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Tem atores cujas carreiras nos ensinam a esperar de tudo deles. Pense numa Nicole Kidman, cuja presença nas telas comporta das histórias em quadrinhos de “Aquaman” ao terror de “Os Outros”, à comédia de “A Feiticeira” e aos dramas de prestígio, uma vez que “As Horas”, sem deixar de lado escolhas mais ousadas uma vez que “De Olhos Muito Fechados” e “Babygirl”.
Já outros, por escolha ou não, se acomodam em uma zona de conforto —que pode ser maior ou menor—, repetindo variações dos mesmos temas e personagens. Isso não precisa ser uma coisa ruim: não há zero de inexacto em ser muito bom em uma coisa.
Mas, quando esses atores têm a oportunidade de transpor do esperado, os resultados podem surpreender e até gerar burburinhos sobre premiações unicamente pelo choque de contextos.
É o caso de “Coração de Lutador: The Smashing Machine”, agora nos cinemas, que traz Dwayne Johnson, o The Rock —um ex-lutador da WWE e ator de comédias de ação— em um papel dramático.
Infelizmente para Johnson, a bilheteria da cinebiografia do lutador Mark Kerr tem desenganado e a sátira não acompanhou a empolgação do júri do Festival de Veneza, que deu ao longa o prêmio de melhor direção para Benny Safdie.
Aquém, trago mais filmes em que atores famosos saíram da zona de conforto, para ver em morada.
Dreamgirls: Em Procura de um Sonho (2006)
Dreamgirls. Paramount+, 130 min.
Esta adaptação do músico da Broadway dirigida por Bill Condon tirou vários atores de suas zonas de conforto. Jennifer Hudson, por exemplo, que venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, era conhecida por ter sido uma das finalistas do reality American Idol e estreava no cinema uma vez que a cantora Effie White.
Ao seu lado estava Beyoncé, em seu maior papel dramático —suas incursões anteriores aconteceram em filmes menores, e eu não tenho certeza de que ela lembra que fez “A Pantera Cor-de-Rosa” (2006).
Daria destaque, porém, a Eddie Murphy. Um dos maiores nomes da comédia mundial desde suas temporadas em “Saturday Night Live”, no prelúdios dos anos 1980, Murphy construiu sua curso entre as comédias e as comédias de ação. Em “Dreamgirls”, porém, ao interpretar um fusão de cantores da era Motown uma vez que James Brown, Jackie Wilson e Marvin Gaye, ele exibiu dotes dramáticos que lhe renderam uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante.
Procura Implacável (2008)
Taken. Disney+, 94 min.
Em 2008, o irlandês Liam Neeson, portanto com 56 anos, era sabido principalmente por seus papéis dramáticos, uma vez que em “A Lista de Schindler” (1993), “Nell” (1994) e “Michael Collins” (1996). Mesmo sua participação na novidade trilogia de “Star Wars” se apoiava em seu estoicismo e solenidade, até que “Procura Implacável” o tornou um herói de ação.
O sucesso do filme, em que Neeson interpreta um guarda-costas que embarca em uma jornada de vingança e pancadaria para resgatar a filha, abriu as portas do cinema de ação e suavizou a imagem do ator, que passou também a fazer mais participações em comédias e a rir da própria carranca.
Jogos do Poder (2007)
Charlie Wilson’s War. Disponível para aluguel (Amazon, Simples e iTunes), 102 min.
“Pai da América”, herdeiro místico de James Stewart, Tom Hanks interpretou uma gama de personagens, muitos dos quais que se destacam por sua retidão moral e bom-mocismo —principalmente nas últimas décadas, em seguida a sua chegada à meia idade. Antes disso, foi a faceta de heróis românticos e “sujeitos comuns”, uma vez que no clássico “Sintonia de Paixão” (1993).
Na passagem entre essas duas fases está “Jogos do Poder”. Nele, Hanks assume o papel de Charlie Wilson, um democrata texano que, nos anos 1980, em meio a noitadas com jovens mulheres regadas a muita cocaína, arquitetou o aumento exponencial do pedestal americano aos afegãos em sua resistência à invasão soviética.
Um roteiro de Aaron Sorkin dirigido pelo lendário Mike Nichols apelaria a qualquer bom ator, mas não é todo dia que Hanks se arrisca com um personagem que poderia ser ligado às causas do 11 de Setembro, ou que não é romântico, mas que faz sexo.
Em Músculos Viva (2003)
In the Cut. Disponível para aluguel (Amazon), 119 min.
Contraparte de Tom Hanks em tantas comédias românticas, Meg Ryan, a “namoradinha da América”, viu sua curso implodir no prelúdios dos anos 2000. Não só ela chegava aos 40 anos (vício capital para Hollywood), uma vez que também envolveu-se em um escândalo de tabloides e estrelou filmes que decepcionaram em sátira e bilheteria. Aí veio “Em Músculos Viva”, que chocou o público.
Dirigido por Jane Campion, o filme traz Ryan uma vez que uma professora de inglês em Novidade York que se envolve com um policial, interpretado por Mark Ruffalo, enquanto ele investiga uma série de assassinatos de mulheres no bairro. Em meio ao romance quente e explícito, ela começa a vacilar que o detetive pode ser ele mesmo o facínora.
Má sorte o nosso que Ryan se afastou da indústria depois disso. “Em Músculos Viva” tem um desfecho meio lelé, mas não deixa de ser muito bom.
Que Horas Eu Te Pego? (2023)
No Hard Feelings. Prime Video, 104 min.
Indicada a um Oscar de melhor atriz aos 20 anos, Jennifer Lawrence rapidamente consolidou sua imagem uma vez que uma atriz dramática de qualidade e um isca de bilheteria, equilibrando papéis de prestígio —ganhou um Oscar com unicamente 22 anos, por “O Lado Bom da Vida” (2013)— com sucessos em franquias de ação uma vez que “Jogos Vorazes” e “X-Men”.
“Que Horas Eu Te Pego?”, porém, traz Lawrence em um papel francamente cômico uma vez que uma mulher que, precisando de numerário para salvar sua morada, aceita “namorar” um garoto sem que ele saiba do conserto.
O Show de Truman: O Show da Vida (1998)
The Truman Show. Mercado Play, Netflix (até 24.out), Paramount+ e Telecine, 103 min.
O careteiro Jim Carrey fez sua glória nas maiores comédias de Hollywood nos anos 1990. Só em 1994, lançou “Ace Ventura: Um Detetive Dissemelhante”, “O Máskara” e “Debi e Loide: Dois Idiotas em Apuros”. No ano seguinte, vieram “Batman Eternamente” e “Ace Ventura 2: Um Maluco na África”, totalizando cinco sucessos estrondosos de bilheteria em cinco tentativas, todos filmes em que ele demonstra sua desembaraço cômica e seu maximalismo.
Em procura de prestígio para escoltar os seus milhões de dólares, porém, Carrey resolveu mostrar que era capaz de fazer mais que caretas. Com “O Show de Truman”, uma tragicomédia sobre um varão cuja vida é um programa de televisão, exibiu suas habilidades dramáticas, ganhou um Mundo de Ouro de melhor ator e chegou perto de uma indicação ao Oscar.
O que está chegando
As novidades nas principais plataformas de streaming
A Cadeira
The Chair Company. Estreia neste domingo (12), na HBO Max, 23h.
Tim Robinson e Zach Kanin trazem o humor peculiar de “I Think You Should Leave with Tim Robinson”, da Netflix, para a HBO Max. Robinson interpreta Will Trosper, um varão generalidade que, em seguida um incidente constrangedor no trabalho, acidentalmente descobre uma vasta conspiração. Uma vez que pessoa que amou “Amizade Tóxica” (2024, aluguel) e “I Think You Should Leave”, estou ansiosa pela estreia!
Na Estrada (2012)
On The Road. Mubi, 124 min.
Adaptação do livro de Jack Kerouac dirigida por Walter Salles, com Sam Riley, Garrett Hedlund e um monte de pontas de famosos, uma vez que Kristen Stewart, Elisabeth Moss e Viggo Mortensen.
A Mulher na Cabine 10
The Woman in Cabin 10. Estreia nesta sexta (10) na Netflix, 92 min.
Uma jornalista (Keira Knightley) em uma viagem de cruzeiro para uma reportagem de turismo vê um corpo ser jogado ao mar, mas a tripulação diz que não há ninguém faltando. Com Guy Pearce e Hannah Waddingham.
John Candy: Eu Me Senhoril
John Candy: I Like Me. Estreia nesta sexta (10) no Prime Video, 113 min.
Documentário dirigido por Colin Hanks sobre o lendário comediante canadense John Candy, planeta de “Antes Só do que Mal Escoltado” (“Planes, Trains and Automobiles”, 1987) e “Quem Vê Rosto Não Vê Coração” (“Uncle Buck”, 1989), morto em 1994, aos 43 anos.
Veja antes que seja tarde
Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming
Meninas Malvadas (2004)
Mean Girls. Deixa a Netflix em 31.out, 97 min.
Cady (Lindsay Lohan), recém-chegada ao ensino médio, descobre uma vez que é a vida entre as panelinhas colegiais, o que torna uma pequena popular e o que é preciso para derrubar a “abelhão rainha” da escola.
