Quanto 'entregam' Os Jogadores De 100 Milhões De Libras?

Quanto ‘entregam’ os jogadores de 100 milhões de libras? – 01/03/2024 – O Mundo É uma Bola

Esporte

Ao longo da história do futebol, houve milhares de transações de jogadores. Dessas, nem uma dezena bateu a marca dos 100 milhões de libras, uma das moedas mais valorizadas do mundo –mais que o dólar, mais que o euro.

Nove atletas custaram a alguém, em qualquer momento, esse preço, entre eles dois brasileiros, o atacante Neymar e o meia-atacante Philippe Coutinho.

Há na lista, além deles, dois franceses (os atacantes Griezmann e Mbappé), dois ingleses (o atacante Grealish e o volante Rice), um português (o atacante João Félix), um prateado (o volante Enzo Fernández) e um equatoriano (o volante Caicedo).

Desses, cinco estão no clube que pagou a exorbitante quantia e quatro (Neymar, Philippe Coutinho, Griezmann e João Félix) se transferiram para outro –um deles, o português, por empréstimo.

  • Neymar (Brasil) – 198 milhões de libras. Do Barcelona para o PSG (2017). Atual time: Al-Hilal (Arábia Saudita)
  • Kylian Mbappé (França) – 163 milhões de libras. Do Monaco para o PSG (2017). Atual time: PSG
  • João Félix (Portugal) – 113 milhões de libras. Do Benfica para o Atlético de Madrid (2019). Atual time: Barcelona
  • Antoine Griezmann (França) – 107 milhões de libras. Do Atlético de Madrid para o Barcelona (2019). Atual time: Atlético de Madrid
  • Enzo Fernández (Argentina) – 107 milhões de libras. Do Benfica para o Chelsea (2023). Atual time: Chelsea
  • Philippe Coutinho (Brasil) – 105 milhões de libras. Do Liverpool para o Barcelona (2018). Atual time: Al-Duhail (Qatar)
  • Jack Grealish (Inglaterra) – 100 milhões de libras. Do Aston Villa para o Manchester City (2021). Atual time: Manchester City
  • Declan Rice (Inglaterra) – 100 milhões de libras. Do West Ham para o Arsenal (2023). Atual time: Arsenal
  • Moisés Caicedo (Equador) – 100 milhões de libras. Do Brighton para o Chelsea (2023). Atual time: Chelsea

Oito dos nove ainda defendem suas respectivas seleções, tendo aparecido em convocações recentes. Só Philippe Coutinho saiu, faz mais de um ano, do radar da brasileira.

Por que isso aconteceu com o ex-vascaíno e ex-ídolo do Liverpool? Simples: ele deixou de “entregar”, ou seja, de render, seja por não conseguir jogar devido a lesões, seja por, ao jogar, desempenhar aquém do desejado.

No rol dos demais futebolistas de 100 milhões de libras (R$ 628 milhões no câmbio atual), pode-se declarar que nenhum está totalmente muito neste primícias de 2024, indo aquém das expectativas individualmente ou coletivamente, em doses maiores ou menores.

Até mesmo Mbappé, 25, pelo qual o Paris Saint-Germain pagou 163 milhões de libras em 2018 para tirá-lo do Monaco, e que continua jogando no mais basta nível, vive situação conturbada, em vias de deixar o time galicismo.

Sem conseguir triunfar internacionalmente no PSG, Mbappé almeja vestir a partir do meio do ano outra camisa, preferencialmente a do Real Madrid. Nível atual de “entrega”: bom, mas insuficiente.

O outro da relação que merece consideração é Rice, 25, com boas exibições pelo Arsenal, que desembolsou 100 milhões de libras pelo desportista do também londrino West Ham até o ano pretérito.

O problema é que os Gunners são uma equipe pouco confiável, que costuma amarelar na hora H (ficou pelo caminho nas duas Copas nacionais), e o volante corre risco basta de fracassar nos campeonatos que ainda disputa (Premier League e Champions League). Nível atual de “entrega”: bom, mas insuficiente.

Compatriota de Rice, Grealish, 28, não tem quase entrado em campo neste ano pelo supercampeão Manchester City de Pep Guardiola.

Ou lesões na virilha não o deixam jogar ou a concorrência interna de um desportista menos dispendioso, o belga Doku, mais rápido e objetivo. Grealish, ex-Aston Villa, que adora prender a globo, custou 100 milhões de libras em 2021. Nível atual de “entrega”: ruim.

Quem tem histórico, uma vez que Grealish, de segurar demais a redonda –e dessa forma torna-se mira metódico de pancadas de adversários– é Neymar, o mais dispendioso entre os citados neste texto. O PSG pagou em 2017 198 milhões de libras, e o brasílio saiu do Barcelona.

Neymar, 32, ficou na França por seis anos, vivenciando frustrações seguidas na Champions League – perdendo inclusive uma final, em 2020– e amargando traumatismo depois traumatismo. A mais recente, no joelho, data de outubro, e ele, ainda em recuperação, pouco pôde jogar por seu novo clube, o Al-Hilal. Nível atual de “entrega”: nenhum.

Philippe Coutinho, 31, titular do Brasil na Despensa do Mundo de 2018, está uma vez que Neymar no mundo arábico, no Al-Duhail, sexto disposto no Campeonato Qatariano.

Depois que saiu do Liverpool em 2018, por 105 milhões de libras pagas pelo Barcelona, ele não mais teve atuações constantes de primeira risco, seja na Espanha, na Alemanha (Bayern de Munique) ou na Inglaterra (Aston Villa). Oriente último clube o emprestou ao Al-Duhail, onde tem tido atuações medíocres. Nível atual de “entrega”: ruim.

João Félix, 24, que quando surgiu chegou a ser aclamado uma vez que “o novo Cristiano Ronaldo”, está no Barcelona, emprestado pelo Atlético de Madrid, clube que pagou 113 milhões de libras em 2019 para ter o atacante que se destacava no Benfica.

Nunca, porém, “entregou” o que se esperava em três anos e meio na capital espanhola. Passou por Londres (Chelsea) quase despercebido na temporada passada e prossegue da mesma forma na Catalunha, sem uma sequência de atuações sólidas. Nível atual de “entrega”: ruim.

O Atlético de Madrid descartou temporariamente João Félix e resgatou Griezmann do Barcelona, rival com o qual negociou o vencedor mundial na Rússia-2018 (junto com Mbappé) por 107 milhões de libras em 2019.

O atacante não emplacou em duas temporadas no Barça –não foi mal, mas não foi muito, o que deixou paladar de desengano– e tenta desde 2021 reencontrar o clarão de outrora. Tem tido lampejos, porém zero de títulos. Molestado, viu de longe o Atlético levar de 3 a 0 do Athletic Bilbao na semifinal da Despensa do Rei nesta quinta-feira (29). Nível atual de “entrega”: regular e insuficiente.

Por término, restam os dois volantes sul-americanos que o Chelsea contratou em 2023, pagando 107 milhões de libras por um e 100 milhões de libras por outro.

O mais dispendioso, Enzo Fernández, 23, vencedor com a Argentina na Despensa do Mundo de 2022, não tem sido aquele jogador que encantava no River Plate, com ótima marcação e chegada na superfície para fazer gols, nem o proprietário do meio-campo, uma vez que no Benfica.

Caicedo, 22, tem pulmões privilegiados. Corre muito, mas produz perto de zero ofensivamente (zero gol, uma assistência na temporada) e defensivamente comete faltas em excesso (algumas violentas), que lhe rendem constantes cartões amarelos (9 em 33 jogos).

Com a dupla, o Chelsea perdeu a decisão da Despensa da Liga Inglesa no domingo pretérito para um Liverpool repleto de desfalques e amarga a decepcionante 11ª posição no Campeonato Inglês, a 25 pontos da liderança.

Muito menos dispendioso, o par de volantes anterior dos Blues (Kanté e Kovacic) parecia superior. Nível atual de “entrega” dos dois: medíocre (Enzo) e ruim (Caicedo).

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *