RB Leipzig persegue Bayern com tecnologia de ajuste fino

RB Leipzig persegue Bayern com tecnologia de ajuste fino – 13/01/2026 – Esporte

Tecnologia

“O Bayern de Munique é o líder no futebol teuto. Fez sucesso na Champions League quando o RB Leipzig não tinha nem sido fundado. Mas há clubes que querem desafiá-lo, diminuir a intervalo que existe, torná-la cada vez menor. Somos um desses clubes. Em qualquer momento, quando ele render menos e nós mais, temos chance de ultrapassá-lo.”

Diretor da extensão de negócios do RasenBallsport Leipzig, Johann Plenge sabe o tamanho do Bayern, maior vencedor da Bundesliga (33 títulos, tenho ganhado 12 dos últimos 13 Campeonatos Alemães) e seis vezes vencedor da Champions League, a Liga dos Campeões da Europa.

Sabe também, uma vez que expôs a jornalistas brasileiros em entrevista da qual a Folha participou pouco antes do Natal na sede do RB na cidade do leste teuto, que a confrontação torna-se imprópria devido ao tempo de existência de cada time. O Bayern foi fundado em 1900, tem 125 anos. O RB, de 2009, é ainda um jovem.

O que não impede ter a meta, com o devido planejamento para cumpri-la, de ir ao pista do gigante para tentar derrubá-lo. Uma das formas, conforme a reportagem pôde constatar ao visitar as instalações do RB –atual terceiro posto na Bundesliga, 15 pontos detrás do Bayern, que lidera–, é o trabalho de tecnologia avançada e específica.

Uma das ferramentas, chamada SoccerBot, procura dar aos atletas microvantagens competitivas. Trata-se de um envolvente imersivo 360 graus, em uma sala rodear com extensão de 90 metros quadrados, na qual as paredes têm painéis que projetam, eletronicamente, figuras.

Na atividade, o jogador deve chutar a globo contra a parede no exato sítio em que aparece a imagem do gol. O objetivo é, em determinado pausa de tempo (por exemplo, 30 segundos), chutar o sumo de vezes e fazer o maior número verosímil de gols.

Em uma primeira sentimento, parece gaudério para rapaz. Aparenta ser fácil, mas não é. Testa-se, das categorias de base ao profissional, a cognição, e o praticante deve unir velocidade, raciocínio rápido e precisão. O programa dificulta ao reduzir o tamanho do gol, o que exige pontaria ainda mais afiada.

“Dentro de 30 segundos, temos 20 controles de globo”, afirma Tom Stuckey, treinador das categorias de base do RB Leipzig. “Tem sempre que virar a cabeça, ver onde está o novo objetivo, o próximo objetivo. Temos bastante desenvolvimento técnico cá.”

Em resumo: além de praticar a técnica (o domínio da globo, seguidamente, é importante), o desportista é estimulado a tomar a melhor decisão no menor tempo verosímil. É o aperfeiçoamento micro, no pormenor cognitivo, no acerto pela repetição. O ajuste fino.

No futebol de subida performance, em uma partida de campeonato de primeira risca, o pensamento mais célere pode fazer a diferença entre o acerto ou o erro em uma jogada, quiçá decisiva.

“Toda semana marcamos [sessão no SoccerBot] para permanecer de 15 a 20 minutos ali. Ajuda a ativar o cérebro, fica mais fácil para fazer no jogo. Parece simples, mas é meio complicado: tomar decisão rápida, dar passe com precisão”, diz o atacante brasiliano Rômulo, 23. “Comecei mal [na pontuação], estou melhorando.”

Quanto mais gols se faz, mais pontos se acumulam, e o acerto na imagem menor, com nível maior de dificuldade, vale o duplo.

“Os pequenos detalhes cá fazem a diferença no cimalha nível”, acrescenta o camisa 40, que está em seu primeiro ano de contrato e tem sido titular do RB Leipzig. “Tem umas máquinas que não cheguei a ver no Brasil.”

Uma delas é justamente o SoccerBot. Outra é o TrackMan, usada, diferentemente da primeira, no campo de treinamento.

Ela é feita para o treino de cobranças de faltas, com o travanca de uma barreira traste. Há um sensor (uma caixa de cor laranja) detrás do gol que registra o resultado do pontapé do jogador: força, velocidade, angulação. A meta é obter precisão máxima.

Os dados são transmitidos para um computador, e o treinador orienta o desportista e lhe diz o que é preciso para executar a batida perfeita, na qual o goleiro, estando em determinada posição ao esperar a cobrança, não tem uma vez que tutorar. Avalia não só o “depois” do pontapé, mas também o “antes”, envolvendo a biomecânica: postura corporal e posição do pé.

São equipamentos que Rômulo (ex-Athletico-PR) não viu no Brasil e que, pelo menos a limitado prazo, não verá. Não há perspectiva para que o RB Bragantino, o primo brasiliano do RB Leipzig, que disputa a Série A do Campeonato Brasílio e também é controlado pela empresa de bebidas energéticas austríaca Red Bull, tenha entrada a eles.

Plenge, o executivo de negócios, apesar de não descartar a implementação futuramente, foi taxativo: “No termo das contas, isso custa numerário”.

Estimativas apontam que o preço do SoccerBot (fabricado por uma empresa de Leipzig) é de US$ 900 milénio (R$ 4,8 milhões), e o do TrackMan (resultado dinamarquês), a partir de US$ 50 milénio (perto de R$ 270 milénio).

A reportagem contatou o Bragantino para verificar o interesse e as possibilidades de narrar com essas ferramentas tecnológicas em seu núcleo de treinamento e soube que, uma vez que o comando da extensão de performance está em transição no clube, não haveria alguém habilitado para comentar.

No campo pragmático, é improvável que o clube de Bragança Paulista (85 km ao setentrião de São Paulo) conte especificamente com o SoccerBot, já que seria necessário investir também na reformulação da estrutura física do CT de Atibaia (SP), onde o time treina, para a instalação dele.

Demais, a atual tempo do projeto esportivo do RB Bragantino (consolidação na escol do Brasílio, volume de formação para venda de jogadores, foco primordial nos treinos de campo, desenvolvimento do improviso) age uma vez que inviabilizadora a tecnologias de microaperfeiçoamento: o dispêndio é muito saliente em relação aos benefícios.

O jornalista viajou a invitação do RasenBallsport Leipzig

Folha

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