Paris Hilton: Sobrevivemos a qualquer coisa após os 2000

Paris Hilton: Sobrevivemos a qualquer coisa após os 2000 – 06/01/2026 – Ilustrada

Celebridades Cultura

“A primeira vez que me apresentei uma vez que DJ na vida foi em São Paulo, em 2012. Fiz o fecho de um show de Jennifer Lopez”, diz Paris Hilton à repórter, numa sala decorada com móveis e almofadas com estampa de oncinha. A entrevista por videoconferência, no mês pretérito, aconteceu num pausa das gravações de seu próximo álbum, o terceiro de sua curso músico.

Socialite, personalidade da mídia, famosa por ser famosa. Quem nunca leu ou ouviu o nome Paris Hilton associado a um desses adjetivos derrogatórios? Foi logo que ela surgiu, ao lado de sua mana mais novidade, Nicky, no final dos anos 1990, primícias do novo século, em fotografias tiradas, invariavelmente, chegando ou saindo de baladas frequentadas por outros jovens famosos, ricos ou as duas coisas.

E ela, linda e loira, com esse nome que é um endereço e também um robusto cartão de visitas. Ninguém precisou de muito mais contexto para entender quem era aquela rapariga nas imagens.

“Minha vida acontecia nas pistas dos clubes, mas as pessoas só viam o que rolava do lado de fora, onde estavam os paparazzi”, afirma a hoje mãe de dois meninos, dona de um predomínio chamado 11:11 Media —um grande guarda-chuva dos seus muitos negócios, dentre eles de perfumes, produtos para a pele, roupas e acessórios, assim uma vez que conteúdos, licenciamentos e investimentos.

Hoje, Paris Hilton tem uma riqueza avaliada em US$ 300 milhões, semelhante àquela de seus pais, feita de forma independente.

Hilton, talvez por legado de família, tem um apreço peculiar por imóveis de supino padrão. Para ter uma teoria de uma vez que ela gosta de viver muito —e organizar seus inúmeros sapatos de salto pela cor—, vale rever o filme “Bling Ring: A Gangue de Hollywood”, de Sofia Coppola, que usou a mansão da estrela em Los Angeles uma vez que locação.

Inspirado em fatos, o filme acompanha um grupo de jovens da cidade obcecados por celebridades que seguiam suas famosas preferidas pela internet e, quando percebiam que uma delas estava fora da cidade, invadiam seus endereços para roubar roupas e objetos de valor, uma vez que joias e relógios.

Na quadra, Paris Hilton tinha pouco mais de 20 anos e já tinha uma assistente contratada para cuidar de seus contratos de protótipo, de seus looks para as festas e fazer a produção necessária para que a jovem estivesse sempre no lugar visível, na hora exata, com uma roupa que não tinha sido usada antes. O nome dessa assistente era Kim Kardashian.

Quase duas décadas depois do lançamento de seu primeiro álbum, a estrela decidiu voltar aos estúdios e lançou, há dois anos, o álbum “Infinite Icon”, ao mesmo tempo em que uma equipe de documentaristas acompanhava a preparação para o primeiro show de sua turnê. O resultado é o longa-metragem “Infinite Icon: Uma Memória Visual”, que chega aos cinemas do país no termo deste mês.

Dirigido por J.J. Duncan e Bruce Robertson, com uma direção de arte ousada e estilosa —meio no estilo grandioso de um “Xanadu”—, o filme promete revelar quem é a pessoa por trás dos infinitos cliques, das luzes dos flashes e das capas dos tabloides.

Paris Hilton conta que o que a fez levar tanto tempo entre um álbum e outro não foi falta de inspiração, mas sim de prioridade. “Viajei mais de 250 dias por ano durante duas décadas. Eu administro todo o meu predomínio de negócios, todas as minhas linhas de produtos. Eu simplesmente não tinha tempo”, afirma.

O filme repassa toda a sua vida. Conta desde a puerícia até os maiores desafios do primícias da mocidade, quando estudou num escola interno —onde diz que sofreu abusos psicológicos e sexuais.

Hilton saiu do inferno direto para as pistas de dança, em procura da liberdade e do poder que as noites prometem. No caminho, no entanto, deu de face com a período mais nefasta da cultura de tabloides dos anos 2000, em que imagens digitais e de fácil aproximação —logo vendidas por muito quantia para as revistas de fofocas— transformaram a juventude e os excessos em commodity.

“No primícias era tudo risonho, engraçado, comecei a ser reconhecida na noite, e as pessoas publicavam fotos minhas nas revistas. O tratamento comigo e com minhas amigas não foi cruel logo no princípio, isso foi piorando com o tempo”, afirma.

“No início dos anos 2000, a mídia e o mundo tratavam as mulheres jovens assim, era considerado normal. E as revistas enfocaram um pequeno grupo de nós. Em vez de socialites, que apareciam em fotos em colunas sociais, viramos entretenimento. Mas ninguém nos avisou que isso ia suceder, não houve uma conversa prévia. Naquela quadra, tudo era muito normalizado. Foi muito doloroso e difícil de passar, principalmente porque eu tinha vivido tantos traumas na mocidade e ninguém sabia”, afirma.

“Mas, de certa forma, isso me preparou para Hollywood, fiquei muito poderoso depois de passar por tanta coisa. Acho que esse foi um dos motivos pelos quais eu consegui sobreviver. Vi muitas pessoas que desistiram no caminho, não conseguiram sobreviver porque é muita pressão, é muito traumático”, lembra a notoriedade.

Hilton fazia segmento da mesma turma de meninas jovens, ricas, solteiras e a termo de se divertir que Nicole Ritchie, Britney Spears e Lindsay Lohan —e cada uma delas atravessou esse tsunami de interesse do mundo uma vez que pôde.

“Nicole está incrível. Ela tem o negócio dela, é uma mãe maravilhosa e nos divertimos muito juntas. Lindsay está indo muito muito, com filmes novos saindo. Ela também é mãe. E estive com a Britney há alguns dias, fizemos um jantar de natalício para ela”, afirma, sobre as amigas.

“Britney, principalmente, teve de ser muito poderoso para passar por tanta coisa. Tenho muito orgulho das minhas meninas. Todas nós somos ícones e muito resilientes. Se você conseguiu sobreviver aos anos 2000, consegue sobreviver a qualquer coisa.”

Folha

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