Scarlett Johansson estreia na direção em Incrível Eleanor 28/02/2026

Scarlett Johansson estreia na direção em Incrível Eleanor – 28/02/2026 – Ilustrada

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Scarlett Johansson talvez seja uma das personalidades hollywoodianas mais versáteis de sua geração. Atriz desde os dez anos de idade, ela acumula papéis tanto em filmes pequenos e autorais –uma vez que os de Woody Allen e Wes Anderson–, quanto em megaproduções, caso dos nove longas da Marvel em seu currículo.

Hoje aos 41 anos, ela assume um papel ainda inédito em sua trajetória –o de diretora de longas. Se há muro de 15 anos ela acompanhou a maré de estrelas americanas que se convertiam em produtores, agora ela faz sua estreia uma vez que cineasta com menos sucesso, é verdade, mas nem por isso com menos glamour.

Possessor de algumas das sessões mais concorridas do último Festival de Cannes, “A Incrível Eleanor” chega ao Brasil envolvido em menos expectativa do que aquela gerada no evento gaulês, onde integrou a mostra Um Visível Olhar, dedicada a cineastas emergentes.

A estreia nos cinemas brasileiros foi marcada de forma abrupta e não dá para expor que houve uma campanha de marketing, cá e lá fora, à profundeza de um nome uma vez que o de Scarlett Johansson –ela era a atriz de maior bilheteria da história de Hollywood até o mês pretérito, quando foi destronada por Zoe Saldaña, por fim.

Ainda assim, pelo simples trajo de ter a americana em seus créditos, “A Incrível Eleanor” é um ocorrência no mundo cinematográfico, e os aplausos efusivos na sessão de estreia de Cannes deixaram isso evidente. Mesmo num auditório repleto de críticos e cinéfilos não tão facilmente impressionáveis, Johansson arrancou suspiros e gritinhos.

“Foi tudo uma questão de tempo. Guiar um filme é um tanto que te consome muito, de várias maneiras. Você realmente não pode fazer zero em paralelo, não tem vida familiar, não tem tempo para zero”, diz Johansson, acostumada a emendar projetos exigentes e tão díspares quanto “Um Quadro Visto da Ponte”, peça de Arthur Miller que lhe rendeu um Tony em 2010, e “Varão de Ferro 2”, que no mesmo ano apresentou sua Viúva Negra aos nerds.

“Não é uma questão de dar um outro rumo para a minha curso, mas não acho que eu poderia ter feito nascente filme, com segurança, há dez anos. Foi uma questão de me sentir confortável para assumir a direção”, continuou ela, em conversa com jornalistas depois a première em Cannes.

Ser diretora é uma teoria que orbita sua mente desde os 20 e poucos anos, ela conta. Johansson sabia que o faria em qualquer momento, mas isso significaria perder papéis para poder se destinar integralmente à função por um tempo razoável.

Duas indicações ao Oscar, algumas franquias multimilionárias –uma vez que “Vingadores” e “Jurassic World”– e muitas parcerias com cineastas de grife depois, ela enfim sentiu que estava pronta. Quando o roteiro de “A Incrível Eleanor” chegou à sua produtora, a These Pictures, foi uma vez que se a última peça do quebra-cabeça se encaixasse.

“Muitos diretores de primeira viagem nunca passaram horas e horas num set de filmagem, enquanto eu, uma vez que atriz, passei milhares. Logo eu não sabia executar o trabalho de todo mundo, mas eu sabia o que cada um precisava para satisfazer sua função. Essa preocupação [de não entender as outras funções] eu não tive. Tudo foi uma vez que uma extensão do trabalho que eu já faço uma vez que atriz há muito tempo”, diz Johansson.

Nem por isso ela foi a veterana em seu set de filmagem. Nascente era o papel de sua protagonista, a atriz June Squibb, que no auge de seus 95 anos parecia uma debutante enquanto dava entrevista num quarto de hotel de Cannes. Ao lado de Johansson, falava empolgada sobre a sarau num navio da noite anterior –”ela ficou paragem estrategicamente perto da cozinha”, brincou Johansson.

“Foi um sonho, porque pude trabalhar com alguém que dedicou 70 anos da sua vida ao ofício de ator. Minha última preocupação era com a June”, diz a atriz-diretora sobre a veterana, que estreou nas telonas justamente com Woody Allen, em 1990, com “Simplesmente Alice”. Antes disso, Squibb construiu a curso nos palcos da Broadway.

Em “A Incrível Eleanor”, ela interpreta uma mulher que divide o apartamento na Flórida com a melhor amiga. Quando a nonagenária morre, Eleanor é obrigada a se mudar para a gélida Novidade York, onde divide um apartamento com a filha. Em passeios por parques e restaurantes de fast-food, ela tenta mourejar com o luto, mas, incapaz, recorre a um grupo de espeque para pessoas que perderam entes queridos.

Uma vez que uma boa dramédia noventista, de onde Johansson buscou inspiração para o tom do filme, Eleanor vai parar, por acidente, num grupo repleto de sobreviventes e descendentes de vítimas do Sacrifício. Ela, portanto, compartilha a história de vida da melhor amiga morta, que viveu num campo de concentração, uma vez que sua. A peta comove e começa a tomar proporções que fogem de seu controle.

É um filme pequeno, mas nem por isso fácil de fazer. Johansson conta que nenhum dos envolvidos fez “A Incrível Eleanor” pensando no verba que ganhariam com o projeto. Pelo contrário –ela é grata à notabilidade de atriz por ter lhe oferecido uma agenda de contatos vasta o suficiente para trespassar pedindo favores para filmar em um esquina ou outro de Novidade York.

Um tanto facilitado também por sua relação pessoal com a cidade. Johansson nasceu lá, na ilhota de Manhattan, em 1984. A atmosfera noventista que tenta conquistar em seu filme é a mesma que foi cenário para a sua puerícia e juventude.

Apesar de Johansson não ter escrito “A Incrível Eleanor” –o roteiro é da estreante Tory Kamen–, o filme se cabo à sua história pessoal de outras várias formas. Seu pai é dinamarquês e a mãe, judia, tem progénie polonesa e russa. Há muro de dez anos, ela descobriu no programa televisivo Finding Your Roots, que vasculha o pretérito de celebridades, que secção de sua família morreu no Gueto de Varsóvia.

E, em Eleanor, ela vê ainda a própria avó, que cuidou dela depois do divórcio dos pais. Foi com seu espeque que Johansson começou a fazer aulas de sapateado e atuação. Já aos nove anos, participou de uma esquete no talk show Late Night with Conan O’Brien, que emendou com uma série de pequenos papéis no cinema.

A grande viradela veio mal atingiu a maioridade, em “Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola. É curioso que seu primeiro grande trabalho tenha sido sob a batuta de uma diretora, já que Johansson é voz ativa na resguardo dos direitos das mulheres –mesmo que, no ano pretérito, tenha repetido seu espeque a Woody Allen, indiciado de afronta sexual e agora engalfinhado às polêmicas de Jeffrey Epstein.

“A Incrível Eleanor”, mesmo que inofensivo, também dá as mãos a esse ativismo feminista. Em tempos de discussão sobre etarismo, e sobre uma vez que ele atinge homens e mulheres de maneira desigual, a personagem de Squibb pugna com a família para reconquistar sua independência.

Eleanor quer voltar à Flórida, onde tomava sol e cuidava de si própria, em vez de permanecer tricotando em morada. Numa das conversas do filme, ela fala até de sua vida sexual, um tanto vasqueiro para uma nonagenária diante de uma câmera.

“A melhor maneira de mudar esse desequilíbrio, principalmente nesta indústria, é simplesmente ouvir e considerar as ideias das mulheres. Essa é a melhor forma de estribar diretoras”, diz Johansson, em referência também à sua novidade curso –sim, ela pretende encaminhar mais no porvir.

Ela só não promete persistência. “Há uma secção ruim de ser diretora. Você está sempre trabalhando. Quando a filmagem acaba, todo mundo sai para manducar pizza junto, menos você, porque ainda tem que planejar o dia seguinte. É um pouco triste, não vou negar.”

Folha

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