Paquetá é inocentado em caso de suspeita de manipulação

Paquetá é inocentado em caso de suspeita de manipulação – 31/07/2025 – Esporte

Esporte

O meia Lucas Paquetá foi inocentado nesta quinta-feira (31) no caso que investigava a suspeita de participação em esquema de manipulação de partidas da Premier League para propiciar apostadores.

Em maio de 2024, o jogador de 27 anos do West Ham havia sido réu pela FA (Football Association, a federação inglesa de futebol) de forçar o recebimento de cartões amarelo em quatro partidas do campeonato inglês, em 2022 e 2023.

“Uma percentagem reguladora independente concluiu que as acusações de má conduta contra Lucas Paquetá, do West Ham United, por supostas violações da Regra E5 da FA, não foram comprovadas”, informou a federação em nota publicada nesta quinta-feira.

O jogador formado na base do Flamengo publicou uma nota nas redes sociais em que celebrou a decisão e agradeceu aos familiares e ao seu clube pelo pedestal.

“Desde o primeiro dia desta investigação, mantive minha inocência contra essas acusações extremamente graves. Não posso proferir mais zero neste momento, mas gostaria de expressar o quanto sou grato a Deus e o quanto estou ansioso para voltar a jogar futebol com um sorriso no rosto”, afirmou Paquetá.

“À minha esposa que nunca soltou minha mão, ao West Ham United, aos torcedores que sempre me apoiaram, e à minha família, amigos e equipe jurídica que me apoiaram —obrigado por tudo”, acrescentou.

Ele foi denunciado sob a regra E5.1 do regulamento de competições da federação inglesa, que diz que o jogador “não deverá, direta ou indiretamente, tentar influenciar, para fins impróprios, o resultado, o progresso, a conduta ou qualquer outro paisagem em conexão com um jogo ou competição”.

Os jogos em que o desportista teria recebido cartão de propósito foram contra Leicester (12 de novembro de 2022), Aston Villa (12 de março de 2023), Leeds (21 de maio de 2023) e Bournemouth (12 de agosto de 2023).

A denúncia da federação inglesa sustentava que Lucas Paquetá “buscou diretamente influenciar o curso, a conduta ou qualquer outro paisagem ou ocorrência nessas partidas, propositadamente procurando receber um cartão do louvado com o propósito incoveniente de afetar o mercado de apostas para que uma ou mais pessoas lucrassem com apostas.”

Apesar da decisão inocentando Paquetá, a percentagem reguladora considerou comprovadas as acusações de má conduta contra o jogador por supostas violações da Regra F3 da FA, por supostas falhas em executar as obrigações de responder perguntas e fornecer informações à investigação.

A percentagem ainda decidirá uma sanção apropriada para essas violações o “mais breve verosímil”.

A federação disse ainda que “aguarda as justificativas escritas da percentagem reguladora em relação às suas decisões sobre as acusações e não fará mais comentários até esse momento.”

A federação ainda pode recorrer da decisão tomada por um comitê independente junto ao CAS (Galanteio Arbitral do Esporte).

Paquetá chegou ao West Ham em 2022 por 43 milhões de libras (R$ 321 milhões) vindo do Lyon.

Por conta do processo, negociações para sua transferência para o Manchester City acabaram frustradas, e o meia chegou a chorar em campo em seguida receber um cartão amarelo do louvado em partida contra o Tottenham. Ele foi substituído sete minutos depois.

Curso de Lucas Paquetá

  • Flamengo (2016 a 2019) – 95 jogos, 18 gols e 8 assistências
  • Milan (2019 e 2020) – 44 jogos, 1 gol e 3 assistências
  • Lyon (2020 a 2022) – 80 jogos, 21 gols e 13 assistências
  • West Ham (clube atual) – 120 jogos, 18 gols e 14 assistências
  • Seleção brasileira (estreia em 2018) – 55 jogos e 11 gols
  • Valor totalidade das três transferências: 104,35 milhões de euros (R$ 676 milhões, na cotação atual)
  • Principais títulos: Despensa América (seleção brasileira), Conference League (West Ham), Campeonato Carioca e Despensa São Paulo (Flamengo)

Manancial: Transfermarkt

Paquetá seguiu atuando normalmente pela equipe da Premier League, mas foi despegado da seleção brasileira pelo logo técnico Fernando Diniz, quando as denúncias vieram a público.

Ele voltou a ser chamado para a formação vernáculo em 2024, com a chegada de Dorival Júnior.

Outros casos

O ex-Botafogo Luiz Henrique, também com convocações recentes para a seleção brasileira e hoje no Zenit, da Rússia, e Bruno Henrique, do Flamengo, foram outros atletas que tiveram os nomes envolvidos recentemente com as crescentes suspeitas em torno do mercado de apostas no futebol.

Atletas de menor projeção também já receberam punições pela participação nos esquemas de apostas, que vão desde a suspensão temporária até o deportação do futebol, frutos da operação Penalidade Máxima, do MP-GO (Ministério Público de Goiás).

O atacante rubro-negro foi denunciado em junho pelo MP-DF (Ministério Público do Região Federalista) pelos crimes de estelionato e fraude esportiva.

Segundo a investigação da Polícia Federalista, ele teria compartilhado informação antecipada sobre o recebimento de um cartão amarelo em uma partida do Campeonato Brasílico de 2023 para beneficiar um esquema de apostas esportiva.

Caso seja réprobo, as penas máximas podem chegar a até 17 anos e oito meses de prisão. O MP-DF pediu ainda que Bruno Henrique pague R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

Quando foi indiciado, em abril, a resguardo de Bruno Henrique afirmou que o desportista “nunca esteve envolvido em esquema de apostas.”

Já Luiz Henrique é mira de investigação na Espanha por suposto envolvimento com uma “organização criminosa dedicada à manipulação de resultados nas apostas desportivas”.

O nome do atacante apareceu em relatório de 2023 da SportsRadar, empresa que monitora movimentações suspeitas em apostas, por culpa de um volume incomum de apostas casadas: ele, logo no Betis, da Espanha, e Lucas Paquetá, no West Ham, receberiam cartões amarelos em suas partidas, o que de vestuário ocorreu.

Segundo o UOL, familiares de Paquetá fizeram transferências de R$ 40 milénio para Luiz Henrique, dias depois.

O jogador também negou que tenha participado do esquema de apostas. “Acho que querem extinguir o meu cintilação, mas eu sei que não vão conseguir. Sei que Deus está comigo, minha família está comigo, e zero disso está acontecendo”, declarou.

No futebol brasiliano, jogadores que, segundo a investigação do MP-GO, aceitaram participar dos esquemas foram suspensos temporariamenter, caso do zagueiro Eduardo Bauermann e o do atacante Alef Manga. Eles receberam suspensões de 360 dias e hoje atuam por Pachuca, do México, e Avaí, respectivamente.

Aqueles que participaram e também buscaram seduzir outros atletas receberam pena mais dura, com o deportação do esporte, caso de Marcos Vinicius Alves Barreira, ex-Vila Novidade, Ygor Catatau (Sampaio Corrêa), Gabriel Tota (Juventude) e Matheus Phillipe (Olaria).

Folha

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