Entender mais sobre a ciência das fibras têxteis pode não exclusivamente ajudar a evitar o encolhimento das roupas, mas também pode ajudar a “resgatar” uma peça ocasional depois um acidente na lavanderia.
Freepik
Quando seu vestido ou camisa favorita encolhe na lavagem, pode ser devastador, principalmente se você seguiu as instruções à risca. Infelizmente, alguns tecidos parecem ser mais propensos a encolher do que outros — mas por quê?
Entender mais sobre a ciência das fibras têxteis pode não exclusivamente ajudar a evitar o encolhimento das roupas, mas também pode ajudar a “resgatar” uma peça ocasional depois um acidente na lavanderia.
Tudo se resume às fibras
Para saber mais sobre o encolhimento das roupas, primeiro precisamos entender um pouco sobre porquê os tecidos são feitos.
Fibras têxteis comuns, porquê algodão e linho, são feitas de vegetais. Essas fibras são irregulares e enrugadas em sua forma oriundo. Se você se aproximar delas, verá milhões de minúsculas moléculas de celulose de masmorra longa que existem naturalmente em formas espiraladas ou convolutas.
Durante a fabricação têxtil, essas fibras são mecanicamente puxadas, esticadas e torcidas para endireitar e alinhar essas cadeias de celulose. Isso cria fios longos e lisos.
Em nível químico, também existem ligações entre as cadeias, chamadas ligações de hidrogênio. Elas fortalecem a ligamento e o fio, tornando-os mais coesos.
VEJA TAMBÉM:
Por que a gente insiste no erro? Cientistas explicam que não é por falta de atenção
Os fios são tecidos ou tricotados para formar tecidos, o que retém a tensão que mantém as fibras lado a lado.
No entanto, essas fibras têm boa “memória”. Sempre que expostas ao calor, à umidade ou a ações mecânicas (porquê a motim na máquina de lavar), elas tendem a relaxar e retornar ao seu estado original, enrugado.
Essa memória das fibras é a razão pela qual alguns tecidos amassam tão facilmente e alguns deles podem até encolher depois a lavagem.
Uma vez que a lavagem encolhe o tecido?
Para entender o encolhimento, precisamos novamente ir mais a fundo no nível molecular. Durante a lavagem, a chuva quente ajuda a aumentar o nível de pujança das fibras – isso significa que elas se agitam mais rapidamente, rompendo as ligações de hidrogênio que as mantêm no lugar.
A forma porquê um tecido é tricotado ou tecido também desempenha um papel. Tecidos de malha frouxa têm mais espaços abertos e laçadas, tornando-os mais suscetíveis ao encolhimento. Tecidos de trama fechada são mais resistentes porque os fios ficam presos no lugar, com menos espaço para se movimentar.
Aliás, a celulose é hidrofílica – ela atrai chuva. As moléculas de chuva penetram nas fibras, causando inchaço e tornando-as mais flexíveis e móveis. Somando-se a tudo isso, há a ação de tombar e torcer dentro da máquina de lavar.
Todo o processo faz com que as fibras relaxem e retornem ao seu estado oriundo, menos esticadas e enrugadas. Uma vez que resultado, a peça encolhe.
Soda cáustica x sabão em pó: entenda por que a substância corrosiva não é a vilã da máquina e das roupas
Não é só chuva quente – eis o porquê
Isso não acontece exclusivamente com chuva quente, porquê você já deve ter percebido com roupas feitas de rayon, por exemplo.
A chuva fria ainda pode penetrar nas fibras, fazendo-as turgescer, devido à ação mecânica da máquina de lavar. O efeito é menos dramático com chuva fria, mas pode sobrevir.
Para minimizar o encolhimento, você pode usar chuva fria, a velocidade de centrifugação mais baixa ou o ciclo mais suave disponível, principalmente para algodão e rayon. Os rótulos das máquinas nem sempre explicam completamente o impacto da velocidade de centrifugação e da motim. Em caso de incerteza, escolha uma feição “delicada”.
E a velo?
Fibras diferentes encolhem de maneiras diferentes; não há um mecanismo único que sirva para todos.
Enquanto os tecidos à base de celulose encolhem conforme descrito supra, a velo é uma ligamento de origem bicho feita de proteínas de queratina. Sua superfície é coberta por pequenas escamas sobrepostas chamadas células de cutícula.
Durante a lavagem, essas cutículas se abrem e se entrelaçam com as fibras vizinhas, causando o emaranhamento das fibras ou “feltragem”. Isso faz com que a roupa pareça mais densa e menor – em outras palavras, ela encolhe.
Por que os sintéticos não encolhem tanto?
Fibras sintéticas, porquê poliéster ou náilon, são feitas de polímeros à base de petróleo, projetados para segurança e duração.
Esses polímeros contêm regiões mais cristalinas que são altamente ordenadas e agem porquê um “esqueleto” interno, evitando que as fibras enruguem.
Cientistas e engenheiros têxteis também estão trabalhando em tecidos que resistem ao encolhimento por meio de design avançado de materiais. Entre as inovações promissoras estão os fios mistos que combinam fibras naturais e sintéticas.
Alguns pesquisadores estão trabalhando em polímeros com memória de forma que podem mudar de forma – ou retornar a uma forma anterior – em resposta à temperatura ou à chuva, por exemplo. Isso é dissemelhante de tecidos elásticos (porquê os usados em roupas esportivas), que são compostos de fibras altamente elásticas que “retornam” ao seu estado original depois o estiramento.
Uma vez que posso desencolher uma peça de roupa?
Se uma peça de roupa favorita encolheu na lavagem, você pode tentar recuperá-la com oriente método simples.
Mergulhe delicadamente a peça em chuva morna misturada com condicionador de cabelo ou xampu de bebê (aproximadamente uma colher de sopa por litro). Em seguida, estique cuidadosamente o tecido de volta ao formato original e seque-o na nivelado ou sob ligeiro tensão – por exemplo, pendurando a peça em um varal.
Isso funciona porque os condicionadores contêm substâncias químicas conhecidas porquê surfactantes catiônicos. Eles lubrificam temporariamente as fibras, tornando-as mais flexíveis e permitindo que você coloque tudo de volta no lugar com zelo.
Esse processo não consegue volver completamente o encolhimento extremo, mas pode ajudar a restaurar secção do tamanho perdido, tornando as roupas usáveis novamente.
*Nisa Salim é diretora do Laboratório Pátrio de Testes Swinburne-CSIRO para Fabricação de Aditivos Compostos na Universidade de Tecnologia de Swinburne.
**Levante texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.
Fonte G1
