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NFL em Itaquera tem vaias aos EUA, e ausência de Taylor – 06/09/2025 – Esporte

Esporte

A segunda passagem da NFL (National Football League) pelo Brasil, na noite desta sexta-feira (5), em Itaquera, não escapou ilesa da tensão diplomática entre o país e os Estados Unidos, mas conseguiu entregar aos torcedores a mistura de esporte e entretenimento que é a aposta da liga para ampliar sua base de fãs brasileiros.

Com shows antes da partida e no pausa, fogos de artifício e participação ativa da torcida, a experiência foi marcada por um clima de espetáculo. Celebridades do mundo esportivo, uma vez que Neymar, e da televisão, uma vez que o apresentador Luciano Huck, marcaram presença. Por outro lado, apesar da expectativa de secção dos torcedores, a cantora norte-americana Taylor Swift não foi vista no estádio e sua presença não foi confirmada pela organização.

Motivo de polêmica no ano pretérito, o gramado da Neo Química Redondel desta vez escapou de críticas. Em 2024, muitos jogadores escorregaram durante a partida em que o Philadelphia Eagles venceu o Green Bay Packers por 34 a 29. O problema repercutiu até fora do futebol americano. LeBron James, planeta da NBA, escreveu nas redes sociais: “Rosto, esse campo é uma m…”.

Reformado recentemente para voltar a receber a NFL, o gramado do estádio do Corinthians apresentou ótimas condições, desta vez, na vitória do Los Angeles Charges sobre o Kansas Chiefs City, por 27 a 21.

Ainda assim, houve uma novidade polêmica. Antes da esfera oval voar, ao término da realização do hino pátrio dos Estados Unidos —tradição nos jogos da NFL—, secção do público em Itaquera reagiu com uma breve vaia. O gesto ocorreu em meio à tensão causada pelas tarifas de 50% aplicadas pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros vendidos nos EUA.

O republicano justificou a medida uma vez que resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, denunciado de liderar uma trama golpista, que Trump classificou uma vez que uma “caça às bruxas”.

A polêmica, no entanto, logo se dissipou com o início da partida. A maioria dos torcedores passou a direcionar sua força para dentro de campo, mormente diante do bom primícias do Los Angeles Chargers contra o Kansas City Chiefs —time que teve mais esteio nas arquibancadas, evidenciado pelo número de camisas vermelhas no estádio.

O início ruim dos Chiefs também frustrou Neymar. O jogador do Santos fechou um torrinha individual para convidados e foi ao gramado abraçar Travis Kelce, tight end do time de Kansas. Simpatizante de Patrick Mahomes, o craque havia revelado antes da partida sua torcida pelo uniforme vermelho e branco.

Sua presença chamou atenção por ocorrer no dia seguinte à vitória da seleção brasileira sobre o Chile, por 3 a 0, nas Eliminatórias da Despensa. Mais uma vez preterido por Carlo Ancelotti, o atacante não foi convocado para os dois compromissos de setembro —o próximo será contra a Bolívia, na terça (9).

Assim uma vez que nas primeiras partidas sob comando do treinador italiano, em junho, a exiguidade foi atribuída a questões físicas. Neymar, no entanto, rebateu: “É a opinião dele. Eu saudação”, afirmou, sustentando que a decisão foi técnica. Apesar do clima de frustração com a seleção, em Itaquera o craque se divertiu, ao lado dos murado de 45 milénio presentes.

A exemplo da estreia brasileira da liga em 2024, a NFL recriou em São Paulo a atmosfera de seus grandes espetáculos nos EUA. No pausa, Karol G —dona da segunda turnê mais lucrativa de uma artista latina na história— apresentou sucessos do álbum “Mañana Será Bonito”, lançado em 2023. A brasileira Ana Castela também se apresentou, sendo responsável pela realização do hino pátrio antes do jogo. Para substanciar o clima festivo, cada torcedor recebeu uma pulseira luminosa controlada pela organização, que piscava em sincronia com as apresentações no gramado.

Mesmo sem fazer secção da programação solene, a cantora norte-americana Taylor Swift, prometida de Travis Kelce, era esperada no estádio. A organização da NFL no Brasil chegou a propalar sua presença e escalou uma equipe de segurança reforçada, de 25 pessoas, mas a artista não foi vista —nem nos camarotes, nem no telão, uma vez que costuma ocorrer em jogos nos EUA.

Quem esteve na redondel pôde usufruir de regalias incomuns no futebol brasílico. O transporte público funcionou em esquema próprio: as estações Itaquera e Artur Alvim permaneceram abertas 24 horas, enquanto as demais da CPTM e do Metrô ficaram disponíveis para desembarque durante toda a madrugada. Diferentemente dos jogos do Corinthians, quando as estações fecham às 0h21, a operação foi estendida para dar suporte ao público.

Outro diferencial foi a venda de cerveja, com e sem álcool. A comercialização foi autorizada pela Prefeitura de São Paulo e pelo governo estadual sob a justificativa de que se tratava de um evento cultural e de entretenimento, o que, segundo as autoridades, o afasta da proibição prevista para partidas de futebol na cidade.

No término, a sarau terminou ao ritmo de samba, com a música Vou Festejar, do icônico refrão: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

Folha

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