Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

Brasil

Formada em recta na Universidade Mediano da Venezuela (UCV), a novidade presidente interina do país sul-americano, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, é um quadro histórico do chavismo e mulher de crédito do presidente sequestrado Nicolás Maduro.

Nascida em Caracas, Delcy foi escolhida por Maduro para a vice-presidência ainda em 2018. Diferentemente do Brasil, o vice-presidente na Venezuela não é eleito em uma placa, mas escolhido pelo presidente do país, podendo, inclusive, ser trocado.

Além da vice-presidência, Delcy acumulava os cargos de ministra da economia e de presidente da PDVSA, a estatal de petróleo da Venezuela. Ela assumiu a principal empresa do país, em 2024, em seguida a prisão de segmento da diretoria da estatal acusada de depravação.

A formação de Delcy inclui uma pós-graduação em Recta Social na Universidade de Paris e mestrado em Política Social pela Universidade de Birkbeck, em Londres.


Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela 
22/12/2025
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela 
22/12/2025
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Irmão de Delcy, Jorge Rodríguez é presidente da Parlamento Vernáculo da Venezuela – Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

A presidente interina é mana de Jorge Rodríguez, atual presidente da Parlamento Vernáculo da Venezuela e ex-vice-presidente do país. O irmão de Delcy foi também ministro das comunicações. 

Jorge Rodríguez é considerado um dos políticos mais influentes do chavismo, tendo construído sua curso política ao longo do processo da chamada Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 com a chegada de Hugo Chávez ao Poder.  

A professora Carla Ferreira, do departamento de Serviço Social da Universidade Federalista do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que Delcy sempre foi do núcleo duro do chavismo, sendo, até portanto, a segunda pessoa mais importante do governo depois de Maduro.

“Ela tem uma trajetória muito sólida. Estamos diante de um quadro político e teórico do mais cima gabarito, formada na melhor universidade da Venezuela, em uma das melhores universidades da Europa, que é a de Paris. Ela é um quadro de altíssimo nível, muito muito formada, teoricamente e politicamente.”

A professora Carla Ferreira estudou a história política e social venezuelana, com tese de doutorado sobre o processo bolivariano liderado por Hugo Chávez.

“Sinceramente, eu não vejo um perfil melhor entre os quadros que eu conheço. Ela é o quadro venezuelano mais qualificado na atualidade.”

Carla destacou ainda que Delcy e seu irmão, Jorge Rodríguez, viveram todos os desafios do processo bolivariano da Venezuela.

 “Eles passaram pelos maiores embates e desafios que a Venezuela enfrentou nos últimos 25 anos. Eles estiveram praticamente adiante do enfrentamento de todas as dificuldades que vocês podem imaginar”, completou.

Filha de militante marxista

Delcy Rodríguez nasceu em uma família de revolucionários socialistas venezuelanos. O pai, Jorge Antonio Rodríguez, foi um militante marxista torturado e assassinado, em 1976, pela extinta Direção de Serviços de Perceptibilidade Policial (Disip), a polícia política do chamado regime de Punto Fijo.

O convénio de Punto Fijo durou de 1958 a 1998 na Venezuela, até a chegada de Hugo Chávez ao poder. O convénio fixou a arquitetura de governabilidade costurada por três dos principais partidos da Venezuela à idade para prometer segurança política e suporte dos Estados Unidos (EUA).

Esse convénio permitiu à essas legendas o entrada ao Estado, excluindo as organizações e partidos de esquerda do país. 

“Fica evidente que no regime de Punto Fijo, indigitado pelos EUA porquê democrático, não havia espaço para atuação institucional da esquerda. Na verdade, não se tratava de um regime democrático”, avaliou a professora Carla.

Nesse contexto, o pai de Delcy era da extinta organização Liga Socialista e foi indiciado de participar do sequestro do empresário estadunidense William Niehous. A morte do pai de Delcy, sob custódia do Estado, teve ampla repercussão interna. Na idade, Delcy tinha exclusivamente 10 anos.

“Ela é filha de uma tradição revolucionária na Venezuela. Isso é um pouco muito importante, muito formativo, do ponto de vista ideológico e pessoal, para esse personagem político. Ela traz em si toda essa história e se manteve leal a essa formação até os dias atuais”, acrescentou.

Curso política

No início do primeiro governo de Hugo Chávez, Delcy Rodríguez acumulou diversos cargos, alguns ligados à presidência do país, porquê patrão de gabinete de Chávez, em 2006.

Posteriormente permanecer um tempo fora dos círculos do cima comando pátrio, Delcy retoma protagonismo pátrio em 2013, quando se torna ministra da informação e informação, já no primeiro governo Maduro.

De 2014 a 2017, Delcy foi ministra das relações exteriores da Venezuela, tendo sido responsável por declamar a saída do país da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ela acusou o presidente da OEA, Luis Almagro, de atuar junto aos EUA para desestabilizar a Venezuela.

Em 2017 e 2018, ela foi presidente da Parlamento Vernáculo Constitucional (ANC), instituição convocada e criada em seguida impasse entre o governo Maduro e a Parlamento Vernáculo, controlada pela oposição que pretendia destituir Maduro do função.

A partir da geração da ANC, aumentou o isolamento internacional da Venezuela e teve início o embargo financeiro, e depois mercantil, que dificulta o negócio extrínseco do país sul-americano até hoje.

Em junho de 2018, Delcy vira vice-presidente do país. Em 2024, assume o Ministério da Economia e a gestão do Petróleo. Delcy também foi fim de sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia (EU).

Ameaças de Trump

Logo em seguida assumir a presidência interina da Venezuela, Delcy Rodriguez foi ameaçada pelo presidente Donald Trump, que tem exigido entrada totalidade ao petróleo e recursos naturais venezuelanos. 

“Se ela não fizer o que é visível, pagará um preço muito cima, provavelmente maior do que Maduro”, disse Trump. A Venezuela é dona das maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta. 

Em outro momento, o presidente dos EUA disse a repórteres que Delcy teria aceito as demandas da Morada Branca: “Ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse 

Em pronunciamento à região em seguida o sequestro de Maduro, Delcy Rodríguez disse que o país não voltaria a ser colônia.

“Se há um pouco que o povo venezuelano e leste país têm absolutamente certeza, é que não seremos escravos, não seremos colônia de qualquer predomínio”, disse.

A professora da UFRJ Carla Ferreira avaliou à Sucursal Brasil que a hipótese da Delcy se sujeitar aos mandos de Washington é segmento de uma estratégia de desinformação para desgastar o suporte interno na base chavista. 

“Provavelmente, a Delcy não vai atender aos desejos do Trump. Vai atender as demandas porquê o Maduro já tentou atender, abrindo para as empresas estrangeiras e fazendo muitíssimas concessões. O problema é que o governo Trump quer tudo. Ele quer todo o controle direto sobre a PDVSA”, comentou a profissional.

Sobre a mais recente revelação de Delcy, de que está ocasião para cooperar com os EUA, Carla Ferreira avalia que esse é um exposição necessário devido à superioridade militar do inimigo.

“Nenhum país do mundo pode fazer frente militar aos EUA. Não é verosímil a Venezuela continuar com o exposição de enfrentamento. A Delcy, porquê quadro político de ressaltado nível que é, sabe disso”, disse Carla.

A profissional acrescenta que a novidade patrão de Estado não tem muita opção frente as agressões militares dos EUA. “Eles plantam a teoria de que ela é uma traidora para tentar fazem ruir o regime bolivariano porque o povo venezuelano não tolerará uma traidora”, completou.

Fonte EBC

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