Rob Reiner foi do drama ao humor ao valorizar a

Rob Reiner foi do drama ao humor ao valorizar a humanidade – 15/12/2025 – Ilustrada

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A maneira trágica porquê se deu a morte de Rob Reiner não condiz com o espírito de alegria e paixão ao que é humano que marcaram sua trajetória artística. Era uma das pessoas mais queridas pelos colegas em Hollywood, espargido pelo carisma e pela magnanimidade —porquê pessoa e cineasta.

Era também muito estremecido pelo público, principalmente por quem acompanhou sua participação porquê ator na série “Tudo em Família”, na dez de 1970, e suas performances eventuais em vários filmes nas décadas seguintes. Mas talvez sobretudo por suas realizações porquê diretor nos anos 1980 e 1990, em filmes marcados por uma enorme capacidade de notícia com o testemunha.

Sem grandes malabarismos técnicos ou narrativos, mas fazendo um cinema sempre direto ao ponto e de uma grande franqueza com quem assistia. Sua figura enquanto pai, apesar de conhecida, não era importante porquê sua geração.

Seu pai, Carl Reiner, fez segmento de uma geração de humoristas de origem judaica, porquê Mel Brooks e Woody Allen, que injetou sangue novo no showbiz americano, em uma sociedade que tentava se desvencilhar da caretice cinquentista e compreender melhor o mundo que surgia nos anos 1960 e 1970.

O próprio Rob também deu seus primeiros passos profissionais por aquela era, enquanto a comicidade da geração de seu pai ainda se refinava e encontrava seu tom, participando de espetáculos de stand-up e de um grande sucesso na TV, “Tudo em Família”.

Fenômeno televisivo que permaneceu com audiência nas alturas de 1971 a 1978, na sitcom Reiner interpretava Mike “Meathead”, o encorpado jovem de ideias progressistas cujos embates com o sogro reacionário geravam grande segmento dos risos da série. Ele venceu dois prêmios Emmy pelo papel.

Porquê diretor, seu primeiro destaque veio na dez seguinte, com um falso documentário sobre uma filarmónica de rock, “Isto É Spinal Tap”, de 1984, em que tirava um enorme sarro de filmes que endeusavam conjuntos musicais e satirizava os discursos evasivos e meio tolos de membros dos grandes grupos, tidos porquê gênios por fãs.

Mas um de seus trabalhos mais memoráveis seria em um filme que transita entre a comédia e o drama iniciático, em “Conta Comigo”, de 1986. A história se inspira em um narrativa de Stephen King sobre quatro amigos adolescentes que vivem peripécias quando decidem ir detrás do corpo de um rapaz sumido em uma cidade do interno.

A inocência e a pureza de sentimentos da juventude ajudam os garotos a se safar em várias situações do cruel mundo fora de morada, mas eles intuem que, em qualquer momento, terão de se perdê-las para se adequar à vida dos adultos. O longa foi reprisado tantas vezes no Brasil na Sessão da Tarde que se tornou um hit geracional e ainda hoje tem admiradores exaltados.

Seu “A Princesa Prometida”, de 1987, reavivou sem o mesmo vitória o esquecido gênero “filme de revestimento e gládio”, mas viria pela câmera dele o longa que causou uma revolução no campo das comédias românticas, com o sucesso planetário de “Harry e Sally – Feitos um para o Outro”.

Na trama, Meg Ryan e Billy Crystal viviam em permanente conflito, devido às diferenças sobre a visão de paixão, sexo e amizade entre homens e mulheres. A cena em que a atriz simula um orgasmo em público se tornou merecidamente um ícone.

Embora somente um grande diretor pudesse filmar aquela sequência com tamanho vitória, ficava também ali evidentes o saudação do diretor pelas qualidades tanto do roteiro de Nora Ephron quanto das performances de seus atores. Reiner nunca quis se tornar maior do que seu material e seu elenco.

Não era o tipo de cineasta que priorizava pirotecnia técnica ou uma voz autoral a ponto de comprometer o material com que trabalhava. Para ele, o mais importante era a conexão com o testemunha, mesmo que, para isso, a figura do diretor precisasse muitas vezes se invisibilizar.

Seu filme seguinte, também inspirado em uma obra de Stephen King, foi outro grande sucesso –desta vez, no registro do thriller. “Louca Preocupação”, de 1990, trazia Kathy Bates porquê uma mulher com transtornos mentais que mantia sob cativeiro seu jornalista predilecto, vivido por James Caan, obrigando-o a concluir um de seus livros com uma história que fosse do entusiasmo dela.

Tanto Bates quanto Caan estão em estado de perdão, em um filme em que uma subcorrente de humor também se destacava, mostrando que a propensão de Reiner à comicidade se fazia notar mesmo quando a trama seguia em rumos opostos.

Em 1992, o cineasta uniria três enormes astros, da era, Tom Cruise, Jack Nicholson e Demi Moore, em “Questão de Honra”, filme que também foi bastante festejado na era do lançamento, valendo a Reiner sua única indicação para o Oscar, porquê produtor do longa —aliás, foi ele o fundador da importante produtora Castle Rock, responsável pela série “Seinfeld” e vários filmes independentes.

Continuaria fazendo obras eficientes, embora sem a força seu trabalho mais espargido, embora filmes porquê “Meu Querido Presidente”, de 1995, “Fantasmas do Pretérito”, de 1996, e o melodrama “A História de Nós Dois”, de 1999, tenham seus defensores.

Mas novas incursões pela comédia romântica posteriores, porquê “Alex & Emma”, de 2003, “Dizem por Aí…”, de 2005, e “Um Paixão de Vizinha”, de 2014, não passavam de pálidas tentativas rotineiras de voltar ao gênero que ele havia subjugado tão muito com “Harry e Sally”.

Em 2015, com “Being Charlie”, inspirou-se nos problemas do fruto Nick com o vício em entorpecentes —o mesmo que atualmente é suspeito de ter assassinado o pai. E filmou ainda uma biopic sobre Lyndon Johnson, “LBJ”, de 2016, que passou em brancas nuvens. Seu último filme, “Spinal Tap 2”, lançado oriente ano, é uma prolongamento de “Isto É Spinal Tap”.

Apesar da marca porquê diretor, não podemos desprezar suas invariavelmente brilhantes participações porquê ator, mesmo em papéis pequenos em filmes porquê “Lembranças de Hollywood”, de 1990, “Sinfonia de Paixão”, de 1993, e mesmo a série “O Urso” . Se porquê cineasta sua curso mostrou limitações, porquê performer manteve sempre o mesmo nível de vantagem.

Folha

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