Seis anos detrás, crianças de todo o mundo se despediram de “O Incrível Mundo de Gumball”. A animação segue as desventuras de uma improvável dupla de irmãos: o gato azul do título e o seu peixinho dourado, Darwin. Com episódios de pouco mais de dez minutos, o figura do Cartoon Network virou líder global de audiência e chegou à HBO Max.
Fora a longevidade no streaming, o Brasil está prestes a matar a saudade desses personagens. Com título renovado, “O Mundo Maravilhosamente Estranho de Gumball” estreia nesta segunda-feira (6) e deve substanciar a insanidade do original. Entre temas uma vez que a subordinação humana e a indústria de ultraprocessados —um dos causos traz um hambúrguer falante que tenta forjar um poderio de mantimentos saudáveis—, a teoria é que as aventuras sejam tão absurdas quanto as anteriores.
“Estamos tentando ser o mais estúpidos provável”, afirma o pai, Ben Bocquelet. Não quer proferir que falte embasamento às tramas. Sem que a coisa beire a chatice, o importante é que as pessoas se identifiquem com as histórias.
“Se existe qualquer maturidade nessas narrativas, vem do veste de elas serem fáceis de se relacionar. Numa delas, por exemplo, Gumball tem uma crise de meia-idade por passar a descobrir que a vida é ‘meia-boca’. É uma forma de pensarmos sobre o que a meia-idade significa para nós e levarmos a questão ao nível mais doido provável.”
Em um dos primeiros capítulos da novidade leva, o protagonista é proibido de se apresentar na escola. A razão é o teor da performance que Gumball deseja fazer: seu objetivo é trautear sobre bundas e os seus variados tipos. Ele percebe logo que o verdadeiro motivo é a instabilidade de seu diretor —indivíduo repleta de pelos, ele sente vergonha do próprio bumbum.
“Acho que as supostas discussões, comentários que a série talvez faça, ou um tanto do gênero, são puramente projetadas por quem assiste. É o tipo de coisa que pode transformá-la em um tanto simbólico por completo acidente”, diz Bocquelet.
Em outro dos episódios, Nicole, a mãe de Gumball, sofre com os filhos e o marido preguiçoso e pede ajuda a um sistema operacional. A geringonça otimiza idas ao mercado, auxilia a limpeza da mansão e se torna a assistente perfeita. Tudo dá inexacto quando a instrumento decide neutralizar sua família.
Entre carros automatizados e óculos de verdade virtual —a história mistura animação 2D e traços típicos de um videogame—, é o tipo de trama que poderia, nas devidas proporções, sobrevir numa verdade de ferramentas de perceptibilidade sintético.
“A coisa mais lícito que pude ver nesses últimos seis anos foi uma vez que muitos da equipe cresceram com o figura. É isso que define o nosso trabalho, o oposto dos avanços tecnológicos”, afirma o produtor Erik Fountain.
“Temos esses jovens apaixonados que amam a série e se sentem muito felizes de trabalhar nela. É um tanto extremamente humano, o completo oposto da perceptibilidade sintético”, acrescenta. Ele ri ao se referir a Matt Layzell, com quem divide a produção executiva desde a primeira temporada, uma vez que um “bebê Gumball” que viu crescer.
É dissemelhante do que acontece com os personagens, que durante todo esse tempo não envelheceram zero. A decisão já foi esclarecida algumas vezes. O intuito é que os dilemas e o universo ao seu volta evoluam, sem que os irmãos deixem de ser crianças. “Chega um ponto em que os personagens começam a se grafar sozinhos. Já conhecemos os seus relacionamentos e interações. Tudo depende logo daqueles por trás da série. São eles que deixam tudo novo e fresco”, diz Bocquelet.
Embora um dos capítulos trabalhe o noção de previsões astrológicas —neste caso, Gumball procura as estrelas para entender se deve namorar com uma pequena específica—, a equipe diz que nunca imaginou o sucesso conseguido. Eles revelam que, no início, o próprio Cartoon pareceu ter se pesaroso.
“Demorou uns três ou quatro anos para descobrirmos que Gumball estava sendo muito aceito. Com o tempo, pessoas de todo o mundo começaram a presenciar, e a única forma de medir isso eram as redes sociais”, afirma Bocquelet, que em julho participou de um quadro, na Comic-Con de San Diego, nos Estados Unidos, com fãs emocionados.
Outro destaque da novidade temporada é o incidente em que Nicole põe Gumball e Darwin em quartos separados, suspeita de que eles passam muito tempo juntos. O resultado são ligações telefônicas pela madrugada adentro e um jocoso raconto sobre a codependência. Talvez a situação se aproxime do que o público mais ferrenho viveu nesses últimos anos.
“Tentamos fazer o melhor para nos conectar com as pessoas”, diz Bocquelet. “Mas penso que todo o resto é uma grande mistura entre pânico e sorte.”
