Depois conversar com moradores da Favela do Moinho, em São Paulo, o ministro da Secretaria-Universal da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse nesta quarta-feira (25) que o conciliação foi firmado há pouco mais de um mês entre o governo federalista e o governo estadual para oferecer moradia para a população sítio está entrando em uma novidade tempo, que oferece uma solução habitacional para a ocupação. Essa solução será anunciada amanhã (26) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 
“É o fechamento desse novo ciclo e a franqueza de um outro e agora as coisas vão andejar para locação em locais decentes para essas pessoas. E esse terreno [onde hoje está localizada a Favela do Moinho] será talhado para uma questão que seja pública também, de uso da cidade”, disse o ministro a jornalistas depois visitar a última comunidade favelizada do núcleo da capital paulista.
“Estamos agora em outra tempo, que é a tempo de implementação deste conciliação e da solução do problema”, acrescentou.
Em abril, sob pretexto da geração de um parque e da estação Bom Retiro, o governo estadual havia iniciado um processo de remoção dos moradores da Favela do Moinho, com uso da força policial.
De conciliação com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a região da Favela do Moinho está sendo “requalificada” e, no sítio, será implantado o Parque do Moinho. Para isso, será necessária a remoção das muro de 800 famílias que vivem na comunidade, “que serão acolhidas em lares dignos”, diz a companhia.
A dimensão onde está localizada a Favela do Moinho pertence à União, mas o governador Tarcísio de Freitas entrou com um pedido de cessão para transformar a dimensão em um parque.
Em maio, o governo federalista anunciou um conciliação com o governo estadual para impedir a remoção violenta dos moradores e dar uma solução para o conflito. Por esse conciliação, ficou estabelecido que cada família da Favela do Moinho irá receber até R$ 250 milénio para comprar uma morada. O governo federalista entrará com R$ 180 milénio e o governo do estado de São Paulo com R$ 70 milénio, sem que os moradores precisem financiar zero.
Com a adesão a essa proposta, as famílias da Favela do Moinho poderão escolher, para comprar, imóveis de uma lista já pronta que contém indicações ou subordinar à estudo um que não esteja nela, havendo possibilidade de acatarem ou não ao pedido. Enquanto não se mudam para o endereço definitivo, terão recta a R$ 1,2 milénio de aluguel social.
“O protagonismo é do governo federalista. O governo do estado tem o cadastro dos imóveis no território que serão adquiridos e a tratativa será direto com os donos dessa residência para que as famílias sejam alocadas com pundonor”, explicou Macedo.
Uma das moradoras do Moinho, de 64 anos, que não quis se identificar, mora no sítio há 31 anos com o rebento, que tem uma deficiência. Ela vive exclusivamente com o auxílio do Bolsa Família e conta que, com o valor que ganha hoje, seria impossível para ela conseguir alugar uma outra moradia na capital paulista e que não fosse dentro da comunidade. Por isso, ela vê a assinatura do conciliação entre os governos federalista e estadual com bons olhos.
“Eu acredito [no acordo] porque hoje eu não tenho requisito de alugar um cantinho. “Tem que ter calma, né, porque eu não vou trespassar assim para morar na rua. Eu queria falar [para o Lula] a situação que nós estamos passando. Queria uma moradia digna, assim, não permanecer de aluguel, porque aluguel é ruim”, falou.
Comerciantes
Em reunião com o ministro hoje, os representantes da Associação dos Moradores da Favela do Moinho relataram a Macêdo sobre um outro problema que aflige os moradores locais: o transacção. Recentemente, os comerciantes da Favela do Moinho foram cadastrados pela prefeitura para uma provável indenização, mas até agora leste conciliação não prosperou.
“Esse foi um dos temas que a associação colocou cá, que é um tema eminentemente municipal. O que nós assumimos porquê compromisso é que nós vamos dialogar com a prefeitura e com o governo do estado para que os compromissos que eles assumiram cá possam ser colocados em prática e para que essas pessoas tenham uma destinação adequada e correta”, disse o ministro a jornalistas.
Um dos afetados por esse problema é o mercante Edenildo Laurentino da Silva, 41 anos, que vive no Moinho há 21 anos e tem um transacção no sítio há dez anos. Segundo ele, a prefeitura cadastrou os comércios mas até agora não há informações sobre a indenização.
“O ideal seria eles pagarem a indenização justa para nós em verba, para nós procurarmos um ponto lá fora, porque nós precisamos pesquisar, não é uma coisa tão fácil assim. Nós precisamos pesquisar, arrumar um ponto lá fora para colocar nosso transacção”, falou.
“Eu estou cá há 21 anos, tenho três filhos, sou casado, tenho mulher. Transpor daqui vai ser um pouco difícil, não vai ser fácil porque cá já tem uma estrutura, tem o conhecimento, tem a minha clientela. Saindo fora daqui eu sei que vai ser difícil, mas não é impossível. Brasiliano é guerreiro, ele vai lutar em qualquer lugar”, disse ele.
Alinhamento
Segundo a presidente da Associação, Yasmin Moja Flores, que mora no Moinho desde que nasceu, há 24 anos, a reunião com o ministro serviu para alinhar algumas pautas que ainda não estavam previstas no conciliação.
“A gente estava muito preocupado com a questão da polícia, deles [governo estadual] voltarem a fazer ação na dimensão, com truculência de novo. Mas ficou muito evidente que tudo vai ter que ser na silêncio, até que cada morador tenha sua morada”, disse ela.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não confirmou presença no evento de amanhã.
