Na disputa entre o atual vencedor da Europa e o maior vencedor do continente, ficou evidente que, na versão 2025, o Paris Saint-Germain é superior. A equipe francesa se impôs sobre o Real Madrid, marcou rapidamente três gols e construiu uma vitória por 4 a 0, nas semifinais da Despensa do Mundo de Clubes.
Fabián Ruiz (2), Ousmane Dembélé e Gonçalo Ramos definiram o resultado no MetLife Stadium, em East Rutherford, um placar que não oferece um bom retrato do domínio estabelecido na tarde de quarta-feira (9), mormente no primeiro tempo. Ficou a sensação de que o time com mais títulos mundiais escapou de números piores.
Vencedor nove vezes nas versões anteriores do torneio, o Real Madrid ficou pelo caminho na primeira edição com formato ampliado, com 32 participantes e o regulamento consolidado na Despensa do Mundo de seleções. Farão a final seu carrasco, o PSG, e o Chelsea, no próximo domingo (13), novamente em East Rutherford.
Será a chance para a formação francesa fechar com mais uma taça a temporada 2024/25, que já está em sua história com as conquistas do Campeonato Gálico, da Despensa da França e da Champions League. A julgar pelos resultados recentes e pela atuação contra o Real, parece evidente o nepotismo dos comandados de Luis Enrique.
Nesta quarta, em dez minutos, o goleiro do clube madrileno já havia feito duas boas defesas e tomado dois gols. O PSG começou a partida de maneira avassaladora e deixou o triunfo muito guiado muito rapidamente –com boa ajuda do oponente, que cometeu erros indesculpáveis no campo de resguardo e foi devidamente penalizado.
Aos seis minutos –em seguida uma boa mediação do goleiro Courtois aos quatro e uma fabuloso aos cinco–, Asencio teve dificuldade no domínio dentro da própria extensão e entregou a globo a Dembélé. Courtois derrubou o atacante, mas a sobra ficou com Fabián Ruiz, com o gol ingénuo.
Aos nove, a irregularidade foi grotesca. O bom zagueiro teuto Rüdiger se atrapalhou com a globo dominada, batendo nela com o pé de pedestal antes de desastrada tentativa de passe. Dembélé aproveitou a chance fazendo uso de sua velocidade, avançou até a extensão e bateu no esquina recta de Courtois.
Era de consternação o semblante dos jogadores do Real Madrid, atordoados em campo. Em outra voltagem, os atletas do PSG construíram um extenso domínio e estiveram perto de erigir uma goleada ainda no primeiro tempo –no pausa, segundo a estatística solene, tinham 63% de posse, contra 28% do rival, com 9% em disputa.
Não era uma posse infértil, sem agressividade, porquê ficou evidente aos 24. A equipe foi trocando passes desde a própria extensão com muita facilidade. A globo saiu dos pés do goleiro Donnarumma, passou por Hakimi, por Doué, novamente por Hakimi, por Dembélé e mais uma vez por Hakimi até chegar a Fabián Ruiz, que dominou na extensão e teve tranquilidade para marcar.
A essa profundeza, estava evidente que as escolhas de Xabi Alonso não haviam funcionado. Sem Trent Alexander-Arnold, com lesão sofrida na véspera do jogo, o técnico da equipe espanhola resolveu transferir Federico Valverde do meio-campo para a lateral direita. O setor de meio do Real, com Tchouaméni, Arda Güller e Bellingham, mostrou-se frágil.
O trio não tinha ajuda na marcação dos três homens de frente, Vinicius Junior, Gonzalo García e Mbappé. Assim, o Paris foi ao pausa vencendo por três e poderia ter feito muito mais. Kvaratskhelia teve mais uma grande oportunidade, em tábua com Dembélé, porém falhou na finalização.
Em seguida o pausa, com o placar praticamente determinado, houve um estabilidade um pouco maior. O Real Madrid levava um pouco mais de transe do que na lanço inicial, mas o PSG tinha espaços para contragolpear e fechou a escrutinação aos 43, em um desses contra-ataques, concluído por Gonçalo Ramos.
“Falta só mais um passo, contra o Chelsea. Eles se saíram muito muito na competição. Agora, é o momento de a gente buscar a melhor preparação e a melhor recuperação. Queremos fazer história no nosso clube”, afirmou Luis Enrique, que voltou a fazer campanha para que Dembélé ganhe a Globo de Ouro, entregue pela revista France Football ao melhor jogador da temporada.
“Foi o primeiro jogo neste campeonato em que pudemos usar o Ousmane desde o início. Ele estava lesionado, e precismos cuidar dele”, disse o técnico, observando que o atacante participou dos três primeiros gols contra o Real Madrid. “Acho que é o melhor jogador da temporada. Ele merece lucrar tudo porque deu tudo ao clube.”
