Lab, rival menor da SpaceX, é o que sai mais barato: o dispêndio da eletricidade na Terreno, onde a virilidade é escassa, ou os custos de lançamento para chegar ao espaço, onde a virilidade é numeroso. Por ora, a segunda opção é proibitiva.

Em um estudo do ano pretérito, pesquisadores do Google afirmaram que o dispêndio de lançamento não deve tombar a um nível equivalente ao dispêndio de operar centros de dados terrestres por pelo menos uma dezena. A xAI precisará de um aumento significativo de capacidade computacional muito antes disso.

Há também obstáculos técnicos. Centros de dados orbitais precisarão de grandes radiadores para resfriamento, e raios cósmicos podem danificar equipamentos. Chris Kemp, fundador da Astra, outra empresa de foguetes, observa que chips de IA tendem a se tornar obsoletos rapidamente e precisam ser substituídos. “Você vai ter de renovar seus satélites a cada poucos anos, o que só agrava o problema”, diz.

A Tesla, que nos últimos anos começou a dar lucros, poderia ser convocada para ajudar. Em janeiro, a montadora informou ter investido US$ 2 bilhões na xAI. As duas empresas compartilham cada vez mais software, dados e chips. Alguns especulam que a Tesla poderia até ser incorporada ao restante do poderio de Musk, embora isso fosse complicado pelo traje de ele não estagnar participação de controle na empresa e de, uma vez que seu diretor-presidente, ter reservado recentemente um pacote de remuneração de até US$ 1 trilhão que poderia ser questionado por uma fusão.

Ainda assim, Musk está conduzindo sua montadora diretamente para o meio do hype da IA. Em breve, a empresa deixará de produzir o Model S, seu primeiro sege elétrico de produção em tamanho, e o Model X, seu SUV de portas tipo asa. Juntos, os dois modelos responderam por somente 2% da produção de veículos da Tesla em 2025.

Mais revelador é o traje de que o espaço fabril atualmente devotado a eles será reaproveitado para fabricar o Optimus, o robô humanoide da empresa. Musk estabeleceu a meta de produzir 1 milhão deles por ano até o término de 2027. Ao mesmo tempo, a Tesla investe pesado no desenvolvimento do Cybercab, um táxi autônomo de dois lugares que deve entrar em produção plena em abril.

Musk declarou que, até o término deste ano, seus robotáxis terão deixado algumas poucas áreas de teste e estarão disponíveis para até metade da população dos Estados Unidos.

Na prática, táxis autônomos e robôs humanoides levarão anos para amadurecer e se tornarem negócios lucrativos. Enquanto isso, exigirão investimentos enormes justamente quando o negócio principal da Tesla está perdendo fôlego. As vendas de veículos caíram 9% em 2025, o segundo ano contínuo de retração. Na Europa, despencaram um quarto.

Alguns compradores se afastaram por motivo das estripulias políticas de Musk. O problema mais profundo, porém, é o endurecimento da concorrência em veículos elétricos, tanto de montadoras tradicionais quanto de novas empresas chinesas. A risca restante da Tesla, carente de investimentos, continuará a perder atratividade.

Assim uma vez que na SpaceX, portanto, Musk está apostando o porvir da Tesla na IA e em sua crença de que pode usar seus negócios existentes para dominar a tecnologia. Muitos céticos já zombaram de suas ambições grandiosas antes. Mas Musk nunca colocou tanto em jogo.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *