Novidade queridinha do pop, Zara Larsson diz que foi subestimada: ‘Ainda quero um número 1’
Zara Larsson, sueca de 27 anos, não é novidade no pop. Desde 2015, ela era aquele tipo de artista “promessa” — com hits uma vez que “Lush Life e “Symphony”, turnês mundiais e várias passagens pelo Brasil — que trabalhava muito, mas não emplacava totalmente.
Ela nunca escondeu que queria mais. Os fãs de Zara a declaravam injustiçada, argumentando que ela tem todos os fatores: canta muito, dança, sabe entregar um show veemente. Mas a indústria pop não funciona à base de matemática, e Zara seguia no “quase lá”.
Até que, nos últimos meses, as coisas se encaixaram com os singles do disco “Midnight Sun”, lançado na última sexta (26). Zara foi do “quase lá” para o “agora vai”.
Tudo contribuiu: performances virais, looks meio Barbie dos anos 2000 e um espaço uma vez que atração de orifício na turnê de Tate McRae. Zara ainda não tem números de uma mega estrela, mas tem conquistado alguma coisa valioso — virou tópico nas redes sociais e ganhou o interesse de quem não a consumia até portanto.
“Pela primeira vez em muito tempo, as pessoas estão interessadas em mim uma vez que artista, uma vez que pessoa”, conta ao g1.
Zara Larsson revelou o nome das faixas em ‘Midnight Sun’ com camisetas grafitadas
Reprodução/Instagram
Na entrevista inferior, Zara explica a boa temporada e fala de “Midnight Sun”, disco que tem eurodance, electropop e até pitadas de funk brasiliano (e segundo ela, isso tem tudo a ver com a vinda para o Rock in Rio em 2024). Veja:
g1 – Uma vez que você está? Você tem estado ocupada.
Zara – Eu tenho estado ocupada, sim! Tem sido recreativo, na verdade. Quero manifestar, é para isso que tenho trabalhado e pelo que tenho esperado.
g1 – Parabéns por “Midnight Sun”. Eu te acompanho desde “Lush Life”, portanto é muito bacana ver esse “renascimento da Zara Larsson”. Você está em todo o meu feed do Twitter. Logo, por que você acha que isso está acontecendo agora? O que você acha que fez tudo se encaixar?
Zara – Sabe o que eu acho que é de verdade? Eu estou sendo eu e tenho visões criativas, opiniões, arte, e tenho o potencial de expressar tudo isso com todos ao meu volta porque todo mundo está ali para me estribar e quer tirar o melhor da situação.
Logo, acho que a maior diferença dessa era comparada às outras é que estou super envolvida de uma forma que nunca estive antes. Eu comecei fazendo tudo isso só querendo ser uma performer com muita vontade. Eu só queria estar no palco. Mas acho que nascente álbum me ajudou a ir de uma boa performer para uma artista. Tipo, fabricar o meu próprio mundo.
Zara Larsson em foto para o disco ‘Midnight Sun’
Reprodução/Charlotte Rutherford
Eu realmente acho que há uma grande diferença entre ser artista e ser performer, e acho que cheguei em um ponto em que já não era o suficiente eu ser só performer, porque há tanta coisa divertida, tantas coisas legais para fazer, e quanto mais envolvida eu fiquei, mais recreativo tudo se tornou.
Logo isso me deixa super, super feliz, saber que as pessoas estão realmente se conectando com isso, com minha música e com nascente momento da minha curso. Acho que é porque coloquei muito de mim nisso.
Muito de todo o processo, sabe, todos aqueles videozinhos que fizemos, a revelação da tracklist… foi só eu e meu colega Kai, com quem trabalho. Tipo “devíamos fazer isso, vamos grafitar aquelas camisetas…”. Foi um processo muito, muito recreativo e envolvente para mim.
E agora sinto tipo: “Espera, era tão simples o tempo todo?” Não que seja simples, mas só de falar, me posicionar e me ladear de pessoas que me entendem. São meus amigos com quem faço música.
Não são mais homens de 45 anos enquanto eu tinha 15 e não havia conexão entre nós. Trabalhei com pessoas maravilhosas a minha curso toda, mas dessa vez é dissemelhante, sinto que estou trabalhando com meus amigos. E fazendo isso, me sinto muito esperançado, me sinto vista. E acho que isso me permitiu ser a melhor versão de mim mesma.
g1 – Isso meio que me lembra daquela entrevista em que a Charli XCX disse que a música não é tão importante, que o que importa mesmo é a arte em torno da música.
Zara – Bom, eu discordo disso em partes, porque acho que a música vem em primeiro lugar. Mas definitivamente concordo que você pode ser um artista incrível sem ser um cantor particularmente bom ou sem ter hits, mas as pessoas vão aos seus shows porque querem estar no seu mundo, querem fazer segmento de você uma vez que artista. E quanto mais velha eu fico, mais importante acho que essa segmento é.
Zara Larsson em show no Rock in Rio 2024
Miguel Folco/g1
g1 – Alguns dos seus fãs dizem “Justiça para Zara Larsson”, que você é subestimada e nascente bom momento já devia ter vindo antes. Uma vez que você se sente em relação a isso? Você concorda?
Zara – Concordo. Mas também acho que, por alguma razão, agora é o meu momento e ainda temos um longo caminho pela frente.
Para mim, isso é só o comecinho, sabe, um pequeno buzz. As pessoas estão falando de mim, estão se conectando, mas eu ainda quero um número 1 ou poder levar uma turnê em arenas para o Brasil ou pelo mundo todo. Temos muito ainda para viver e fazer. Mas sinto que, pela primeira vez em muito tempo, as pessoas estão interessadas em mim uma vez que artista, uma vez que pessoa, e não só por conhecerem minhas músicas do rádio.
É tipo: “Ah, ok, alguma coisa está acontecendo cá, quero seguir essa jornada.” E isso é um sonho para mim.
Mas acho que isso não poderia ter sucedido antes porque eu não estava tão envolvida, e talvez eu simplesmente não tivesse crédito, ou não conseguia enxergar que a minha voz — não a voz de quina, mas minha voz criativa — era poderoso o suficiente.
Mesmo que ela sempre tenha estado lá, acho que… não sei. Tipo, só acho que era para ser assim, por alguma razão. Logo não estou estressada, não estou preocupada. Acho que o que tiver de ocorrer vai ocorrer, e pelo menos estou me divertindo muito.
Zara Larsson se apresenta na edição brasileira do Lollapalooza 2018
Fábio Tito/G1
g1 – Sim, dá para perceber. Falando do álbum, você mencionou o Brasil… tem uma batida ligeiro de funk brasiliano na música “Hot and Sexy”. Me conta um pouco mais sobre isso. Foi inspirado talvez pela sua vinda cá em 2024, para o Rock in Rio?
Zara – Com certeza foi. Foi totalmente. Depois do Rio, eu me diverti muito lá, fiquei tipo uma semana a mais com meu namorado, minha mana veio também. Um colega meu de LA também foi e a gente ficou explorando a cidade, absorvendo tudo, curtindo festas, comendo churrascos incríveis. E eu também adoro passar tempo com Dennis DJ. Ele fez um churrasco maravilhoso para nós também.
Eu simplesmente senhoril o ritmo. Senhoril o tempo da batida. Senhoril o que isso me faz sentir. Me faz dançar.
Eu também tive, sabe, um dos maiores shows do ano pretérito no Rock in Rio. Mas também, fazendo isso, é uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo porque eu me divirto muito, tenho muitas ambições, mas mesmo naquele show fiquei tipo: “Queria ter mais produção, queria que tivesse ainda mais gente nesse palco.”
É uma vez que se nunca estivesse totalmente satisfeita. E hum, isso também inspirou o que falo na música “The Ambition”. Porque “Hot and Sexy” tem essa vibe de funk, mas acho que “The Ambition” ainda mais reflete o que me inspirou. Mas sim, eu senhoril pra caralho. Senhoril o funk brasiliano. Acho incrível. Escuto o tempo todo.
g1 – Também adorei a filete “Eurosummer”. A gente tinha no Brasil uma coleção de CDs muito famosa nos anos 2000/2010, chamada Summer Eletrohits, e tinha sucessos de eurodance uma vez que “Mr. Saxobeat” e “Crazy Frog”. Uma vez que esse som te influenciou, sendo uma europeia crescendo nos anos 2000?
Zara – É totalmente essa vibe! Tem aquele toque europeu, tipo do leste, uma vez que em “Mr. Saxobeat”, aquele tipo de música romena com harmónica, que é muito daquele tempo, e eu adoro porque é muito nostálgico para mim. Tipo, todas aquelas faixas realmente eurodance. A gente quis fazer alguma coisa assim e folgar com isso.
E também para tanger uma vez que: “Ok, o que poderia tocar em um clube de praia super chique na Riviera Francesa, mas também em um bar na Croácia, referto de jovens bêbados de 18 anos?”. Queria que ainda fosse internacional, mas europeu, porque o verão europeu só dura umas oito semanas no supremo.
Logo é limitado, mas rebuçado, e você tem que aproveitar enquanto dura. Meio uma vez que o que estou falando. Mal posso esperar para fazer um remix, ter uns bons feats, e em 2026 realmente curtir uma sarau ouvindo isso em um verão europeu.
Fonte G1
