Renato paiva constrói um botafogo feroz e veloz 27/06/2025

Renato Paiva constrói um Botafogo feroz e veloz – 27/06/2025 – Esporte

Esporte

Técnico do Botafogo, o português Renato Paiva, 55, tinha 12 anos quando o Brasil foi eliminado pela Itália na Despensa do Mundo de 1982. Chorou com a itinerário, segundo conta, por identificar naquela seleção a base de um futebol bonito.

As palavras de Paiva no vestiário posteriormente a vitória do Botafogo sobre o vencedor europeu Paris Saint-Germain, no último dia 19, pareciam as de um brasílio.

“Temos que reconhecer quem nós somos, perceber quem nós somos. Já chega os outros de fora menorizarem-nos, porquê se fôssemos qualquer coisa.”


Sobrevivente do grupo mais difícil da Despensa do Mundo de Clubes, o Botafogo encara neste sábado (28) o Palmeiras pelas oitavas de final. É o único duelo brasílio até o momento. O vencedor enfrenta Benfica, de Portugal, ou Chelsea, da Inglaterra.

A formação da estrela solitária venceu o Seattle Sounders (EUA), por 2 a 1, e o PSG, por 1 a 0. Perdeu para o Atlético de Madrid por 1 a 0 na última rodada.

Nascido em Pedrógão Pequeno, vila de ladeiras estreitas muito no meio de Portugal —lembra Ouro Preto, em Minas Gerais—, Paiva não insistiu em ser jogador de futebol. Foi morar em Setúbal aos 12 anos, e quando os treinos nas categorias de base do Vitória coincidiram com os horários do escola, optou pelo segundo.

O futebol, mas, sempre foi o núcleo da atenção. Era fã do jogo de computador Championship Manager, em que o usuário, sem controle das ações dos jogadores, simula treinar uma equipe de futebol e precisa mourejar com esquemas táticos, compra, venda e lesões.

Praticou handebol, futebol de salão e, enamorado pelo jogo, leu uma tese acadêmica de Carlos Carvalhal, um dos treinadores da escola portuguesa que usufruiu da aproximação com a universidade.

A tese lhe abriu a mente. Paiva começou a curso de treinador nas categorias infantis do Benfica, um gigante do país onde já precisou mourejar com a pressão por resultados. Em entrevistas, disse que sentiu incômodo com o noção de que vencer era mais importante do que formar os atletas. Gostava de fazer uma apresentação aos pais em todo início de ano, para alinhar as expectativas.

Passou 16 anos na base do Benfica. Ajudou a formar jogadores que fazem sucesso nos principais times europeus e compõem a vitoriosa geração portuguesa, porquê Bernardo Silva, Gonçalo Ramos e João Neves —os dois últimos do PSG.

Viu treinadores porquê Rui Vitória e Jorge Jesus, aquele, conquistarem títulos pelo Benfica principal, enquanto era pronto para ser o horizonte da equipe lisboeta. Antes de completar a segunda temporada no Benfica B, Paiva recebeu contato do Independiente Del Valle, clube do Equador que despontou nesta dezena com times muito formados. Aceitou e conquistou o primeiro título pátrio do Del Valle, em 2021.

Treinou o León, do México, e foi contratado pelo Bahia para 2023, o primeiro ano do Tricolor porquê SAF (Sociedade Anônima do Futebol), sob controle do Grupo City. Foi vencedor baiano, mas teve relação conturbada, a ponto de alguns funcionários comemorarem sua saída.

Ouvidas pela reportagem sob suplente, pessoas que acompanharam o trabalho de Paiva no Bahia afirmam que o treinador era educado, mas mudou de comportamento quando o time entrou em má temporada.

Foi pressionado pela torcida por proferir que estava “tranquilíssimo” com o trabalho posteriormente tolerar goleada de 6 a 0 para o Sport, bateu boca com um setorista durante entrevista coletiva e saiu do clube 15 dias depois.

Disse ter sentido hostilidade no Bahia, com ameaças físicas e olhares em aeroportos.

Depois temporada no México, Paiva voltou ao Brasil para assumir um Botafogo de rebordosa.

Vencedor brasílio depois de 29 anos e da Libertadores pela primeira vez com o português Arthur Jorge, que foi para o Qatar, o Botafogo demorou para escolher um novo técnico em 2025, viu transpor alguns dos seus principais jogadores e fez mal-parecido no Campeonato Carioca, terminando em nono. Em fevereiro, Paiva, quarto português em quatro anos, foi anunciado.

Ele manteve a principal particularidade da formação campeã, a de um time veloz logo que recupera a esfera, mas desenvolveu maleabilidade. O Botafogo é feroz —a torcida imita latidos de cachorro quando volantes e zagueiros desarmam os adversários— e veloz, principalmente no estádio Nilton Santos, onde a grama sintética deixa o jogo mais corrido.

Contra o Paris Saint-Germain, Paiva deixou uma risco de cinco a seis atletas protegendo a extensão, com perseguições individuais aos franceses, a término de restaurar a posse de esfera e armar um contra-ataque no menor tempo provável.

“O Botafogo com ataque vertical e jogo de transição começou com Luiz Castro em 2023. O que Paiva trouxe, e que combina com o que vimos contra o PSG, é uma adaptabilidade. O Botafogo tem uma estratégia pessoal para cada partida”, afirma Guilherme Dias, comentador tático e proprietário de um perfil no Instagram sobre o Alvinegro.

“Não digo que é um time melhor, ou mais vistoso do que 2024, mas tem mais respostas. É um time mais camaleão.”

Folha

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