Por que animações infantis estão indo mal de bilheteria

Por que animações infantis estão indo mal de bilheteria – 02/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

“Elio”, a novidade superprodução do estúdio de animação Pixar, mostra um menino que foi levado da Terreno para o espaço sideral. O esboço em si, porém, não decolou.

A produção rendeu somente US$ 21 milhões (murado de R$ 114,5 milhões) de bilheteria nos Estados Unidos no termo de semana de franqueza e US$ 14 milhões (murado de R$ 76,3 milhões) no resto do mundo —estreia mais fraca da história da Pixar

“Porquê Treinar o Seu Dragão”, da DreamWorks, arrecadou quase o duplo, mesmo já tendo entrado em edital uma semana antes. E até “Extermínio: A Evolução” —a proeza zumbi do diretor e produtor Danny Boyle, filmada em um iPhone—, atraiu mais espectadores do que “Elio”.

Que diferença um único ano pode fazer!

Em junho de 2024, o filme anterior da Pixar, “Divertida Mente 2”, atingiu quase US$ 1,7 bilhão (murado de R$ 9,3 bilhões), consolidando sua posição de maior sucesso de bilheteria do ano pretérito. E não foi o único.

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Times em dezembro qualificou o ano de 2024 porquê “uma novidade era dos filmes para a família”. Para o jornal, “a recessão da pandemia oficialmente passou e uma novidade salvação para as bilheterias retornou a Hollywood”.

Outros títulos infantis mencionados na reportagem foram “Meu Malvado Predilecto 4”, “Moana 2”, “Mufasa: O Rei Leão” e “Sonic 3”. Juntos, eles renderam murado de US$ 6,85 bilhões (murado de R$ 37,35 bilhões).

Embora seja difícil impugnar os números, também não se pode ignorar o indumentária de que todos esses filmes giram em torno de universos já conhecidos.

E, em 2025, os maiores filmes para a família incluem “Um Filme Minecraft” e as versões live-action de “Lilo & Stitch” e “Porquê Treinar o Seu Dragão”.

Mas o fracasso de “Elio” indica que, hoje em dia, é muito mais difícil fazer sucesso com um filme que não seja uma prolongação, história anterior, remake, adaptação de vídeo game ou alguma combinação confusa de todos os mencionados supra.

Parece que, entre os espectadores mais jovens, a falta de privança gera desprezo.

Sim, houve alguns filmes infantis originais lucrativos nos últimos tempos, porquê “Os Caras Malvados” (2022) e “Robô Selvagem” (2024). Mas estes dois são adaptações de livros.

O que não temos visto ultimamente são megassucessos originais, desses que vendem brinquedos e viram musicais da Broadway. Os dias dos fenômenos que dão origem a franquias —porquê “O Rei Leão”, Toy Story e “Frozen”— parecem ter ficado para trás.

Porquê destacou o jornalista Brooks Barnes recentemente no jornal americano The New York Times, “Ruby Oceânico: Monstro Juvenil”, da DreamWorks, e “Patos!”, da Illumination, foram fracassos de público em 2023. E outra recusa daquele ano foi “Wish: O Poder dos Desejos”, a produção que marcou o centenário da Disney.

Em 2022, “Mundo Estranho”, também da Disney, foi uma das maiores bombas de bilheteria da história. “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, da Pixar, teve fraco desempenho em 2020. E duas outras produções originais do estúdio —”Soul” (2020) e “Red: Crescer é uma Fera” (2022)— foram direto para o streaming, no Disney+.

Levante fenômeno pode ser atribuído, em segmento, à pandemia de Covid-19.

Em alguns casos, os filmes fracassaram devido à queda universal de público nos cinemas. Outras produções não foram lançadas na tela grande. E as pessoas se acostumaram, durante os lockdowns, a presenciar aos novos filmes em lar.

Mas esta é somente segmento da história —e “história” pode ser a palavra-chave.

O problema por trás desta questão é que os filmes para a família que fracassaram nos anos 2020 não têm roteiros suficientemente claros e estimulantes para atrair espectadores de todas as idades e níveis de concentração.

Cozinheiros demais

“Elio”, por exemplo, é a gula e feliz história de um menino solitário que aprende a se terebrar para as amizades. Mas sua narrativa divaga de forma confusa.

O longa atravessa muitas cenas até que Elio sai da Terreno e chega à nave estranho psicodélica chamada Comuniverso. Depois, o filme manda Elio para a espaçonave de um vilão. E ele retorna para o Comuniverso.

Elio, logo, volta para a Terreno. Depois, está de novo no Comuniverso. Eu cheguei a mencionar que ele tem um clone na Terreno por segmento do tempo?

Com todas essas idas e vindas, não surpreende que os espectadores mais jovens não saibam ao manifesto o que ele está fazendo e por quê.

As origens do filme podem ajudar a explicar a questão. “Elio” deveria ter sido dirigido por Adrian Molina, usando ideias retiradas da sua própria puerícia em uma base militar.

Mas, em junho do ano pretérito, Domme Shi (de “Red: Crescer é uma Fera”) foi anunciada porquê novidade diretora. Em agosto, Madeline Sharafian foi anunciada porquê codiretora. E os créditos indicam três roteiristas diferentes.

Ou seja: talvez esta seja uma sopa que foi simplesmente preparada por muitos cozinheiros.

Existem vários outros filmes para a família que também foram elaborados por diversas pessoas e são muito complicados. É extremamente difícil, por exemplo, somar os confusos roteiros de “Soul”, “Mundo Estranho”, “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” e “Wish: O Poder dos Desejos”.

Já no clássico da Pixar “Procurando Nemo”, tudo é muito mais fácil: o roteiro está simplesmente no título.

O que estes filmes recentes parecem ter em generalidade é o nervosismo do estúdio para deixar que um diretor roteirista conte uma história simples e engraçada.

Os filmes de animação são notoriamente caros. Calcula-se que “Elio” tenha custado US$ 150 milhões (murado de R$ 818 milhões).

Por isso, é compreensível o impulso de refinar continuamente um cenário, pagando cada vez mais roteiristas para acrescer novos detalhes ao seu mundo de ficção. Mas oriente método de produção em comitê não é a melhor forma de elaborar um roteiro eficiente.

“Você pode sentir a urgência de ter mais uma reunião de roteiro, na qual eles resolvem seus problemas com uma novidade classe de história ou outra dimensão”, segundo o produtor britânico que se tornou crítico de cinema Jason Solomons.

“Mesmo esses filmes menores sempre são extremamente muito pensados, mas tentar amarrar todas as suas pontas soltas, arrematando cada piada e mostrando a transformação de cada um dos personagens, às vezes faz parecer que o mecanismo se rompe, no seu esforço para fazer com que tudo funcione com a quase obrigatória suavidade costumeira.”

“Talvez uma certa maluquice, uma ponta solta cá e ali, pudesse fazer muito?”, questiona Solomons, em entrevista à BBC.

Zero disso significa que as diversas sequências e spin-offs que dominam o mercado de filmes para a família sejam modelos de histórias muito contadas de forma econômica. Mas isso perde valia quando o público conhece o material antes do filme encetar.

Os hábitos de presenciar aos filmes no mundo pós-pandemia incluem, hoje, muito mais bate-papo e rolar de telas no celular do que poucos anos detrás.

Mas os espectadores não precisam se concentrar muito para escoltar um remake de “Porquê Treinar o Seu Dragão” ou “Lilo & Stitch”. Enfim, eles já sabem o que está acontecendo.

O repto para os estúdios, agora, é envolver o público com histórias que eles ainda não conhecem.

Texto disponível originalmente cá.

Folha

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