Uma semana posteriormente assumir a presidência do São Paulo em meio às denúncias que levaram Julio Casares a renunciar ao missão, Harry Massis reuniu a prensa no CT da Barra Fundíbulo para uma conversa informal, ao menos na forma. No teor, porém, os temas tratados rapidamente afastaram qualquer clima ligeiro.
Sem verba em caixa, com direitos de imagem atrasados, patrocinadores afastados e o clube no meio de investigações policiais, o dirigente recorreu a um exposição que mistura realismo, retórica de pacificação interna e um apelo quase místico à tradição do time tricolor: fé, aposta nos atletas de base e resistência.
A metáfora escolhida pelo novo presidente ajuda a dimensionar a seriedade do momento. “O São Paulo está na UTI e precisamos tentar levar para o quarto”, disse.
A imagem não soa exagerada. Segundo Massis, o clube entrou nessa UTI ainda entre 2023 e 2024, uma vez que resultado de erros acumulados por diferentes gestões. A legado é um passivo financeiro sufocante. Até dezembro, quando ele completará o restante do procuração de Casares, ele definiu uma vez que missão “amenizar” os atrasados, parcelar direitos de imagem e, sobretudo, tentar não gerar novas dívidas.
Nesse contexto, o cartola adotou uma vez que primeira medida prática, ainda que tenha enfatizado não gostar de política, uma tentativa de blindagem do elenco. Conversou com os capitães Calleri e Rafael para sofrear os efeitos da crise dentro do vestiário. O técnico Hernán Crespo, de quem o presidente afastou publicamente a possibilidade de deposição, também é tratado uma vez que coligado em um momento em que a diretoria pouco pode oferecer em termos de reforços.
Crespo, aliás, já deixou evidente que gostaria de aumentar o elenco numericamente, libido que esbarra diretamente na falta de recursos.
A solução apresentada passa pela base. Com o time na final da Despensa São Paulo de juniores, Massis falou em “garotos pedindo passagem” e defendeu o uso mais intenso dos jovens uma vez que selecção à escassez financeira. É uma aposta que soa menos uma vez que projeto estruturado e mais uma vez que urgência imposta.
No campo político, ele tenta se apresentar uma vez que figura de transição. Disse não ser candidato, afirmou não enxergar “oposição e situação” e pregou união para “tirar o São Paulo dessa situação”. Ao mesmo tempo, terceirizou o debate para seus aliados mais próximos, deixando evidente que não pretende “mexer com política”.
Ainda assim, apesar de rejeitar o rótulo, Massis se comportou uma vez que um político experiente ao longo do encontro com jornalistas. Cumprimentou todos, chamou vários pelo nome, buscou gerar um envolvente de proximidade e empatia, em um gesto calculado para reduzir tensões, edificar pontes e sinalizar buraco em um momento em que o clube carece de aliados.
As investigações em curso são outro ponto sensível. Na última quarta-feira (21), dois ex-integrantes da gestão de Julio Casares, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, foram alvos de uma operação conduzida pela Polícia Social de São Paulo.
Retirado da presidência em votação do Juízo Deliberativo na semana passada, Casares renunciou ao seu missão no mesmo dia, poucas horas depois da operação policial.
Douglas e Mara —ex-mulher de Julio, com quem tem dois filhos— também deixaram de frequentar a sede do clube. Ambos solicitaram isolamento de seus cargos posteriormente a denúncia de participação em um esquema de venda ilícito de camarotes no estádio do Morumbi. Ele atuava uma vez que diretor-adjunto das categorias de base, enquanto ela era diretora de futebol feminino, cultural e de eventos.
Massis reconheceu ter descoberta estranho o tempo que o São Paulo levou para se posicionar oficialmente uma vez que vítima nos casos apurados pela Polícia Social, um pouco que só ocorreu depois da operação.
Reforçou que o clube dará totalidade suporte às autoridades e que contratará uma auditoria externa independente. A promessa de transparência surge uma vez que tentativa de vedar uma crise institucional que já serpente preço basta fora de campo, com patrocínios se afastando e negociações travadas.
No futebol, Massis recorreu ao que chamou de “clube da fé”. Garantiu que não haverá rebaixamento no Campeonato Paulista apesar de o clube ter somado exclusivamente quatro pontos em cinco jogos e que o time vai se qualificar para o mata-mata.
Para o cartola, está “faltando sorte”. Ele citou o clássico contra o Corinthians, na semana passada, uma vez que exemplo, já que o time vencia até os 44 do segundo tempo quando sofreu o empate. Massis cobrou a retomada do Morumbis uma vez que fortaleza para o time, lembrando a roteiro para a Portuguesa no meio de semana uma vez que símbolo do momento atual.
Fé, nesse caso, parece menos crença religiosa e mais a esperança de que a globo, em qualquer momento, pare de punir um clube que vive um dos piores momentos de sua história.
Neste sábado (24), a equipe terá um clássico para tentar distanciar a crise. Fora de lar, enfrete o Palmeiras, às 18h30, pelo Campeonato Paulista.
