O Brasil entrou de vez no k-pop. Cada vez mais artistas de cá têm feito músicas com nomes do pop da Coreia do Sul, e as parcerias chegam ao vértice com um lançamento duplo: Pabllo Vittar apresenta sua segunda música com o grupo feminino Nmixx e Melody faz um feat com a boyband 82Major.
Uma das reuniões mais emblemáticas entre os dois países é a de Pabllo Vittar, fã declarada de k-pop, com o Nmixx, sexteto de uma das maiores gravadoras dessa indústria, a JYP. As seis garotas vieram a São Paulo para participar do conjunto de Carnaval da Pabllo e gravar o clipe de “Tic Tic”, na qual cantam em português. O single foi lançado na quinta (26) e o vídeo vai ao ar em 23 de março.
Pabllo ainda colocou Haewon, Lily, Sullyoon, Bae, Jiwoo e Kyujin para dançar batidas de funk em “Mexe”, de agosto do ano pretérito. Daquela vez, foi Pabllo quem viajou à Coreia do Sul para gravar a música, também cantada em português e inglês. A colaboração surgiu em seguida trocas de mensagens de assombro públicas. A maranhense entrou em contato com a JYP e a proposta foi aceita. O feat marcou o primeiro de uma drag queen no k-pop, resultado de um país conservador.
Cantora do hit “Jetski”, Melody vai apresentar ao vivo seu feat com o 82Major, grupo ainda pouco sabido, nas cinco paradas da turnê da boyband pelo Brasil, que começa por Brasília, no dia 7. Ela viajou ao país asiático para gravar “Tie You Down”, no qual canta em inglês, com lançamento marcado para 2 de abril.
A primeira grande parceria internacional veio em setembro de 2023, quando Anitta e TXT, boyband da mesma empresa do BTS, lançaram “Back For More”. Cantada em inglês e espanhol, a tira rendeu clipe e apresentação no VMA.
A música traz batidas de funk, que tem ganhado popularidade pelo mundo e também virou tendência no pop da Coreia do Sul. “O poder da música brasileira não tem fronteiras e ‘Back for More’ é meio que uma prova disso, sabe? Senhor os encontros que o funk nos proporciona”, comentou a cantora à quadra, em nota enviada.
Alok, DJ de renome global, também estreitou a relação com a terreno dos k-dramas. Participou da final de “The King of Poong-Ryu”, reality de música tradicional, em 2021, e gravou clipe de “Under the Full Moon”, em parceria com os cantores Kim Jun Su (ex-TVXQ) e Sonnet, vencedora do primeiro The Voice coreano.
Ele produziu ainda um remix solene com a faixa-tema de “Round 6” e de “Without You”, lançada pelo grupo misto Kard. Em 2023, até fez um set no show em São Paulo de Jackson Wang, integrante do GOT7, que conheceu durante uma campanha publicitária nos Estados Unidos.
“É uma história que tenho estabelecido com o k-pop já faz alguns anos”, diz Alok. “É incrível ver o incremento do k-pop no mundo e uma vez que ele tem quebrado barreiras. Um país que até portanto a gente sabia pouco a saudação se tornou um polo fortíssimo do entretenimento.”
“Os artistas são super completos, além de trovar, eles dançam, interpretam, tem todo um lance performático que faz segmento do gênero e que me interessa muito”, completa.
A cantora Francinne pouco conhecia da cultura coreana quando surgiu o invitação para uma parceria com Spax, membro do extinto grupo Blanc7. Em 2021, eles gravaram “Te Quiero Mas” em português e coreano. “Só conhecia ‘Gangnam Style’, do Psy, e tinha noção dos clipes que são surreais”, ela diz.
A partir dali, a gaúcha começou uma mergulho nessa cultura para uma novidade temporada da curso. Passou meses na Coreia do Sul e viveu uma experiência de ídolo de k-pop, com treinamentos intensivos do linguagem, esquina e dança. “Tive que ensaiar várias vezes. Tudo lá é muito dissemelhante, tem muita dedicação e não tem espaço para brincadeirinha”, conta.
Ela lançou “Fading Like a Moon” e “Goodbye”, cantadas em coreano, e as promoveu em programas da TV asiática. As influências do pop sul-coreano apareceram até “No Cap”, de 2023.
O pop guiou a maior segmento dos trabalhos de Francinne, que também conversou com o funk. Para ela, o sucesso do gênero no outro lado do mundo é representativo. “Um grupo de k-pop fazendo feat com uma brasileira do funk? O funk foi além do que a gente imaginava. É um ritmo muito feliz e dançante, labareda a atenção dos coreanos”, ela diz.
Os brasileiros também estão nos bastidores do k-pop. O duo Tropkillaz já produziu, além de “Back For More”, de Anitta e TXT, “Ay-Yo”, do NCT 127, e um remix de “Better Things”, do Aespa. O invitação para produzir “Chill”, de Lisa, surgiu depois que a integrante do Blackpink usou um sample da dupla no single de estreia solo, “Lalisa”.
Zegon e Lautz observam que a produção das canções dessa indústria são muito detalhadas, com várias etapas de aprovações. “Eles sabem o que querem”, diz Zegon. “É um nível muito ressaltado de produção e segmento técnica, eles realmente pensam na música uma vez que um todo. A geração do k-pop é super rica, não só instrumental”, completa Lautz.
“Isso é um tanto novo para nós, não conhecíamos muito esse universo. Estamos achando tudo risonho”, diz Zegon. Os fãs, eles dizem, comemoraram as colaborações uma vez que se fosse uma vitória do Brasil.
A cantora mineira Isa Guerra decidiu deixar de ser somente fã de k-pop para fazer segmento dessa indústria, e começou a imaginar letras de músicas para sugerir a gravadoras sul-coreanas. Em 2022, veio a primeira música que levava seus créditos, “Dimension”, de um sub-grupo do TripleS. Hoje, já são 18 faixas com seu nome, para artistas uma vez que I-dle, Kep1er, Nmixx e Eunbi.
A teoria surgiu enquanto assistia a clipes nos dias de isolamento da pandemia. “De repente, pensei: ‘e se eu escrevesse para os meus grupos favoritos?’. Isso me trouxe uma luz”, relembra. “Pensar em uma vez que seriam as músicas, uma vez que seria redigir num estilo que eu nunca tinha explorado antes. Agarrei essa vontade e não soltei mais.”
Guerra compõe desde novidade e foi uma das finalistas do The Voice 2018, aos 18 anos. Gerar uma música de k-pop é mais multíplice, afirma, e ser fã conta a seu obséquio. “A estrutura músico é muito específica. Quando escrevemos para um grupo, por exemplo, equilibramos as partes de convénio com o número de integrantes que são rappers e vocalistas. É preciso gravar muito mais backings, a produção e finalização precisam estar praticamente impecáveis e isso tudo precisa ser feito rápido.”
A mineira diz que escreve quase uma música por dia junto a outros produtores para propor às gravadoras, e explica que, em alguns casos, elas entram em contato pedindo faixas que possam se encaixar em um grupo ou pedem para fabricar um tanto a partir de conceitos específicos.
Ela participa de sessões online e vai a acampamentos de elaboração no país asiático. “Existe gente do mundo todo fazendo múicas para artistas coreanos”, diz. E tem um tanto que escuta com frequência de profissionais do k-pop que conhece: “O fã brasiliano é muito sabido pela intensidade com que demonstra sua paixão”.
