Sabrina carpenter desafia puritanismo em novo disco 29/08/2025

Sabrina Carpenter desafia puritanismo em novo disco – 29/08/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

O clichê da estrela jovem que se torna uma cantora pop que vende a própria sexualidade é um dos mais comuns da indústria fonográfica nos anos 2000. Temos Britney Spears, Christina Aguilera, Miley Cirus e outras inúmeras paródias na ficção —uma vez que a problemática Sarah Lynn, da animação “BoJack Horseman”.

Era de se esperar, logo, que o público não se escandalizasse mais com a sensualidade de ex-atrizes mirins. Mas a figura de Sabrina Carpenter tem provado o contrário desde sua explosão na música —que, apesar de uma curso que já data de uma dez, só aconteceu no ano pretérito, com seu sexto álbum, “Short n’ Sweet”.

Nesta sexta, a cantora, que foi recentemente anunciada uma vez que uma das principais atrações do festival Lollapalooza do ano que vem, dá ininterrupção ao seu bom momento com o lançamento de “Man’s Best Friend”.

Carpenter tem 26 anos, mas está sob os olhos do público desde os dez, quando começou a comparecer em pequenos papéis em séries uma vez que “Law & Order” e “The Goodwin Games”. Em 2013, ela estrelou a sitcom “Girl Meets World”, da Disney.

Ter um pretérito na Disney pode ser meio caminho trilhado para uma curso músico de sucesso, mas Carpenter demorou um pouco para chegar lá. Ela lançou seu primeiro single, pela afiliada da Disney Hollywood Records, em 2014. Mas o reconhecimento só começou a chegar quando a americana assinou com a Universal Music, em 2021 e, na esteira do lançamento de seu quinto álbum “Emails I Can’t Send”, foi escalada para transfixar os shows da The Eras Tour, de Taylor Swift, na América Latina e Austrália.

A associação com uma das maiores estrelas pop de sua geração garantiu que seus próximos passos estivessem na mira —e Carpenter soube aproveitar a relevância recém-adquirida, lançando, no primícias de 2024, o single “Espresso”. A filete charmosa e bem-humorada se tornaria seu maior hit até logo e um dos maiores sucessos do ano, tendo sido a segunda música mais ouvida no Spotify mundialmente no ano pretérito.

No seu disco anterior, Carpenter demonstrou domínio pleno do que torna um álbum de pop contemporâneo apelativo —fazer romance de sua própria vida pública, uma vez que fez com o namoro com o ator Barry Keoghan em “Please Please Please”; pular de galho em galho esteticamente e não passar dos 40 minutos de duração.

Mas, mais do que isso, a cantora também mostrou uma personalidade atrevida e debochada, um contraste perfeito para a sua imagem delicada —uma loira baixinha, com o cabelo sempre escovado de um jeito vintage, trajando um vestido romântico.

A sensação de inocência provou ser prevalecente no imaginário popular quando Carpenter anunciou “Man’s Best Friend”, em junho deste ano. A revestimento do álbum, que mostra a cantora de joelhos, tendo o cabelo puxado por um varão em pé à sua frente, foi mira de polêmica por, nas palavras dos críticos, regularizar a submissão feminina. Outros argumentaram que a revestimento seria irônica e que o álbum, na verdade, subverteria esta teoria.

Mas, ouvindo “Man’s Best Friend”, não parece que Carpenter está muito interessada em convencer nenhum dos dois lados. Na verdade, ela sabe que seu lugar enquanto estrela do pop não é ensinar ou servir de exemplo para ninguém, mas se conectar com os ouvintes pela música —e, sempre que provável, desafiar o puritanismo do público.

Nas doze faixas do álbum, Carpenter passa por todos os estágios do libido: a primeira sensação, em “When Did You Get Hot?”, o primeiro encontro, em “House Tour”, a paixão, em “Tears”, a monotonia, em “My Man on Willpower”, o término, em “Goodbye”, o desprezo, em “Manchild”.

Ela não tem susto de ser explícita —em “Tears”, diz que “lágrimas escorrem pelas minhas coxas”; em “House Tour”, usa o invitação para “saber minha mansão” uma vez que uma metáfora zero delicada para sexo. Longe de depender de germinar, tudo é cantado com sinceridade e bom humor, um elemento que parecia vasqueiro no pop das últimas décadas, mas que aparece cada vez mais pelas cantoras da geração Z, uma vez que Carpenter, Olivia Rodrigo e Billie Eilish.

Assim uma vez que em “Short n’ Sweet”, em “Man’s Best Friend” Carpenter trabalhou com o queridinho das estrelas pop Jack Antonoff, que ganhou notoriedade por seus trabalhos em alguns dos álbuns mais celebrados de Taylor Swift e Lana Del Rey. Se, em alguns momentos, ele é um produtor insulso —a exemplo do último álbum de Swift, “The Tortured Poets Department”, principalmente tedioso—, neste trabalho ele está um pouco mais inspirado.

“Manchild”, o primeiro single, tem ligeiro tom country, assim uma vez que “Go Go Juice”. Há também baladas lentas e acústicas, mas os melhores momentos de Carpenter são quando suas letras são colocadas sobre um tecido de fundo irreverente, uma vez que em “House Tour” e “Tears”. Estas parecem retirar da mesma produção dos anos 1980 que inspirou “Emotion”, da Carly Rae Jepsen, um dos melhores álbuns pop da última dez.

“Man’s Best Friend”, assim uma vez que “Short n’ Sweet”, também é breve e gulodice, mas conta com um toque de acidez que coloca Carpenter uma vez que uma das compositoras e performers pop mais divertidas de sua geração.

Folha

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