Lançado no último dia 5, o Switch 2 procura enterrar de vez a teoria de que videogame é coisa de párvulo.
O novo console híbrido da Nintendo une à já reconhecida praticidade de seu predecessor tecnologia de ponta e um design elegante que ressoam em qualquer marmanjo que já tenha jogado um videogame na vida. No entanto, o aparelho chega às lojas a um preço superior (R$ 4.499,90), proibitivo para muitos brasileiros.
Posteriormente vender mais de 152 milhões de unidades do Switch desde seu lançamento em 2017 —se aproximando do recorde de 160 milhões do PlayStation 2—, a Nintendo optou por um caminho seguro ao desenvolver seu sucessor. Em vez da inovação, símbolo dos últimos consoles da marca, a empresa optou pela ininterrupção.
Assim porquê seu predecessor, o Switch 2 é um console híbrido —funciona tanto ligado a uma TV quanto de forma portátil, com os controles fixados em suas laterais. Outrossim, o aparelho é harmonizável com praticamente todo o catálogo de jogos do Switch e ambos são operados a partir de um sistema operacional muito parecido.
As principais novidades do Switch 2 propagandeadas pela Nintendo são a capacidade de os controles (chamados de Joy-Con 2) funcionarem porquê mouses e o GameChat, um aplicativo de notícia. No entanto, ambas já foram utilizadas de outras formas no mercado —a própria Nintendo lançou um mouse para o Super Nintendo em 1992, e outros videogames já possibilitam notícia durante o jogo, mas por aplicativos de terceiros, porquê o Discord.
Ainda que não representem uma inovação, elas são ótimas adições e foram muito implementadas.
O controle por mouse funciona em praticamente qualquer superfície. É provável concordar o Joy-Con 2 na perna, no sofá ou na leito e obter resultados bastante satisfatórios. No entanto, para jogos que precisam de maior precisão e velocidade nos comandos, superfícies lisas e planas, porquê uma bandeja ou uma mesa, ainda são mais indicadas.
O GameChat também funcionou muito nos testes realizados pela reportagem. O microfone do aparelho é sensível, capaz de detectar a voz do usuário a metros de intervalo, e, ao mesmo tempo, cancelar ruídos do envolvente e do próprio jogo. A conexão não apresentou intermitência nem delongado perceptível.
Os únicos defeitos são a queda profunda da atualização de quadros da tela de jogo transmitida para os amigos, o que atrapalha bastante em títulos com movimentos rápidos, e a falta de precisão para reconhecer o perímetro do jogador quando utilizada a opção de esconder o fundo.
Externamente, as mudanças mais sensíveis no Switch 2 estão no tamanho da tela, que aumentou 27% (6,2 para 7,9 polegadas), e no design todo preto, unicamente com detalhes em tons pastéis de azul e vermelho (ao contrário dos controles plásticos com cores berrantes de antes). Tudo isso dá ao conjunto um visual mais sóbrio e elegante, com menos face de brinquedo.
Conferência do Switch original com o Switch 2
Veja as diferenças externas do Switch 1 e do Switch 2
– Timothy A. Clary – 8.abr.25/AFP e Dimitar Dilkoff – 2.abr.25/AFP
Mas é dentro do Switch 2 que estão as mudanças mais importantes. Com processadores muito mais potentes, o triplo de memória RAM e capacidade de armazenamento oito vezes maior, o novo aparelho é capaz de rodar jogos em solução Full HD no modo portátil e 4K quando ligado à TV, exibindo até 120 quadros por segundo. Desempenho muito próximo ao dos principais consoles do mercado.
O aparelho ainda suporta tecnologias modernas de aprimoramento de gráficos e imagem, porquê HDR (que aumenta o contraste), taxa de atualização variável (que evita quebras na imagem por dessincronia entre a placa de vídeo e o monitor) e DLSS (que aumenta a solução por lucidez sintético).
O resultado são imagens deslumbrantes. Mesmo jogos mais antigos, porquê “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”, lançado em 2017 ainda para o Wii U, ganham novidade vida com a capacidade gráfica do Switch 2 —mas também graças à atualização disponibilizada pela Nintendo, diga-se.
O melhor desempenho nos gráficos, porém, ofídio seu preço da bateria. Ela até foi aumentada, mas não na mesma proporção. Com isso, o Switch 2 aguenta de 2 a 6,5 horas de jogo antes de permanecer completamente descarregado —no teste realizado pela Folha, foi provável jogar “Mario Kart World” no modo portátil por tapume de 4 horas. Já em relação ao Switch original, a estimativa era de 4,5 a 9 horas.
O tamanho maior também resulta em um aumento proporcional no peso. Quando utilizado na forma portátil (com os controles acoplados), o Switch 2 pesa 530 g, 32% mais do que o Switch original.
A Nintendo buscou reduzir o prejuízo arredondando os cantos dos Joy-Cons, de forma a não produzir um ponto agudo de pressão na palma das mãos. Uma teoria simples, mas que cumpre sua função e deixa o aparelho mais confortável de segurar mesmo sendo mais pesado.
Já a mudança na forma porquê os Joy-Cons são presos à tela do console tem resultados mistos. Por um lado, a conexão por imãs do Switch 2 é mais fácil e mais firme do que a do primeiro Switch, feita por pequenos trilhos de plástico. Por outro, é preciso tomar zelo na hora de encaixar os Joy-Cons e não deixar a ponta do dedo no esquina do controle para não tomar um belisco.
Apesar de não ter grandes inovações, o Switch 2 cumpre a missão de ser uma versão atualizada e turbinada do Switch original, o que deve aumentar o apelo da marca para além do seu público habitual. Mesmo assim, o preço superior do console, que ainda terá que competir com o próprio Switch em mercados emergentes, levanta dúvidas sobre se o novo aparelho repetirá o sucesso do seu predecessor.
O jornalista recebeu um Switch 2, um controle Pro, uma câmera USB-C e uma seleção de jogos da Nintendo para realizar o teste.
