A localização de uma pessoa de crédito de uma das namoradas do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, espargido porquê El Mencho, foi o que permitiu às autoridades do México realizarem uma operação para prender o criminoso. El Mencho é líder de um dos principais cartéis de drogas do país, procurado internacionalmente. 
Com informações adicionais dos serviços de lucidez dos Estados Unidos (EUA), os militares mexicanos localizaram o criminoso em um povoado do estado de Jalisco, onde ele construiu seu predomínio de drogas por meio do Privilégio Jalisco Nueva Generación (CJNG).
El Mencho foi morto durante uma operação, no domingo (22), e sua morte provocou terror país, com represálias que deixaram dezenas de mortos, vias bloqueadas, automóveis incendiados, prédios públicos e comerciais atacados, além de emboscadas contra autoridades.
Depois a vaga de violência, o México amanheceu, nesta segunda-feira (23), sem mais distúrbios ou bloqueios de vias públicas, segundo informou a presidenta Cláudia Sheinbaum, que garantiu que o país estaria “em tranquilidade”, em coletiva de prensa.
“Nossos pêsames às famílias dos militares que perderam suas vidas ontem. E nosso mais profundo reverência. O povo do México deve se orgulhar muito de nossas Forças Armadas e de nosso gabinete de segurança.”
Ontem, o México registrou 252 bloqueios em 20 dos 31 estados do país. Os ataques causaram a morte de 27 agentes do estado, além de 30 suspeitos de participarem das ações violentas a mando do privilégio CJNG, segundo o Gabinete de Segurança da presidência do México. De contrato com as autoridades, o privilégio ofereceu 20 milénio pesos por militar assassinado.
O Privilégio de Jalisco é relativamente novo, tendo se expandido a partir dos anos 2010. Ele se consolida porquê uma das organizações mais poderosas do México, segundo informou a advogada profissional em políticas sobre drogas, Gabriela de Luca.
“Seu principal rival tem sido o Privilégio de Sinaloa, com quem disputa rotas internacionais, corredores logísticos e territórios em diversos estados — uma rivalidade amplamente apontada porquê um dos fatores centrais da violência recente no país”, disse a profissional.
A operação
O serviço de lucidez do país conseguiu interceptar uma pessoa de crédito de uma das “parceiras” do narcotraficante, informou o secretário de Resguardo Vernáculo da presidência, o general Ricardo Trevilla.
“Em 20 de fevereiro, por meio de operações da Perceptibilidade Militar Mediano, um associado de crédito de uma das parceiras amorosas de El Mencho foi localizado. Ele a levou a uma instalação na cidade de Tapalpa, em Jalisco”, disse Trevilla.
Essa suposta namorada do traficante teria se reunido com El Mencho nesse imóvel no sábado (21), onde ele estaria com seu círculo pessoal mais próximo. No domingo, foi realizada a operação para prendê-lo.
Foram mobilizados agentes de forças especiais do Tropa, da Aviação e da Guarda Vernáculo do México. A operação contou com seis helicópteros e aviões protótipo Texan. Ao se ver cercada por militares, a segurança pessoal de El Mencho abriu incêndio, permitindo a fuga do narcotraficante.
“Mencho fugiu, deixando para trás um grupo com grande quantidade de armas; foi um ataque verdadeiramente violento perpetrado por um grupo do delito organizado. E os militares das Forças Especiais repeliram o ataque”, disse o general.
Os suspeitos estariam com armas pesadas, entre elas, sete fuzis, granadas e dois lançadores de foguetes. El Mencho e alguns seguranças conseguiram evadir da emboscada para uma superfície arborizada próxima.
Os militares estabeleceram um perímetro na região e localizaram El Mencho escondido em superfície de vegetação rasteira, ainda com vida.
Novamente, seus guarda-costas teriam desimpedido incêndio contra os militares. Durante esse segundo troada, um helicóptero do Estado precisou realizar pouso de emergência em seguida ser atingido por um projétil de arma de incêndio.
Ainda segundo relato do general mexicano, as forças especiais teriam repelido essa segunda agressão, deixando El Mencho gravemente ferido junto com dois de seus guarda-costas.
“Mal a situação foi controlada, a equipe médica militar chegou ao sítio onde Mencho e sua equipe de segurança estavam. Todos os feridos estavam em estado crítico. Um helicóptero foi solicitado para pousar e transportá-los para um meio médico em Jalisco. Mencho, seus dois guarda-costas e o solene ferido foram transportados. Infelizmente, ele faleceu durante o transporte”, completou Trevilla.
As duas trocas de tiros teriam causado a morte de 15 pessoas suspeitas de participarem do Privilégio de Jalisco. Ao todo, três militares mexicanos ficaram feridos.
Para o general mexicano Trevilla, a operação demonstrou “a fortaleza do Estado mexicano”.
Desde 2016, El Mencho está na lista de fugitivos mais procurados pelos EUA. O vizinho do Setentrião oferecia US$ 15 milhões por informações pela sua tomada. No México, informações que levassem à prisão do narcotraficante valiam recompensa de 30 milhões de pesos.
Cotidiano desfigurado
O jornalista e noticiarista Enrique Blanc, que vive em Guadalajara, capital do estado Jalisco, informou à Escritório Brasil que a cidade ficou deserta no domingo, porquê nos tempos da pandemia da covid-19, com comércios fechados.
“Há incertezas. Os comércios ainda estão fechados. Mais tarde, estarei na cidade produzindo meu programa para a Rádio Universidade de Guadalajara. Espero que tudo volte ao normal em breve”, comentou.
Parceria dos EUA
A porta-voz da Morada Branca, Karoline Leavitt, comentou a operação que levou à morte do narcotraficante, destacando o papel de Washington que encontrou o líder do privilégio, que é classificado porquê organização terrorista pelo governo Trump:
“El Mencho era um objectivo prioritário para os governos mexicano e americano, sendo um dos principais traficantes de fentanil para o país. O governo Trump também elogia e agradece às Forças Armadas mexicanas pela cooperação e pelo sucesso na realização desta operação”, disse a funcionária da Morada Branca em uma rede social.
Ao falar sobre a participação dos EUA na operação, a presidente do México Cláudia Shanbaum enfatizou que ela foi limitada à troca de informações.
“Todas as operações são conduzidas por forças federais. Não há participação de forças americanas na operação. O que existe é uma grande troca de informações.”
O general Trevilla acrescentou que a primeira segmento da informação, do círculo próximo de uma das parceiras de El Mencho, foi um trabalho da lucidez do México.
“Havia, insisto, muitas informações adicionais muito importantes que os EUA nos forneceram, mas tudo isso, uma vez integrado e minuciosamente analisado, nos permitiu identificar a localização exata. Mas as informações iniciais sobre o parceiro romântico e seu círculo íntimo, e assim por diante, são resultado da lucidez coletada por militares [do México]”, completou.
Privilégio de Jalisco
A profissional em políticas sobre drogas Gabriela de Luca acrescentou à Escritório Brasil que o Privilégio de Jalisco tem grande capacidade armada, controle de rotas estratégicas do negócio de drogas e protagonismo na produção e exportação de drogas sintéticas.
Para a profissional, a morte de El Mencho pode produzir, no limitado prazo, instabilidade e ações para sinalizar ininterrupção operacional. No médio prazo, um dos riscos “mais sensíveis é o de disputas sucessórias ou fragmentações internas, dinâmicas que, em experiências anteriores, estiveram associadas ao aumento da violência sítio”.
Gabriela pondera que, para o tráfico de drogas, o efeito mais provável não é uma retração imediata do fluxo, mas uma reconfiguração no poder dos cartéis.
“Possivelmente o próprio [Cartel de] Sinaloa, entre outros — podem tentar ocupar rotas e territórios, redistribuindo forças no mercado ilícito”, concluiu.
Confira as informações sobre a operação no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Material ampliada às 15h40





