Preços de memória RAM disparam com corrida por IA

Preços de memória RAM disparam com corrida por IA – 03/02/2026 – Economia

Tecnologia

A crescente demanda por infraestrutura de perceptibilidade sintético (IA) tem impactado os preços no setor de tecnologia. Em 2025, o movimento passou a se intensificar na cárcere global de suprimentos e é indigitado porquê um dos fatores por trás da subida nos preços da memória RAM ({sigla} para Random Access Memory, ou memória de aproximação aleatório).

Levantamento feito pela Folha mostra que o valor do componente subiu até 350% no último ano. Os dados foram coletados a partir de memórias RAM vendidas na Amazon, com base em informações da plataforma de rastreamento de preços Keepa.

Presente em eletrônicos porquê computadores, televisões e celulares, a peça é responsável por armazenar temporariamente os dados que o dispositivo estiver usando em oferecido momento, funcionando porquê uma espécie de memória de limitado prazo.

Ao executar um aplicativo, por exemplo, as informações necessárias para seu funcionamento ficam alocadas na RAM. Em universal, quanto maior a capacidade —medida em GB (gigabytes)—, melhor tende a ser o desempenho do aparelho.

A subida não passou despercebida pelos consumidores. Nas redes sociais, é geral encontrar comentários que relacionam a disparada dos preços da memória à popularização de ferramentas de geração de vídeos e imagens por perceptibilidade sintético.

Segundo especialistas, a elevação dos preços reflete um desequilíbrio entre a poderoso demanda por componentes de tá desempenho —impulsionada por data centers de IA— e a capacidade limitada de produção global de semicondutores.

“As empresas estão alocando grande secção da produção prevista para os próximos anos para atender essa demanda. Com isso, a oferta de fabricantes de semicondutores fica comprometida, o que pressiona os preços e pode provocar escassez”, afirma Maurício Helfer, diretor da dimensão de Informática da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Modelos de perceptibilidade sintético, principalmente os generativos, precisam processar grandes volumes de dados simultaneamente. Para operar em graduação, as empresas recorrem a data centers robustos, com milhares de GPUs (unidades de processamento gráfico), redes de subida velocidade e grandes quantidades de memória.

A memória utilizada nesses data centers não é a mesma RAM encontrada em computadores pessoais, mas porquê a produção de chips é limitada, a crescente demanda por memórias mais avançadas —porquê HBM— acaba afetando o mercado de memória porquê um todo.

“Há poucas fábricas capazes de produzir chips avançados, e a capacidade de fabricação é restrita. Quanto mais o mercado consome, mais surgem gargalos”, dosse Pietro Delai, diretor de pesquisa da IDC (International Data Corporation) para a América Latina.

Segundo estimativa da consultoria norte-americana McKinsey & Company, murado de US$ 7 trilhões (R$ 39 trilhões) deverão ser investidos na construção de data centers até 2030.

FABRICANTES DE MEMÓRIA BUSCAM SE ADAPTAR

Fabricantes de memória porquê Kingston e HP reconhecem o fenômeno. Para Paulo Vizaco, country business manager da Kingston, há uma mudança estrutural na indústria de tecnologia, com projetos de infraestrutura para IA passando a ditar o ritmo do mercado.

“Porquê os fabricantes estão focados em atender essa demanda mais lucrativa, sobra menos espaço nas linhas de produção para as memórias usadas no dia a dia, porquê as de notebooks e celulares”, afirma.

Vizaco diz que os efeitos acabam chegando ao consumidor final. “Quando o dispêndio de fabricação sobe para as montadoras de computadores, o preço do notebook na prateleira também aumenta. É um efeito cascata: a priorização da IA reduz a oferta e encarece a memória para o usuário geral”, disse.

A HP, controladora da marca HyperX, que produz memórias RAM, afirma que acordos comerciais ajudam a limitar secção do impacto da subida demanda. “Para ajudar ainda mais a atender à demanda, estamos avaliando fornecedores para o envio de produtos para a Ásia e Europa”, afirma a empresa em transmitido.

No varejo, fabricantes brasileiros de eletroeletrônicos evitam comentar o tema francamente, mas já admitem ajustes de preços. A Dell afirma que adota medidas quando necessário e procura manter a ininterrupção do fornecimento de seus produtos.

“Nossa cárcere de suprimentos foi projetada para oferecer flexibilidade diante de dinâmicas macroeconômicas”, disse a empresa, em nota. Lenovo e Samsung também foram procuradas, mas não se posicionaram.

Para Helfer, da Abinee, a demanda por IA já começa a se refletir no varejo de eletroeletrônicos. “As empresas estão sendo forçadas a renegociar contratos diante da subida. No mercado consumidor, os reajustes já estão sendo repassados e podem levar à redução das compras de notebooks, desktops, celulares e televisores.”

Segundo dados da Abinee, o setor de informática brasiliano movimentou R$ 47,8 bilhões em 2025, subida de 12% em relação a 2024. As vendas de notebooks e tablets, porém, ficaram praticamente estagnadas na conferência anual, somando R$ 11 bilhões.

ESCASSEZ DEVE PERSISTIR E PREÇOS CONTINUAR EM ALTA

Segundo projeções da Kingston, a expectativa é de aumento de até 60% nos contratos de memórias DRAM —componente fundamental da memória RAM— no primeiro trimestre de 2026. A empresa também afirma não ter perspectiva de queda nos preços no limitado prazo.

“Os pedidos às fábricas seguem em níveis recordes. O que poderia frear essa escalada seria uma desaceleração econômica global, que levasse as empresas a reduzir investimentos, ou avanços técnicos que tornassem os modelos de IA mais eficientes”, diz Vizaco.

No limitado prazo, todavia, a expectativa é de manutenção dos preços em subida. Para Helfer, da Abinee, os reajustes devem continuar ao longo de 2026 e possivelmente até 2027.

“Mesmo no período da Covid, quando houve poderoso aumento da demanda por notebooks e desktops, não enfrentamos um repto dessa magnitude. A expectativa é de que os próximos anos sejam marcados por restrições na oferta de insumos e pressões persistentes sobre os preços.”

Folha

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