Surfe: yago dora briga por título mundial após demitir pai

Surfe: Yago Dora briga por título mundial após demitir pai – 08/08/2025 – Esporte

Esporte

Líder do ranking da WSL (Liga Mundial de Surfe, na {sigla} em inglês) e já guardado matematicamente no Finals, evento que define o vencedor da temporada, o surfista Yago Dora, 29, tenta ortografar um capítulo que considerava inimaginável há muito pouco tempo.

O curitibano criado em Florianópolis pode compreender no primórdio do próximo mês, em Fiji, o posto de quinto brasiliano vencedor mundial do esporte. Já venceram o campeonato Gabriel Medina, três vezes, Filipe Toledo, duas, Adriano de Souza e Italo Ferreira.

“Estou há muitos anos tentando me encontrar e conseguir colocar minha performance dentro das competições. Sinto que isso tardou um pouco para mim, tinha dificuldades em me ver uma vez que alguém que podia lucrar etapas ou até litigar por um título. Simplesmente não conseguia”, disse.

Dora tem uma trajetória incomum no esporte. De iniciação considerada tardia, com 11 anos, sonhava em tornar-se jogador de futebol antes de trocar definitivamente a esfera pela prancha, com insistentes incentivos do pai, o ex-surfista e hoje técnico Leandro Dora, sabido uma vez que Grilo.

A chegada à escol mundial do Championship Tour ocorreu de forma arrebatadora, em 2017, quando foi convidado a participar na lanço Rio Pro, em Saquarema, e desbancou nomes já consolidados uma vez que Gabriel Medina, John John Florence e Mick Fanning, chegando até as semifinais. A partir de 2018, porém, acumulou decepções.

“No primórdio, o surfe era frustrante para mim”, contou em um documentário produzido em 2023. “Saía gorado e chorando porque não conseguia mostrar meu nível”, disse.

O melhor nível apareceu em 2023, novamente em Saquarema, com o título da lanço brasileira do rodeio.

“Eu sabia que o meu nível de surfe era bom, mas não conseguia colocar tudo aquilo na competição. Foi um processo de tempo, de aprender com as derrotas. Eu sempre me cobrei muito por isso, mas realmente acho que nos últimos três anos comecei a me visualizar uma vez que alguém que poderia litigar por etapas e alguma coisa maior. Passei a me portar uma vez que tal”, afirmou.

Mas, mesmo com bom desempenho em 2023 e 2024, ele acabou fora do Finals, terminando essas temporadas uma vez que sétimo e sexto disposto, respectivamente –exclusivamente os cinco melhores se classificam. Para ele, ainda era necessário um último choque: mudar de treinador, substituindo o próprio pai.

“O ano pretérito foi um momento de transição. Comecei a tomar algumas decisões e fazer mudanças na minha curso, tomar as rédeas. Eu sempre fiquei muito na tutela do meu pai e, agora uma vez que um adulto, com 29 anos, senti essa premência de ser eu o responsável pelo meu porvir”, disse.

Dora escolheu um velho sabido, Leandro da Silva, com quem competiu e treinou na juvenilidade e também trabalhava para seu pai.

“Foi uma decisão muito difícil de tomar. Era um trabalho com o meu pai, tem todo o afeto entre pai e rebento, mas sinto que tem sido muito positivo. Conheço o Leandro desde moleque, temos uma conexão muito boa. Pai e rebento acabam misturando um pouco as coisas”, declarou.

Na lanço de Teahupo’o, a última da temporada regular, iniciada nesta quinta-feira (7), no Taiti, na Polinésia Francesa, ele já garantiu vaga nas oitavas de final. O resultado já lhe assegura, no mínimo, a segunda colocação ao termo da período de classificação do Mundial.

Yago espera ir longe no Taiti, mas calcula os riscos pensando no evento final, em Fiji. Apesar dos tubos perfeitos, a lanço de Teahupo’o é uma das mais temidas do rodeio por conta da força incomum das ondas, formadas sobre uma fossa abissal de mais de 1.400 metros de profundidade.

“Sei que já tenho minha vaga e planos maiores do que permanecer tentando bancar o herói ou me jogando para fazer a vaga do dia”, afirmou.

Caso sustente a liderança do ranking –para isso, sem depender do resultado do sul-africano Jordy Smith, basta-lhe progredir às semifinais–, Dora entrará em vantagem no Finals. Na lanço derradeira, o quinto disposto enfrenta o quarto para determinar quem encara o terceiro. Desse duelo sai o contendedor do segundo. E só nesse confronto é definido o rival do primeiro.

Diferentemente do que ocorria até o ano pretérito, basta ao líder vencer sua primeira bateria para permanecer com o título. Em caso de guião do primeiro disposto, a disputa passa a ser de melhor de três.

Folha

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