A Samsung lançou nesta terça-feira (21) o headset Galaxy XR, dispositivo de veras mista que aposta em recursos de perceptibilidade sintético do Google para competir no mercado ainda incipiente da computação espacial, hoje liderado por Meta e Apple.
Aparelhos do tipo usam câmeras, sensores e telas próximas aos olhos para integrar interfaces digitais ao mundo real.
Disponível nos Estados Unidos e na Coreia do SUl, o headset, visualmente semelhante aos das rivais, custará US$ 1.799 (R$ 9.700, sem considerar impostos), murado de metade do preço cobrado pela Apple no Vision Pro, de US$ 3.499. Não há previsão de chegada na América Latina.
O Galaxy XR, segundo a Samsung, é o primeiro de uma novidade família de dispositivos baseados no sistema operacional Android XR e em IA generativa, fruto de uma parceria de longo prazo entre a trabalhador, o Google e a empresa de chips Qualcomm.
Apresentado pela primeira vez no ano pretérito, o aprelho combina veras virtual e veras mista, com a interface do dedo sobreposta ao mundo real. O headset permite presenciar vídeos do YouTube, jogar e visualizar fotos de forma imersiva, além de interagir com o envolvente ao volta.
Para essa interação, o dispositivo usa o Gemini, IA do Google, para indagar o que o usuário está vendo e oferecer informações ou direções sobre objetos reais, bastando mostrar com os dedos.
Vídeo de divulgação do resultado destaca a compatibilidade com o próprio Gemini, Google Maps, Google Photos, YouTube e Netflix.
Executivos do Google e da Samsung disseram confiar que os headsets de veras estendida, que ainda não conquistaram o grande público, ganharão relevância com a emprego dos recursos de IA multimodal da big tech, que processam dados de texto, imagem e vídeo simultaneamente.
A corrida para definir o próximo formato de entretenimento e computação acirrou a disputa entre as maiores empresas de tecnologia. A Meta, dona do Instagram, domina amplamente o setor de headsets de veras virtual, com murado de 80% do mercado, seguida pela Apple.
A Samsung também anunciou parcerias com as marcas de óculos Warby Parker e Gentle Monster, da Coreia do Sul, para lançar óculos inteligentes mais leves, mas ainda não há data de lançamento.
A OpenAI, criadora do ChatGPT, também entrou no segmento e gastou US$ 6,5 bilhões em maio para comprar a io Products, startup de hardware fundada pelo designer do iPhone, Jony Ive, a término de desenvolver dispositivos voltados para a era da perceptibilidade sintético.
“A ingresso do Google muda a dinâmica do ecossistema”, disse Anshel Sag, exegeta da Moor Insights & Strategy. “O software do Google adiciona murado de US$ 1.000 de valor ao dispositivo, segundo algumas estimativas. A empresa quer que as pessoas vivenciem a experiência completa do Gemini ao usar o headset.”
Segundo executivos, o protótipo do novo headset já estava pronto quando a Apple lançou o Vision Pro. Desde portanto, as empresas vêm aprimorando aplicativos porquê YouTube, Google Fotos e Google Maps, além de desenvolver novas experiências imersivas.
A Qualcomm fornece o chip Snapdragon XR2+ Gen 2, responsável pelo processamento do headset.
Apesar do excitação dos grandes executivos de tecnologia, o mercado de headsets ainda é pequeno pelos padrões da indústria.
A consultoria Gartner estima que o mercado global de dispositivos de exibição acoplados à cabeça (Head-Mounted Display) crescerá 2,6% em 2026, para US$ 7,27 bilhões. Óculos mais leves com IA —porquê os smartglasses da Meta feitos com a Ray-Ban, do grupo EssilorLuxottica— devem liderar esse prolongamento.
Mesmo assim, o mercado global de veras virtual e mista vem enfrentando três anos consecutivos de queda, e as remessas devem tombar mais 20% em 2025, segundo a Counterpoint Research.
“Com um preço potencialmente mais competitivo que o Vision Pro da Apple, o headset da Samsung, espargido internamente porquê Project Moohan, pode se tornar um potente concorrente no segmento premium de veras virtual, principalmente no mercado corporativo”, disse Flora Tang, exegeta sênior da Counterpoint.
O Galaxy XR é o primeiro dispositivo Android XR. Mas a Samsung já havia se aventurado em dispositivos de computação facial há uma dez, com o Gear VR, que exigia inserir um smartphone em um suporte criado em parceria com a Oculus, posteriormente adquirida pela Meta em 2014.
