Não se pode menosprezar o público, afirma eddie murphy

Não se pode menosprezar o público, afirma Eddie Murphy – 05/08/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Eddie Murphy talvez seja o ator cômico do cinema americano mais identificado com os filmes de ação. Ele dispara também balas e piadas em sucessos que geram franquias. Aos 64 anos, ainda se sente à vontade para mais um réplica do gênero, “A Última Missão”, produção para streaming do Prime Video.

Na dez de 1980, ele se tornou planeta atuando uma vez que uma usina de deboche ao lado de parceiros policiais mais velhos. Em “48 Horas” (1982), Reggie Hammond era um sentenciado à prisão que se aliava ao detetive interpretado por Nick Nolte para solucionar um caso, e ele enlouquecia o parceiro. Depois, em “Um Tira da Pesada” (1984), fez o papel de Axel Foley, um policial preto num bairro de brancos ricos que infernizava os vilões e seus próprios colegas.

“24 Horas” teve uma prosseguimento de igual sucesso, e “Um Tira da Pesada” virou franquia de quatro longas. Tudo leva a crer que “A Última Missão” pode ter o mesmo rumo, porque na tela a química é ótima entre Murphy e seu parceiro, vivido por Pete Davidson.

“Logo que terminamos as filmagens tivemos conversas sobre isso. Por que não uma sequência? Em audições-teste, as pessoas amaram o filme. E eu também tive uma química muito boa com Eva Langoria”, diz Murphy, se referindo à atriz famosa por sitcoms, uma vez que “Desperate Housewives”, que faz a mulher de seu personagem, Russel Pierce.

No dia do natalício de conúbio, em seguida prometer chegar cedo em moradia para comemorar, Pierce tem um novo parceiro em seu trabalho de transportar montanhas de quantia em um carro-forte. Travis Stolly é um novato, totalmente trapalhão, que no termo de semana foi seduzido por uma mulher sem saber que ela é patrão de uma quadrilha que tirou dele informações para assaltar o carro-forte na estrada.

A primeira metade do filme é uma perseguição alucinada, um “Mad Max” referto de humor, com a dupla tentando fugir dos bandidos que chegam em carros velozes. No meio da história, há uma grande viradela no roteiro, praticamente transformando a segunda secção em outro filme. As prévias da sátira americana elogiam bastante.

Murphy explica por que aceitou o projeto. “Pelo roteiro, sem incerteza. Normalmente, você recebe um roteiro e ele ainda passa por vários outros estágios antes de chegar a uma versão definitiva. Você já sai dando palpites, ‘muda cá’, ‘muda ali’, e isso é normal. Mas leste roteiro era sólido e já tinha o ritmo da narrativa. Eu pude imaginar visualmente o filme inteiro enquanto lia o que estava escrito. Acredito que 90% do que você vê na tela já estava ali desde o início.”

Provavelmente a maior surpresa para os fãs, acostumados a ver Murphy sempre uma vez que o sarcástico, o possuinte das piadas, é presenciar a um personagem ranzinza, tenso, deixando as maluquices para o colega Pete Davidson. Mas ele não admite que seu personagem não tem humor.

“Não! Russell é engraçado! Travis tem o humor mais selvagem, ele é o rostro totalmente desencaixado do mundo. Eles são diferentes. Travis é solteiro, dorme com a mulher que quiser. Meu personagem é casado, já sossegou. Ele é eminente e branco, eu sou preto e mediano. E há um queda de gerações. Acho que o humor vem da oposição dos dois, logo Russell também faz humor.”

Ele abaixa a guarda ao admitir que a idade traz mudanças. “Precisa ser dissemelhante. Eu envelheci. Eu faria ‘48 Horas’ do mesmo jeito hoje? Não. Seria mais fácil eu permanecer com o personagem do Nick Nolte. Seria a voz da razão, o rostro mais velho. Em passei dos 60, não? Ninguém quer um touro indócil com 64 anos.”

Murphy já se acostumou com repetições de papéis motivadas pelo sucesso. São quatro filmes uma vez que Axel Foley, dois uma vez que Reggie Hammond, dois uma vez que o dr. Doolittle, o veterinário que fala com os animais, dois uma vez que Sherman Klump, de “O Professor Aloprado”, e vai agora para a quinta dublagem do burrinho na animação “Shrek”.

“É fácil voltar a um personagem se você realmente tiver um tanto dissemelhante para fazer com ele. É preciso levar em consideração o tempo todo que o público já conhece o personagem, não vai admitir a mesa piada nem atitudes conflitantes uma vez que o que ele já viu antes.” Ele dá o exemplo da prosseguimento de “Um Príncipe em Novidade York” (1988), produzida 33 anos depois.

“No esboço de roteiro para esse segundo filme, o personagem tinha se separado da mulher e aí coisas novas aconteciam. Mudamos, porque eu achei que era impossível fazer desse jeito, porque o primeiro filme terminou em clima de narrativa de fadas. Se ele e a mulher se separam, onde foi parar o ‘felizes para sempre’? O público não iria admitir. Você nunca pode menosprezar seu testemunha.”

Folha

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