Oasis mostra que está à altura de seu repertório em

Oasis mostra que está à altura de seu repertório em show – 22/11/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

O Oasis fez um show de lavar a espírito dos fãs no estádio do Morumbi na noite deste sábado (22), em São Paulo. A filarmónica trouxe a turnê “Live ‘25”, que reúne no palco os irmãos Noel, guitarrista e vocalista, e Liam Gallagher, vocalista, depois de 16 anos separados.

O que até o ano pretérito parecia impossível se concretizou diante dos olhos de 68 milénio pessoas, segundo a organização do evento. Não só os irmãos, protagonistas de uma das grandes rivalidades da música pop, voltaram a conviver em simetria —ao menos no palco— porquê o show mostrou que a performance deles continua à fundura de seu repertório.

Na verdade, talvez esteja até melhor do que no termo dos anos 1990 e na dezena de 2000, quando o Oasis passou a incluir o Brasil em suas turnês. O show no Rock in Rio de 2001 foi o maior em termos de tamanho de público, mas nenhuma das apresentações da filarmónica no país foram unanimidade para a sátira.

Agora, se falta a força caótica dos anos 1990, a performance também não foi atabalhoada ou sem força. Liam, aos 53 anos, se esforçou para conseguir toar porquê nos melhores momentos —ele atingiu as notas altas e o ronco no fundo da voz manteve a potência.

Dissemelhante de todos os outros três shows do Oasis em São Paulo, desta vez a filarmónica não se apresentou para uma plateia sob chuva —ainda que ela estivesse prevista pela meteorologia. Em seguida um dia de sol e calor, a noite na zona sul foi de temperaturas amenas.

O show de lisura ficou a função de Richard Ashcroft, conterrâneo e contemporâneo da atração principal. Ele aqueceu a plateia com os sucessos de sua ex-banda, The Verve, culminando na performance de “Bitter Sweet Symphony”, hit que encerrou o show de 45 minutos sob as luzes dos celulares.

O Oasis entrou em cena por volta de 21h05, com “Hello”, “Acquiesce” e “Morning Glory”. A resposta do público deu o tom de porquê seria a noite —cervejas para o cimo, gente pulando até nas arquibancadas e coros na maior segmento do repertório.

A comoção mostrou porquê a obra do Oasis não perdeu força e pode ter ficado até mais conhecida com o passar dos anos. A filarmónica ficou 18 anos em atividade, além de outros 16 separada. Em 2009, quando tocou em São Paulo pela última vez, o grupo reuniu muro de 15 milénio pessoas. Os dois shows no Morumbi, com ingressos esgotados, totalizarão quase 140 milénio presentes.

Se o público se importa mais com o Oasis, o contrário também pareceu verdade. O guitarrista Paul “Bonehead” Arthurs, integrante da formação original, tocou usando uma camiseta da seleção brasileira, de volta à turnê em seguida se alongar para o tratamento de um cancro. Além dele, de Noel e de Liam, a filarmónica teve Gem Archer na guitarra, Andy Bell no grave e Joey Waronker na bateria.

A sensação universal foi a de que todo mundo ali participava de um momento único, em que deixaram as diferenças de lado para proteger um repertório, quase todo devotado aos três primeiros álbuns — “Definitely Maybe”, de 1994, “(What’s the Story) Morning Glory”, de 1995, e “Be Here Now”, de 1997— e os lados B dessa idade que saíram depois.

Esse é o período mais importante do Oasis, que se tornou a maior filarmónica de rock do mundo gravando por um selo independente. A música captava o cotidiano —regado a drogas, permeado por violência e futebol—, os dramas, as tensões entre os irmãos e a sede de vida daquela juventude.

No palco, é porquê se a filarmónica tivesse dois lados. Um deles são os rocks com influência do punk e camadas densas de guitarras distorcidas, porquê “Supersonic”, “Rock ‘n’ Roll Star” e “Bring It On Down”. O outro é devotado às baladas puxadas ao violão —porquê a sequência cantada por Noel, com “Talk Tonight”, “Half the World Away” e “Little by Little”.

A plateia cantou junto na maior segmento das músicas. Em “Cigarettes & Alcohol”, até quem estava nas arquibancadas pulou junto no tradicional “poznan”—quando a plateia pula viradela de costas para o palco. A filarmónica pegou a teoria da torcida do Manchester City, clube inglês de futebol pelo qual os irmãos são fanáticos.

A estrutura de palco foi simples e sem estripulias. O telão teve uma animação ou outra, mas não abriu mão do principal —era grande o suficiente e quase sempre exibia imagens da filarmónica em ação. Liam até falou cá e ali com a plateia, mas tudo foi tudo foi resumido ao importante —a música. O som estava cimo, a classe de guitarras distorcidas e os vocais estavam tinindo.

É um pouco porquê a própria música do Oasis, que é simples, direta, bebe diretamente dos Beatles, do punk inglês e das guitarras dos Smiths. Nem quando surgiu, há trinta anos, representava alguma novidade no rock, mas ainda assim é capaz de movimentar multidões.

No palco isso se explicou pela soma da força dos irmãos. Por mais que Noel cante muito, suas músicas soaram épicas na voz do irmão. Do lado de Liam, ninguém poderia inventar zero mais adequado para ele trovar.

Numa era marcada por artistas solo, o Oasis mostrou porquê a música pode crescer quando tocada por uma filarmónica. Não foi zero além daquela junção no palco que emocionou a tamanho em São Paulo.

A turnê “Live ‘25” chega ao termo neste domingo, no mesmo estádio. Oferecido o sucesso da excursão, não é de se estranhar que ela seja estendida. Mas, em se tratando dos irmãos Gallagher, não dá para saber o que vem por aí.

Folha

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