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Quando a data de lançamento de “Hollow Knight: Silksong” enfim foi revelada, uma longa jornada de espera acabou. Seis anos de alarmes falsos e lamentos, de procura por pistas em qualquer entrevista, de especulações no Reddit sobre as causas do jogo nunca vir.
Poucos dias antes do jogo estar disponível, os criadores do jogo diluíram as especulações mais sinistras sobre a morosidade em entrevista à Bloomberg. Não, o jogo não teve problemas de desenvolvimento; eles exclusivamente queriam tempo para serem criativos. Com um bom caixa conquistado com o sucesso de “Hollow Knight”, não era preciso pressa para fazer de “Silksong” um ganha-pão.
Prints das lojas virtuais da Steam e da Nintendo fora do ar no dia do lançamento já são segmento da história dos games. Nenhuma resenha negativa naquele 4 de setembro poderia aplacar os ânimos, até porque não havia nenhuma, já que os desenvolvedores não disponibilizaram entrada antecipado à prensa.
Secção do que se projetou nesta obra parece vir de um ressentimento de jogadores com a indústria de games. É porquê se “Silksong” tivesse se tornado um vasilha das expectativas da comunidade sobre o que o mundo dos jogos deveria ser.
Nascente é o jogo feito por um estúdio pequeno e independente, e em vez de aproveitarem a maré de preços de games subindo, lançaram o jogo em um valor mais barato que o esperado (R$ 59,90 para PC, plataformas da Nintendo e Microsoft; R$ 114,90 nas plataformas da Sony).
Mas “Silksong” é exclusivamente um jogo, e são muitas as semelhanças com seu predecessor “Hollow Knight”: o estilo artístico de ambientes e personagens; um sistema de guerra multíplice, em que é preciso manusear recursos variados para restabelecer vida e usar habilidades; um planta imenso, com ambientes muito diversos; uma história contada de maneira discreta e não-linear. Mas a façanha de Hornet consegue se firmar porquê um pouco próprio.
Começamos o jogo vendo Hornet presa numa gaiola, sendo levada por não se sabe quem, nem pra onde. Na breve animação do início, ela se liberta valendo-se da seda que produz para destruir uma ponte sobre a qual seus captores passavam. Com a queda, a gaiola se quebra e ganhamos controle da personagem, que logo se perceberá aprisionada no reino de Pharloom.
A variedade de ambientes e a riqueza das animações somadas a uma trilha e efeitos sonoros marcantes fazem desta uma viagem a ser lembrada. Dá vontade de voltar ao jogo para estar nesses lugares, encontrar seus habitantes adoráveis e entender o que se passou ali. Quer saber se alguém jogou Silksong? Entoe um Ahh-lae-lae-lae no ritmo de Shakra, a pessoa que vende mapas, e espere a reação.
Mas é na protagonista que a identidade do game se expressa. Hornet é valente, brava, potente e expressiva. Partimos de uma figura menos vulnerável do que em Hollow Knight. O simples mover-se com Hornet é muito satisfatório, fundamental num jogo que demanda muitas idas e vindas e repetição. Desde o primícias, a capacidade de se amparar a beiradas de plataforma estimula a exploração, assim porquê o dash em oblíquo dá coragem para enfrentar inimigos ágeis. Não morosidade para que se consiga a habilidade de decorrer; e aí, o mundo se abre.
Sim, é um jogo difícil, porquê se tem dito tanto. Mas será mais e será frustrante para o jogador teimoso. É fácil encontrar uma dimensão ou guerra que pode ser superada exclusivamente pela nossa capacidade, sem que haja recursos ou habilidades do personagem obrigatórios para que se avance.
Mas é muito provável que ainda haja uma porta ou fresta não explorada em outro lugar. Há sempre um pouco por fazer, outros recursos a obter e testar, alguma missão secundária a desvendar (outra novidade muito integrada).
Falando em recursos, de armas a suprimentos, levante é outro ponto em que Silksong brilha e se diferencia do predecessor. A arma padrão de Hornet, uma agulha, possui modelos diferentes, que alternam os tipos e alcance dos ataques.
Além dela, três tipos de ferramentas diferentes podem ser integrados ao arsenal de Hornet, o que habilita o uso de armas secundárias. O jogo estimula que esta heterogeneidade seja usada ao mesmo tempo que é preciso comandar muito os recursos que se tem.
Há um círculo virtuoso aí, já que enfrentar inimigos permite obter os objetos de troca do jogo: contas de rosário, seda e fragmentos de metal. A própria hostilidade do envolvente também instiga o jogador a uma adaptação ativa: é útil intervalar os estilos e ferramentas que se usa para poder prosseguir.
Silksong não tem porquê fazer jus ao hype. É de traje uma experiência exigente, mas também reconfortante, construída com a delicadeza de uma equipe que até cá soube tratar muito muito o universo que criou. Agora que o temos em mãos, o jogo tem tudo pra ser memorável pelo que é, não pelo que se esperava que fosse.
Play
dica de game, novo ou macróbio, para você testar
Out of Space
(Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
Esse jogo é um ótimo multiplayer clássico de sofá, lembrando o “Overcooked” em sua dinâmica e formato de jogo. É provável jogá-lo individualmente, mas é muito mais jocoso quando há até quatro pessoas na mesma nave. Basicamente, os jogadores são faxineiros espaciais, que precisam realizar algumas missões para limpar a nave não exclusivamente de sujeira, mas de monstros radioativos. Evidente que, para seguir trabalhando, os faxineiros precisam estar hidratados, descansados e alimentados, o que também influencia em toda a jogatina. É um game capaz de produzir muita gritaria, mas muita diversão, com selo brasílio de qualidade. O título, produzido pela brasiliense Behold Studios, ganhou em 2020 o prêmio de Jogo Brasílico do Ano no Brazil Game Awards.
Update
novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa
- A Sony lançou atualização para o PlayStation 5, liberando o uso do DualSense, controle do console, para uso em vários dispositivos, facilitando a troca entre o videogame e os itens emparelhados via Bluetooth sem necessariamente ter que reconectá-lo sempre. A companhia também lançou um modo de economia de vontade para jogos, permitindo que o PS5 reproduza os jogos compatíveis com menos recursos, o que reduz o valor da conta de luz e o impacto ambiental.
- A Steam anunciou que deixará de oferecer suporte a versões 32-bit do Windows a partir de janeiro do ano que vem, quando só será provável usar a plataforma em computadores com arquitetura 64-bit. A companhia afirma que o aplicativo só tem suporte a 32-bit em algumas instalações do Windows 10, e apresentou relatório dizendo que essas instalações correspondem a 0,01% dos usuários ativos. O aplicativo também será atualizado para a novidade arquitetura.
- O Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convocou chefes executivos de plataformas comumente usadas entre gamers para testemunharem no Congresso americano em seguida o assassínio de Charlie Kirk. Citando a “radicalização dos usuários de fóruns online”, a percentagem chamou para oitivas Humam Sakhnini, CEO do Discord, Gabe Newell, presidente da Valve, proprietária do Steam, Dan Clancy, CEO do Twitch, de propriedade da Amazon, e Steve Huffman, CEO do Reddit. O suspeito de matar Kirk teria enviado mensagens a amigos no Discord antes de ser recluso, diz a BBC.
- A Epic Games anunciou a inclusão de músicas de Charlie Brown Jr. e Ludmilla no “Fortnite”. Em transmitido à prensa, a Epic diz que “as novas faixas, ‘Cheguei’ da Ludmila e ‘Proibida Pra Mim’ do Charlie Brown Jr., trazem uma vontade novidade e nostálgica com um toque cultural único à experiência ‘Fortnite’, permitindo que os jogadores vivenciem as melodias vibrantes do Brasil”. Os jogadores podem usar as músicas com os amigos, em uma partida de Battle Royale, ou se apresentando no jogo.
- O “The Sims 4”, lançado pela Electronic Arts em 2014, ganhou uma equipe para investigar as causas dos principais problemas do jogo diante do surgimento de diversos bugs e instabilidades em seguida 11 anos de lançamento. A equipe fará um diagnóstico do game, buscando falhas que existem há muito tempo, o que vai levar a lançamentos de diversas atualizações para substanciar a estrutura básica do título. O jogo também ganhou um novo recurso que, caso habilitado, permite o uso de mais memória disponível no computador, o que também deve melhorar seu desempenho.
Download
games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena
22.set
“Bloodthief” (PC)
“Endless Legend 2” (PC)
“Medieval Crafter: Blacksmith” (PC)
“Northwind” (PC)
“Renown” (PC)
“Stellaris: Shadows of the Shroud” (PC)
23.set
“Azecs: The Last Sun” (PC)
“Baby Steps” (PC, PS5)
“Forgive Me Father 2” (PS5, Xbox Series X|S)
“The House of Tesla” (PC)
“Twinkleby” (PC)
“Wizordum” (Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
25.set
“Agatha Christie – Death on the Nile” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
“Endoparasitic” (Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X|S)
“Extremely Powerful Capybaras” (Nintendo Switch, PS5, Xbox Series X|S)
“Hades 2” (Nintendo Switch 2, PC)
“Heroes of Mound Dragon” (Nintendo Switch, PS5)
“Mamorukun ReCurse!” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox Series X|S)
“Rain World: The Watcher” (PS5, Xbox One)
“Republic of Pirates” (PS5, Xbox Series X|S)
“Road59 A Yakuza’s Last Stand” (Nintendo Switch, PC)
“Silent Hill f” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Sonic Racing Crossworlds” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
“Sworn” (Nintendo Switch, PC, PS5, Xbox Series X|S)
“The Touryst” (Nintendo Switch 2)
“Tokyo Xtreme Racer” (PC)
26.set
“Atelier Resleriana The Red Alchemist & The White Guardian” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5)
“Cladun X3” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5)
“EA Sports FC 26” (Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
“Hotel Barcelona” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Pac-Man World 2 Re-Pac” (Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC, PS4, PS5, Xbox Series X|S)
“Stario: Haven Tower” (PC)
28.set
“Mind Diver” (PC)
